terça-feira, 5 de setembro de 2017

Análise mensal – Boruto #11 - #15


O filho pródigo retoma a leitura desse que, na humilde opinião desse que vós fala, é o mangá mais mal aproveitado de todo platel da Jump. E o retorno se dá com um super combo de capítulos!
Eu tardei, e muito, mas não falhei! Agora comemorem, pois está de volta à última análise que faltava voltar e o menino Boruto voltou com todo estilo e pompa que, só ele, merece. Acreditem, pensei em voltar antes, porém uma série de fatores não colaborou para que isso ocorresse e, no fim, 5 meses se passaram.
O bom é que no fim, por sorte, tudo deu certo e agora vocês vão me aturar mês a mês falando desse mangá que só tem hype. Enfim, sem mais delongas, vamos à análise, porque tem coisa demais para eu falar.

Capítulos #11 ao #15

Bem, vou começar com minha carta de repudio ao que Ikemoto-sensei tem feito com a Sarada, porque isso é algo que – SIM – precisa ser falado aqui também. Creio que, a essa altura, todos já devam ter visto que o nosso desenhista resolveu mudar o character design da personagem, certo? E, sendo honesto, para mim isso não é problema algum, mas, poxa, vamos evitar tornar uma CRIANÇA alvo de fanservice.
A franquia na qual Boruto se apoia nunca precisou usar personagens femininas com essa finalidade e isso apenas empobrece – ainda mais – os poucos atrativos que o mangá vem conseguindo (muitos deles, creditados ao roteirista!). Admito que me incomodou, muito, o excesso de fanservice envolvendo a Sarada e isso, em especial, que me desmotivou a voltar na leitura; todavia espero, de coração, que isso mude nos próximos capítulos – apesar de achar difícil/quase impossível -, mas o que vale é a intenção de soltar para fora algo que me incomoda.
Mas voltando ao cerne do debate, todos os capítulos que analisarei fazem parte de um mesmo arco que, por milagre, é bom e descamba para um próximo arco interessante – a priori. Os cinco capítulos são do arco que o Boruto faz escolta para o filho do Daimyo do País do fogo e acaba se envolvendo em algo maior envolvendo o líder de Mujina – uma organização criminosa.
Como eu disse lá em cima, tudo de positivo aqui é graças ao Kodachi-sensei (que é o roteirista) que soube criar algo palpável aqui. Ele consegue nos fazer entender o drama do Tentou e, mais do que isso, nos leva a entender que dinheiro nem sempre compra tudo, pois o garoto queria mais atenção do pai e o mesmo não podia corresponde-lo por ser o homem mais importante do País do fogo. Claro que, dá para fazer um paralelo com o primeiro arco, pois o Boruto também sofria desse problema, mas, ao contrário do Boruto, aqui há sentimento e dá para comprar o drama do garoto. Não é algo apagado, como nos 10 primeiros capítulos, é algo que você olha e se pega pensando sobre tudo aquilo; há acertos na dosagem do drama, pois nada parece ser superficial demais.
Outro ponto em que o roteiro acerta é no quesito evolução do Boruto. É notável a diferença entre o Boruto do começo e esse, mesmo que os trejeitos ainda fiquem. Aqui é onde vemos um personagem que pensa mais nos companheiros e na evolução com suas próprias forças. Ele consegue fazer valer tudo que ele passou no arco passado e mostrar que, sim, há luz para maiores evoluções maiores. Fora isso, também ficou mais claro a questão da marca que ele carrega na mão, mas vou comentar um pouco melhor sobre ela no final.
Mas, agora, falando mal da obra. Vou, de novo, criticar o traço do Ikemoto que, por incrível que pareça, não evoluiu NADA depois de um ano e meio! Nem a questão de cenas de ação e enquadramento ele aprimorou, tudo segue a mesma forma básica do arroz e feijão. É algo que, parece se arrastar pelas 40 páginas e não prende o leitor.
Não há, sequer, um gap para te manter vidrado no que vem a seguir. Ele não consegue te manter curioso e isso, de modo geral, prejudica o roteiro que está sendo bem feito, desmotivando a leitura em vários momentos. Enfim, como já larguei de mão uma evolução significativa nesse traço, espero que ele aprenda, pelo menos, a trabalhar melhor seus enquadramentos, porque o roteiro conseguiu dar um up exponencial, seria bom que a quadrinização coopera-se com o que vem sendo apresentado.
Mas eu, particularmente, não espero nada do Ikemoto, já do roteirista... outros 500, em especial depois dele mostrar que possuí potencial e sabe usar as informações deixadas a seu favor. Ele soube finalizar o primeiro arco e, no fim desse ele prova que sabe prender o leitor com a narrativa, primeiro mostrando que a marca que o Momoshiki fez no Boruto tem um significado maior e depois criando outra organização com finalidades escusas.
Agora, a aventura começa a tomar um rumo com boas ideias e uma porta de possibilidades se abre, basta apenas a dupla saber utilizar isso em seu favor. Admito que, com todo meu animo de leitor, fiquei empolgado com o que pode vir a seguir, só espero não ser decepcionado.

Off tópic: Sim, estou usando APENAS COLOR PAGES, porque é o que tem e a série ganha página colorida em TODO CAPÍTULO!
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