sábado, 19 de agosto de 2017

Análise semanal – Yakusoku no Neverland #50 & #51

Mesmo próximo de sua conclusão, esse arco ainda consegue ter muito para dizer em poucas páginas.
Capa da edição #38 da WSJ
Enfim, depois de toda correria da semana que se passou, trago para vocês a análise dos capítulos mais recentes dessa que, atualmente, é uma das séries de maior alvoroço na internet. Ok, mais do que isso, é uma promessa que está se cumprindo e provando toda sua força.
Yakusoku no Neverland, finalmente, chegou a seu capítulo 51 e, merecidamente, completou um ano de vida na issue #38 da Weekly Shounen Jump – e, nesse ínterim conseguiu se provar uma das obras de maior poder lucrativo e atrativo dentro das levas do ano de 2016, mas discorrerei melhor sobre isso em outra oportunidade (leia-se farei um post específico para isso). Porém, quero dizer – antes de começar a análise– que é gratificante acompanhar a série a escrever sobre (ok, eu atraso muito as vezes, mas ainda assim amo escrever sobre esse mangá).
Mais do que isso, é incrível como vi esse mangá passar de algo desacreditado para esse hype que, aos poucos, ele está se tornando. Como alguém que sempre apostou na obra (quem quiser ler minhas primeiras impressões, fique à vontade para isso), estou feliz pelo reconhecimento dela e pela popularidade.
E bem, fora isso, quero aproveitar para recomendar um site bacana quem quer aprender sobre as TOCs das publicações e até ranking de vendas. Acessem o Analyse It que lá tem muita informação bacana (ainda não é parceiro, maaaaaaas como AMO o site acho válido indicar, tem MUITA INFORMAÇÃO BOA LÁ!).
Sem mais delongas, vamos ao capítulo!

Capítulo #50 & #51 – “Amigos” & “B06-32 1”

Estamos, enfim, chegando a conclusão desse arco. Ok, já comentei isso lá em cima, mas acho válido pautar isso para começarmos, em especial porque continuo achando incrível a capacidade do Shirai em, mesmo em capítulos parados – como esses dois –, nos entregar um roteiro com boas revelações.
Se você está acompanhando os capítulos regularmente sabe que Emma, Ray e toda galera que fugiu do orfanato conseguiram achar ajuda e, por sorte, estão próximos de seu destino. Porém é justamente aqui que começamos a ter o encaixe das peças, mais do que anteriormente. Acreditem, muita coisa que é revelada ou deixada para pensarmos aqui mostra que esse é um mangá que vai nos fazer trabalhar –e muito- nossas mentes. Foi um momento bom para mostrar que o exercício mental é válido; arriscando ir além, essa sequência parada mostrou que, se tiver tempo, vale reler tudo que ocorreu até aqui.
Começamos esse ponto com a questão que, dentre todos os gados existentes, há aqueles que são apenas gado de criação que visa quantidade e não qualidade. Sendo, inclusive, mencionado que, fora o orfanato das crianças, apenas mais uns três ou quatro prezam pela qualidade das crias. Logo, se torna escassas as opções de outras crianças desejando fugir.
De um modo geral, é compreensível isso, pois a lei nos gados é que as crianças sejam apenas alimentos, sem sentimentalismos nem nada do gênero. Sendo apenas as garotas que possuem um destino de decisão – podendo escolher entre ser alimento ou virar instrutora de uma das fazendas -, devido a isso falta esperança e sobra motivos para aceitar esse ciclo vicioso.
Além disso, ainda temos a questão – que já foi explorada em outra análise – do mundo ser dividido devido a “promessa” feita. Logo, humanos estão isolados em seu cantinho e, em um panorama geral, existe a possibilidade de, sim, a chegada das crianças abalarem toda estrutura de aparente paz até aqui. Logo temos um jogo que, se pensarmos de modo racional, tem tudo para esquentar e gerar um caminhão de reviravoltas.
E por falar nelas, vale mencionar outros dois pontos: o 1º é com referência ao final do capítulo 50, que é quando Ray digita o “help”. Após ele temos uma espécie de barulho no quadro seguinte, sendo que ficou por isso mesmo até aqui; além disso também tivemos a Musica dizendo à Emma para que ela procure pelas “sete paredes” e emendando com a explicação de que lá ela encontraria o que tanto procura.
Sim, tivemos dois pontos que, no fim das contas, podem se conectar. E isso pode render um plot ainda mais interessante e intenso na narrativa. É aguardar para ver o quanto isso será expandido;
O 2º ponto, sem dúvidas, é com relação a mudança de postura do Sung-Joo. Ele começou se mostrando um nômade que não gostava de carne humana, mas aqui ele mostrou sua verdadeira face e ainda explicou seu ponto de vista. Enfim entendemos o porquê dele e passamos a conseguir enxerga-lo como uma possível ameaça futura, pois ele espera que as crianças consigam dar fim à “promessa”.
No fim, ficamos apenas com a expectativa do que está por vir. Pois, a partir daqui tudo pode acontecer ainda mais; até porque o Shirai já provou que o roteiro é bem pensado e executado, logo muito dá para esperar disso. E cabe aquela retratação – nesse final de texto – quanto a arte do Posuka, pois no começo eu cheguei a acha-la feia, porém, atualmente, a acho até bonita e deveras competente para contar essa história.
No mais, nesse momento ficam os votos para que a série viva muitos anos e aumente cada vez mais seu sucesso e alcance. O público só terá a ganhar.
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