domingo, 10 de setembro de 2017

Análise Mensal – Boruto #16


Depois de um arco interessante, voltamos ao marasmo com resquícios de esperança.
E, com um delay consideravelmente menor, estamos chegando com a análise do capítulo de Boruto. Análise essa que, conforme já falei diversas vezes, é a mais complicada de escrever por uma série de fatores que, assim que der, explicarei.
Mas, sem mais delongas, vamos a análise, porque temos o que comentar dessa vez! Então simbora cambada.

Capítulo #16 – Receptáculo

Antes de falar do capítulo, só para não parecer que SÓ RECLAMO DO IKEMOTO, quero deixar um rápido elogio à página colorida que foi feita nesse capítulo. Mesmo que a arte do Ikemoto não seja TUDO ISSO, aqui ele apresentou algo bonito e bem feito; sou a favor de mais artes assim (: .
Agora, falando sobre o capítulo, tivemos aqui uma boa divisão de focos. Se é que podemos chamar assim, sendo o primeiro a continuação de como terminou o capítulo anterior. Tivemos, enfim, um aprofundamento na conversa entre os membros da Kara e, de certa forma, uma noção dos planos deles.
Porém, é importante dizer que, os planos até aqui revelados só usam como foco um receptáculo que foi perdido. Agora os porquês não ficam tão claro e nem desperta aquela curiosidade deles. É algo que, do modo que nos é apresentado, fica arrastado e completamente nhé. Foram páginas de diálogos que não dão aquele hype para entender o que o Kara almeja e quais serão os próximos passos do grupo.
Já a outra metade da história é mais focada no Boruto e no Naruto, neles tendo um confronto de exibição para testarem uma ferramenta ninja científica. Foi um confronto razoavelmente fluído e que deixou bem claro que, sim, houve evolução no Boruto, no quesito técnica – o que é justo, já que tivemos uma ideia da evolução dele como pessoa no arco anterior.
E depois desse ponto é que cabe uma menção que, de certo modo, dá para sentir uma falta de harmonia entre roteiro e arte. Sim, sei que já reclamei disso na última análise, mas é necessário criticar o que, ainda, não está alinhado; em especial quando é um mangá que carrega um legado anterior ao seu, mesmo sendo algo totalmente novo. É visível que o roteiro é bom e empolgante, mas a arte é tão nhé e sem impacto que, para o que é pedido no texto, fica aquém e prejudica a experiência de quem está lendo. Comprometeu toda minha experiência no primeiro cour desse capítulo, tal qual me deixou sem empolgação para ver o que ocorrerá no capítulo seguinte; essa impressão de desinteresse se arrasta por todas as 40 páginas mensais, dando aquele sentimento de que se fossem 20 páginas seria até melhor.
Digamos que em 16 capítulos até aqui, só quatro conseguiram, de fato, despertar um animo e todos eles foram capítulos finais de arcos; ou seja, há um desperdício de potencial nesse enredo todo, pois as pontas que são deixadas para questionamento não duram muito e nem deixam curiosidade (diferente do animê), mas isso é mais eu reclamando, logo é minha opinião pessoal, pois acredito que a série possa evoluir e ser mais, porém é preciso que o Ikemoto saía dessa zona de conforto e comece a agir como um artista decente, pois o traço dele não te faz ficar preso à leitura, ele apenas faz você olhar e dizer “ah, ok! Que história bacana”.
Enfim, voltando ao cerne do que eu disse, antes do final do capítulo temos um momento que, particularmente, achei interessante e digno de nota que foi o Sasuke falando que eles aprenderam algumas coisas com o confronto contra o Momoshiki; tanto que teste de exibição foi para verem a eficiência de um equipamento que possuí funcionalidade de absorção. Já o ponto que me chamou atenção foi o fato dele comentar que eles notaram que a “crise” do mundo não acabou.
Isso, por si só, já abre um leque de possibilidades para o que pode vir a seguir, porém precisa ser bem utilizado e ter harmonia entre o roteiro e a arte, porque temos um bom ponto para desenvolvimento de um grande arco e chegar, cada vez mais, próximo daquele momento inicial.
Sinceramente, depois desse capítulo, eu posso dizer que temos um saldo de altos e baixos bem igualado, porém ainda é preciso que os altos se tornem mais constantes e atraía ainda mais quem lê, pois, ao meu ver, Boruto não tem brilho dentro do line-up atual da Jump e ele precisa disso para manter quem lê interessado. Acredito que isso só ocorra quando o Ikemoto parar de achar que sexualizar crianças é o efetivo e entender que, sim, ele precisa é aprender a criar quadros mais dinâmicos e ter uma arte que dialogue melhor com que o Ukyou-sensei vem escrevendo.
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