segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Análise mensal - Boruto #09 & #10


As atividades voltam com esse curto pack para encerrar o arco do Momoshiki e analisarmos essa adaptação do filme
Mantendo as promessas na ativa, eis que – depois de sete meses – eu retomo com essa análise. Essa que, para mim, é uma das obras mais nhé atualmente e, particularmente, ando acompanhando com uma fria esperança que melhore exponencialmente. Sim leitores, hoje retomo a análise de Boruto – filho do Naruto.
Antes de qualquer coisa... quero explicar que, tal qual as outras análises atrasadas, irei dividir essa análise em duas partes. Essa, que é a primeira, empreende os capítulos finais do arco que é adaptação do filme; já na próxima análise vamos ir até o capítulo 15. Por isso, comemorem porque Boruto voltou.
Então, sem mais delongas... vamos a análise!

Capítulos #09 & #10

Bem, eu pensei em várias maneiras de começar esse texto, porém – nessa altura do campeonato – você já deve ter lido esses capítulos (até porque estamos no 15), assim como tudo que eu falar irá se parecer, e muito, com minhas críticas habituais à série.
É de ciência geral que eu acho o Ikemoto um desenhista horroroso que, em um consenso geral, não sabe desenhar os personagens, não sabe trabalhar enquadramento e nem criar um ritmo digno para um battle shounen; mais do que isso, também não vejo aquela ambição de criar uma obra boa – uma obra que respeite todo legado daquilo que ela se diz continuação -, logo, até aqui, essa é uma obra que apenas existe para ganhar dinheiro (função de qualquer continuação e/ou spin-off. Eu sei, mas temos boas continuações e spin-offs, que enriquem o universo da série).
Mas vejam vocês, esses dois últimos capítulos fecham os momentos finais do filme e, para nossa surpresa, acrescentam algo útil. Eles criam um proposito para que essa série exista e, honestamente, nos deixa curioso para o que vem a seguir, mas ainda assim – ao meu ver – houve um excesso de páginas utilizadas para, simplesmente, não contar nada. Para mim, esse é o principal problema de Boruto.
Eu comentei isso essa semana com um amigo e ele, prontamente, me disse para encarar a série como algo novo e não ligando para o fator de continuação; foi uma boa dica, admito, mas mesmo quando encaro assim, ainda acho a obra fraca. Ela falha, por cerca de 8 capítulos, para nos entregar algo que seja de real relevância para nossa narrativa e consegue falhar em empolgar quando, realmente, entrega informações relevantes. O próprio protagonista não consegue cativar ou gerar aquela empatia generalizada. É doloroso, para dizer o mínimo, acompanhar isso.
Mas, vejam só, no capítulo 10 ele consegue salvar boa parte do jogo. Alguém conseguiu mostrar para o roteirista – para o Ukyou-sensei – que ele pode fazer algo ousado e, até mesmo, divertido. Alguém, finalmente colocou na cabeça dele que dá para entregar algo original, mas ainda assim cumprindo o legado que a série carrega.
Não que seja algo excelente a conclusão, mas foi acertada a condução. Houve luz no fim do túnel, para glorificar de pé. Aqui houve a inclusão de um ponto interessante, mais do que isso, enfim conseguiram subir um dilema interessante para o futuro do nosso protagonista.
A profecia do Momoshiki, sim, tem a ver com aquelas primeiras páginas do mangá – ou os primeiros minutos do animê -, mas é algo que sabemos que irá demorar para ocorrer, logo temos que viver na expectativa. Temos que aturar a dupla seguir um rumo e procurando acertar os pontos errados e explorando melhor os acertos (se bem que, na próxima parte vou evidenciar algo que eles já conseguiram errar MUITO, mas vamos segurar a pauta).
No fim, mesmo com os acertos nesse fim, tudo soou fraco e aquém do que se esperava. Tudo foi replicado muito parecido com o filme, muito simples até. Foi quase um copy and paste do filme, só quem sem o brilho, sem o charme e carisma que o filme entregou. E isso, para a série, não é um início tão positivo. Mas, de coração, espero que a partir do próximo arco tudo melhore, pois só um capítulo dessa leva realmente falou o suficiente para seu número de páginas e para o hype jogado em cima disso.
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