sábado, 16 de setembro de 2017

Análise Quinzenal – Saint Seiya: Episódio G Assassin #80

As peças vão se encaixando e a história se tornando cada vez mais intrincada. Cada vez mais o Assassin se prova uma das pedras base de toda teoria multiversal de Saint Seiya.
E, dentro do esperado, cá estou com a análise “quinzenal” do episódio G assassin. A tendência é, cada vez mais, lançar essa análise de modo mais rápido, porém sempre focando na qualidade e na fluidez da mesma.
Devido a isso, pode ocorrer demoras por questões chamadas releitura de tudo que veio antes, em especial depois do capítulo que irei analisar hoje. Por isso, venham comigo e vamos falar sobre toda loucura que está na cabeça do Okada.

Capítulo #80 – O Escolhido

Um mês. Vejam bem, em um mês – em média – o Okada conseguiu, incrivelmente, nos convencer que o Assassin é tão importante quanto o Next Dimension dentro de uma cronologia, conseguiu nos chocar com a informação de como a outra realidade virou aquela zona, nos mostrou o Shun de Hades e, nesse capítulo, ele complementa ainda mais toda essa salada! Ele se torna a parte mais surpreendente desse multiverso!
É nesse capítulo que, enfim, entendemos o porquê do Seiya ser alguém tão importante dentro de uma narrativa que, por n fatores, ele não ostenta o protagonismo. Ele é o herói e é aquele que foi agraciado com a dádiva dos deuses para salvar o mundo; nas palavras de Hades, o cavaleiro de Pégaso é a “esperança” que havia na caixa de Pandora, contudo naquele mundo ele não existe. Ele teve o mesmo destino que na cronologia atual, porém – por algum motivo – na realidade do Aiolos, ele não se libertou da maldição e foi “aniquilado” – pois, segundo o imperador do submundo, quem é perfurado por sua espada não encontrará, jamais, a tranquilidade da morte. Logo não poderá reencarnar – e isso gera todo um problema maior.
O capítulo, em si, é tenso. E essa tensão é fruto dessa conversa, porque é graças a ela que temos um chaos verse (ou não, mas duvido muito que houveram outras ocorrências assim). Ver as explicações para os motivos do Aiolos não ser aquele que salvará o mundo ajuda, ainda mais, no alinhamento da cronologia; tal qual, saber que existem multiversos ajudam na confirmação que, sim, tudo está interligado e nenhum spin-off é inútil dentro do contexto da série.
Porém, tão interessante quanto isso, é o fato do Dohko explicar para o Shiryu que, quando alguém percebe a existência de outras realidades há possibilidade de mesclar as memórias. Com isso, o cavaleiro de dragão tem um vislumbre nada agradável do que ocorreu a ele e aos outros. Sem entrar nos méritos de spoilers pesados – porque já soltei alguns ali em cima -, mas a situação é tão complicada que o único de pé é o Ikki.
Temos um capítulo que se encerra deixando brecha para um confronto, mas também temos um capítulo fundamental. Temos um capítulo que amarra muita coisa e deixa outras ainda mais soltas e abre várias portas, tanto dentro da série, como dentro de tudo que é feito para CDZ.
Sabemos que o Kurumada não é lá o exemplo de roteirista e Next Dimension prova isso, todavia o Okada está trabalhando de um modo tão bem encaminhado dentro do Assassin, até citando os golds do ND que fica difícil não dizer que tudo tem a mão de Chronos e do que ele fez lá atrás na série do Kurumada. Mas, fora isso, ainda tem o agravante de como o 13º cavaleiro pode influenciar dentro do conceito do Assassin, pois em alguma realidade ele também deve ter existido; assim se abrirá uma brecha para algo bem maior do que penso (ou do que todos podemos deduzir).
Após esse capítulo dá para dizer que se abriu um mundo de possibilidades, porém basta saberem usar direito e teremos algo grandioso vindo aí. Sinceramente, isso é o que eu espero, pois aqui foi o ponto de virada com a revelação mais interessante. Manteve-se o nível de surpresa e, de coração, espero que sigam assim até o final.
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