sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Análise semanal – Boku no Hero Academia #152


Aquele momento que o capítulo é tão show que consegue te fazer sorrir de surpresa ao mesmo tempo que te espanta pelas decisões.
Fala galera! Estamos chegando com a análise de Boku no Hero e, por incrível que pareça, mais cedo do que o esperado. Admito que estou surpreso por isso, em especial porque estava crente que só conseguiria trazer ela no fim de semana, mas a vida tem dessas surpresas boas.
Apenas lembrando que, se possível, ajude e compre a edição nacional do mangá – que está saindo pela JBC (e nesse mês saí o volume 6). Enfim, sem me estender muito, vamos ao capítulo!

Capítulo #152 – Lemillion

Vou começar essa semana dizendo que, honestamente, o Kohei me fez entender – ainda mais – o sentido do que, dentro da história, é ser um herói. Ele me fez ficar em completo choque, porém deu um ponto a mais para análise de toda concepção da história, pois ele conseguiu me convencer que o Mirio é, de fato, a personificação de um herói no seu modo mais bruto e conhecido.
Em 20 páginas repletas de falas – porque sim, dessa vez ele fez um capítulo focado bastante em diálogos expositivos do narrador off – o autor conseguiu criar o ápice memorável para esse arco e, de modo único, nos mostrou que o Mirio superou vários obstáculos para chegar onde está; indo além, conseguimos entender, ainda mais, o porquê de ele ser um personagem tão carismático e forte.
É impressionante ver como o autor sabe trabalhar os backgrounds de um modo que consegue convencer quem lê em, dessa vez, ele não só convenceu como encantou. Tudo nesse capítulo foi feito com certo esmero e dedicação a mais, pois é aqui que temos, também, a deixa para o próximo confronto depois de uma luta – que mesmo sendo narrada 90% em off – que surpreendeu até o próprio Chisaki.
Foi nesse capítulo que vimos alguém compreendendo a Eri, se sacrificando por ela e, mesmo pós sacrifício, se aguentando em pé, sorrindo e dando tudo de si pela proteção dela. Eu disse isso na análise anterior e torno a repetir, nada do que ocorre é culpa dela, mas é culpa de quem a vê como provedora de uma maldição e, devido a isso, usa isso de modo errado. A menina vive assustada e apenas aceita o que lhe é feito, pois não via luz no final do túnel, mas nesse ponto da história fica claro que existe solução para ela.
Outro ponto que, também, vale menção é com referência à ideologia do Overhaul, pois ficou meio claro que, aos olhos dele, esses dons (ou individualidades, fica a critério do freguês) são uma praga que faz as pessoas terem “síndrome de heroísmo”, passando a acreditar que podem fazer a “justiça”. Esse é, ao meu ver, um ponto onde a obra acerta, pois ela não fica pintando pretos e brancos, ela não se polariza! Todo vilão que aparece, por mais maldoso que seja, possuí alguma crítica a essa ascensão de heróis, ou aos métodos que eles usam. Quer seja o Shigaraki, o Stain ou o Chisaki, todos carregam um ideal que abrem questionamentos sobre o que é ser herói afinal e contas.
Entretanto, o Chisaki conseguiu efetivar uma maneira de acabar com o “problema” que é a bala que sela os poderes. E sim, é essa bala que traz todos os pontos que comentei lá em cima e, mais do que isso, se mostra um problema maior. Pois ela é feita às custas de uma criança, o que apenas traz sofrimento a ela.
No fim das contas, esse capítulo teve 20 páginas que disseram em alto e bom som que, sim, tivemos um herói incrível aguentando até o fim para dar esperança a uma criança e agora temos o herdeiro do One For All entrando no combate. Tivemos um excelente background para o Mirio e um ponto perfeito para o Midoriya entrar na luta, agora é aguardar a próxima semana e vermos o que está na mente do Kohei.
Postar um comentário

Follow by Email