sábado, 26 de agosto de 2017

Análise quinzenal: Saint Seiya – Episódio G Assassin #79

Aquele momento em que tudo se encaixa e cria possibilidades interessantes para todo desenvolvimento.
E, para alegria da nação, estamos chegando com mais uma análise de Saint Seiya em dia! É para se comemorar de pé e glorificar, porque aqui o ritmo está conseguindo ser um acerto a mais e fluindo bem os trabalhos, mas enfim...
Antes de ir para análise quero apenas informar que o próximo capítulo só saí 12 de setembro. Ou seja, teremos um tempo aí sem a análise, mas nada temam que temos outras obras que analiso e pautas para suprir esse curto tempo sem. Então vamos nessa!

Capítulo 79 – Zeus

E, mais uma vez, temos capítulos para nos explicar as coisas – ou melhor, complementar o que já estava sendo explicado -, mas aqui temos um adendo interessante que é a questão dos porquês, pois aqui temos o vislumbre de uma guerra que ocorreu no “Chaos verse”, porém temos só o término dela, logo fica a curiosidade se teremos ou não um arco para tratar sobre isso, ou até mesmo se veremos uma guerra nesses moldes na própria cronologia clássica da franquia.
Mas bem, voltando ao foco do capítulo, a maior surpresa desse capítulo fica por conta da revelação que, ao menos dentro desse contexto, o Aiolia é o receptáculo de Zeus! Ok que já tínhamos indícios disso no próprio episódio G – também da autoria do Okada -, contudo não esperava que isso fosse aberto de um modo tão claro assim nesse ponto da narrativa, mais do que isso, que fossemos descobrir que o único que sobrou vivo nesse embate foi o Aiolos. Devido a isso, temos aqui um duro embate mental, pois mesmo se houvesse uma oportunidade – todos sabemos que no fim surge essa oportunidade, mas segue o bonde – ele teria que assassinar o seu irmão mais novo. Ele teria que matar o sangue do seu sangue. E isso é habilmente usado por Zeus para se proteger.
Por falar em Zeus, nessas poucas páginas que ele aparece, dá para sentir a imponência e poder que o faz ser temido como o senhor do Olimpo. Ele esbanja confiança e sempre deixa uma aura de superioridade diante de seu oponente. Nesse caso, inclusive, ele vai além deixando claro que Aiolos nunca se atreveria a atacar o corpo do Aiolia. Além disso ele deixa entendido que todos ali já se foram, ou seja, morreram. Por isso temos um ponto narrativo interessante, pois seria Zeus um olimpiano tão implacável assim? Fica a dúvida (até porque Saint Seiya é onde o protagonismo reina).
Nisso temos um momento que também vale menção que é o despertar do 9º sentido. Sentido esse que, segundo já li por aí (não lembro onde), é o sentido dos deuses; logo o último sentido. Também né, já deu... é sentido demais para um ser só possuir. Enfim, Aiolos desperta esse sentido durante a luta contra Zeus/Aiolia, mais precisamente quando vai dar o golpe final. E isso nos ajuda a entender como ele é tão forte assim atualmente, a ponto de conseguir peitar três cavaleiros de ouro mais o GM atual. Fora isso, esse ponto da história nos ajuda a entender um pouco do drama dele dentro desse enredo, pois ele esteve envolvido em uma batalha além de sua compreensão e teve que assassinar seu próprio irmão, logo já entendemos alguns fatos a mais, porém...
Sim, há um, porém, porque no final temos a aparição de Hades dizendo que o tempo enlouqueceu. Ou seja, tudo parece cooperar com aquela ideia que eu venho martelando há algum tempo, que é a questão do Next Dimension ter mexido em toda possível cronologia da série – até porque, todos sabemos que Atena foi pedir ajuda para Chronos e, caso você não viva em uma caverna, ele é o titã que controla o tempo; logo é possível que haja essa conexão de narrativas e, sim, vejamos isso influenciado até com quem sabe, a entrada de um certo 13º cavaleiro de ouro... mas vai saber o que se passa na cabeça desses autores.

No mais fica a curiosidade para saber qual a explicação que Hades dará para toda essa maluquice que gerou um universo extra, uma guerra que terminou de forma trágica e como isso influenciará toda narrativa do mangá. Porém, admito que definitivamente o Okada conseguiu minha atenção maior após esse capítulo; é só manter o ritmo que dá para ganhar o jogo.
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