terça-feira, 22 de agosto de 2017

Análise semanal - Boku no Hero Academia #126 - #142


Para não perder o pique, voltamos com os heróis do barulho em um combo bacanudo de capítulos para analisarmos!
Nunca pensei que diria isso, mas finalmente voltamos com as análises de Boku no Hero e, acreditem, voltamos com o pé direito! Mais do que isso, voltamos com todo o pique and vapor possível para uma série desse calibre.
Antes de prosseguirmos, é valido informar – vai que você não lê minhas outras análises – que estou dividindo as análises que atrasaram demais em combos, no caso de Boku no Hero dividi em duas partes sendo: essa primeira até o 142 e a segunda, que saí entre quinta ou sexta, que irá até o capítulo da semana. Ou seja, acalmem-se que, enfim, chegamos ao ponto mais legal do negócio.
E, aproveitando, quero incentiva-los a comprar as edições que estão saindo pela JBC. Sei que muitos compram já, porém caso você leia minhas análises de Boku no Hero e tenha condições, peço que incentive o material que saí por aqui. Porque, sinceramente, o trabalho da edição nacional está bacana (tem alguns defeitos? Sim, mas nada que desmereça) e vale o dinheiro, sem contar que em lojas como Amazon, Saraiva ou FNAC você sempre achará o produto mais barato.
Feitas minhas considerações, vamos para análise, que pode ficar extensa!

Capítulos #126 ao #142

Vamos lá, porque o negócio aqui foi de calmaria para OMG em, aproximadamente (se minha matemática não estiver horrível), 17 capítulos. Apenas isso bastou para o Kohei criar um início de arco que, particularmente, chama muita atenção e me faz criar várias expectativas boas. Mas vamos por partes, porque há vários pontos legais aqui.
Primeiro deles, sem sombra de dúvidas, está em todo núcleo que nos é inserido aqui, desde o big three da UA, até o Night Eye. Todos possuem suas funções para que a narrativa flua nesse começo mais tranquilo e assim sigamos adiante.
Uma questão desse começo de arco que me chamou atenção é algo que muitas pessoas já haviam suposto e, que nesse momento, nos foi confirmado (alerta de Spoiler! Se você só acompanha a edição da JBC pula esse ponto) é que o All Mighty realmente vai morrer em algum ponto da história! Ponto. (Fim do spoiler) Ok, podemos nos equivocar e o autor mantê-lo vivo por toda narrativa, mas como a história, até aqui, está se mostrando algo voltado para legado é provável que, sim, isso venha ocorrer. Em especial, porque isso evoluiria o Deku como herói de legado que ele, consequentemente, será.
Ouvir o Night Eye proferir que previu a morte do All Mighty e que isso ocorrerá em breve é doloroso, em um panorama geral, mas ainda assim é mais surpreendente quando ouvimos do próprio All Mighty que, por causa do Midoriya, ele quer lutar contra esse possível destino e fazer seu melhor para seguir vivo. É tocante e digno ver essa postura dele, em especial em um momento onde o Deku, simplesmente, pede para que ele abra o jogo de modo franco.
Completando todo esse primeiro momento, ainda tivemos o primeiro encontro Deku e do Mirio com a pequena Eri e com Overhaul. E foi desse pequeno encontro que começamos a ver a dimensão que esse arco poderá ter, pois é aqui onde conhecemos uma criança aflita e vemos que, a suas maneiras, os garotos procuraram uma maneira de ajudar aquela pequena criança, porém foi em vão.
E essa é uma lição que, mais para frente, veremos como foi trabalhada. Entretanto, vamos prosseguindo com o aumento de ritmo do arco. Vamos falar sobre como o Kohei soube começar a aumentar a narrativa nos entregando um motivo para os heróis agirem.
O jeito que ele começa a movimentar as coisas, a princípio, parece simples e bobo, mas tonaliza ainda mais como aquele mundo está atualmente. Sem o símbolo da paz muitos vilões passaram a acreditar que podem fazer qualquer balburdia e tudo se resolverá completamente. Devido a isso os alunos do primeiro ano que estão ajudando os heróis profissionais – os que já possuem licença provisória – se veem envolvidos em problemas que vão desde ajudar no salvamento de pessoas envolvidas, inconvenientemente, em briga de “vilões” até mesmo resolver problemas bobos, mas que descambam para algo maior.
Kirishima foi o “sortudo” de pegar esse segundo exemplo; gerando uma luta interessante, assim como mostrando sua evolução. Esse foi o momento que ele brilhou com mais destaque e, aqui, foi um acerto de mão incrível. Sendo até mais franco, o Kohei é um autor que sabe trabalhar com seus personagens. Ele sabe dar destaque para um personagem quando é preciso e sabe trabalhar todos os questionamentos dele.
Isso é uma qualidade que engrandece bastante a obra e toda narrativa que a cerca e, nesse ponto, tivemos um engrandecimento merecido a um personagem que, até então, era apenas um secundário. E foi com essa evolução e foco bem feito que tivemos o ápice desse início de arco. Foi aqui que, finalmente, entendemos o que estava se passando e, essa descoberta, para o Mirio e Midoriya gerou algo além de surpresa. Gerou um sentimento de dor e impotência.
Vejam bem, esse sentimento é normal para todos, pois qualquer ser humano dentro e fora da ficção já passou por situações delicadas que, mais tarde, quando descobriram um fato grave envolvendo aquilo se sentiram mal, todavia é a forma como o autor trabalha esse sentimento dentro da narrativa, que dá um up nas sensações. É a forma como ele mostra os garotos abalados por saberem que, talvez, poderia ter sido diferente.
A dor do “talvez” e do “e se” é o que gerou um extra na motivação de ambos. E isso gera, também, no leitor uma comoção com o drama da personagem, assim como nos faz torcer pelos heróis – mais do que já torcemos geralmente.
Com isso rumamos para o âmbito da invasão ao covil dos vilões da vez e, logo de cara já tivemos o primeiro confronto – logo de cara assim, depois que eles entraram e tal – que foi entre três capangas do Overhaul contra o Suneater, que é um do big three.
Confesso, desde já, que há tempos eu não me divertia tanto lendo uma luta que é claramente a receita do bolo que os B-shounen possuem. Aquele velho esquema de um contra vários para que os amigos avancem foi usado aqui de uma maneira tão legal que quando eu terminei o capítulo desse confronto realmente achei digno terem feito assim, pois ele sozinho deu conta de três, sem levar tanto tempo. Se tivesse sido em números iguais, talvez tivesse durado menos.
Isso sem contar que nos ajudou a conhecer um pouco melhor o Amajiki como pessoa, como o garoto retraído e inseguro que ele é. Nos ajudou a criar uma imagem ainda mais heroica dele, fora o crescimento que ele conseguiu nos apresentar. Ele, sem dúvidas, honrou o título que possuí e ainda nos presentou com momentos excelentes.
O capítulo 142 (sim, resumi todos os outros acontecimentos) serve mais para nos mostrar a resolução do primeiro confronto, nos explicar um pouco mais sobre a questão da Yakuza do Overhaul e colocar nos holofotes aqueles que entrarão em confronto. Dessa vez temos o Fat Gum e o Kirishima (ou Red Riot) contra mais dois capangas da “semana” – assim, eu não sei o nome deles, então ficam como capangas.
Ao final do capítulo fica a expectativa para o confronto que se sucederá. E a expectativa para o Kohei seguir nessa narrativa bem pegada e linear rumo a um fim de arco em alta.
Postar um comentário

Follow by Email