domingo, 3 de setembro de 2017

Review - Digimon Adventure Tri. (Soushitsu)


O 4º Ova da franquia investe no sentimentalismo e na evolução de alguns pontos que, até então estavam largados e, graças a isso, temos uma ótima experiência
Depois de muito tempo enrolando eis que, hoje dia 03 de setembro, consegui tirar 1h22 para assistir a quarta parte de Digimon Tri; sinceramente, se alguém me perguntar o porquê eu não tinha visto antes eu não saberei responder ou, até mesmo, explicar o que me levou a demorar tanto.
Porém, após assistir esses quatro episódios, posso dizer que o tempo que gastei valeu a pena e, mais do que isso, me fez analisar as coisas de um modo mais amplo dentro da série, em especial por já saber spoilers do 5º Ova – que estreia no final desse mês, mas vamos passo a passo. Vamos focar nesse Ova em específico.
Quero começar soltando, um pouco, do que penso a respeito de tudo que envolve essa saga. Para começar, até agora não entendo essa galera que está esperando trama bem amarrada da TOEI; sério, basta uma olhada rápida nas últimas “continuações” que a própria empresa vem fazendo de seus animês clássicos que fica NITÍDO que ela quer criar um roteiro bacana, porém não quer sair respondendo 100% das questões que ela deixa jogada – até porque há casos (Dragon Ball Super) que ela só começou a responder várias questões depois de vários episódios. Devido a isso, não acredito que ela vá fechar essa série sem explicar bem as pontas soltas, mas ainda assim é válido aproveitar.
Agora focando no ova, propriamente dito, posso dizer que esses foram os episódios que mais desliguei meu cérebro para assistir. Talvez seja porque cheguei à conclusão que disse no outro parágrafo, ou até mesmo porque eu apenas queria curtir um bom animê no fim de tarde, mas o fato é que deu para aproveitar bem e me envolver com a história e com os dramas apresentados. Que fique claro, me foquei em ver todos, mas nesse houve um envolvimento maior, (até porque eu não estava nem acompanhado e nem em período de bad) porém posso adiantar que, independentemente das reclamações, o filme possuí muitas qualidades e explica muitos pontos que estavam obscuros.
Aqui, enfim, começamos a entender o que é o Meicoomon e quais as consequências da existência dele podem gerar no mundo digital, fora isso temos personagens que agem por motivos deveras diferentes, tipo um Gennai corrompido. Além dele também temos uma exploração “melhorada” na Himekawa, enfim entendemos o porquê ela ajudou as crianças e quais as intenções reais dela, mas ainda assim fica a dúvida do porquê só o digivice dela era diferente na época dela de digiescolhida.
Outro ponto interessante, ao meu ver, é no que se refere ao reencontro das crianças com os digimons. Quando o terceiro ova acaba, ficamos com aquela expectativa de como será o reencontro e como os roteiristas usariam isso a favor da narrativa e, por sorte, eles possuem cérebro desenvolvido e souberam trabalhar bem a reaproximação deles e, mais do que isso, souberam criar um plot para a Sora em cima disso. Ela é a “mãe” do grupo e isso era um ponto que precisava ser trabalhado para a evolução dela, pois – mesmo com n falhas – todos os digiescolhidos até aqui tiveram um sub-plot para trabalhar um pouco suas qualidades e defeitos, o único que ainda não teve seu ponto de evolução resolvido foi o Tai, mas podemos esperar isso acontecendo logo menos.
Mas, voltando ao plot da Sora, acredito que toda narrativa ali foi bem alinhada e gostosa de assistir. Ver que a mãe da equipe passava por um dilema, justamente devido a uma rejeição de quem ela mais queria próxima – que é a Piyomon – a faz ficar perdida, cabisbaixa e frustrada com tudo. Entretanto, esse sentimento dela é algo que, boa parte das pessoas, de algum modo já sentiu, pois todos já passamos por esse momento de alguém importante nos evitando e sabemos o quão doloroso é; e nesses momentos a interação com os outros personagens se mostra uma solução eficaz e até interessante, pois vemos como cada um dos que se envolvem nesse rolo tenta ajudar à sua maneira e, em alguns casos, acabam se enrolando nisso.
Porém é apenas na 4ª parte do Ova que toda essa questão de companheirismo e afins é bem afunilada e temos, sim, grandes momentos. Ok, muitos deles (cof... Seraphimon... cof) são puros fanservivce, mas há algo além quando o assunto são algumas evoluções e quando se trata do Piyomon Mega digivolvendo isso é elevado a quarta potência, pois é nesse momento que fica claro que, enfim, ela aceitou a Sora como parceira e passou a reconhece-la. Logo, todo momento da batalha “clímax” do filme é executado mais para gerar aquela evolução/reconhecimento e fanservice do que para encerrar o arco, até porque nos minutos finais temos algo que impacta até mais que a luta, gerando expectativa para o 5º Ova e, ao mesmo tempo, dando um receio com o que possa vir adiante.
No geral, esse foi um ova que trabalhou bem muitos pontos – vários eu tentei apresentar de modo coerente e vários outros eu acabei esquecendo por ter muito para expressar – todavia posso dizer que, depois do primeiro, esse foi o que mais me prendeu para tentar entender e achar coerência com tudo que o “adventure” representa, pois é sempre bom lembrar que Digimon é mais que evoluções corridas e cenas rápidas, ele é uma obra que preza em nos mostrar os laços que os escolhidos criam com seus digimons e, aqui, isso foi muito bem executado. Só espero que o ritmo se mantenha no próximo, pois o gancho para algo ainda melhor e com muitas outras respostas existe, cabe apenas o bom senso da equipe de produção e deles pensarem mais em responder as questões ainda em aberto do que gerar várias outras; em especial porque esse Ova conseguiu responder “satisfatoriamente” algumas questões.
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