quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Primeiras Impressões – Full Drive



Um mangá sobre Pingue Pongue que consegue ser interessante e curioso, ao mesmo tempo.
Tenho que admitir algo que já está a muito evidenciado, amo mangás de esporte. Mesmo não possuindo nenhuma habilidade notória para prática do mesmo (até porque não tenho coordenação motora para nada nessa vida), eu gosto de ler obras do gênero e – muitas vezes – acabo encontrando bons motivos para aprender sobre determinado esporte e quem poderia imaginar que, dessa vez, eu iria me encantar por um mangá sobre tênis de mesa, ou o famoso Pingue Pongue.
Full Drive é um mangá que estreou na issue #47 da Shounen Jump – da editora Shueisha –e tem autoria de Genki Ono (que, anteriormente, já trabalhou em uma One-shot, intitulada Dov no Kyuuki, para a Jump NEXT). Esse mangá conta a história Tamashiro Dan, um jovem que viveu anos na Alemanha e aprendeu Pingue Pongue por intermédio de seu avô, um jogador renomado. E a história vai se desenrolar no protagonista querendo ser o melhor no esporte.
Só pela sinopse – bem simplória – creio que muitos já devam estar virando a cara e dizendo “ah, temos mais um mangá esportivo e forçado que a Jump lança”, porém – nesse primeiro capítulo – ele se mostra com uma vibe melhor trabalhada e bem focada em partir ireto para o que interessa. Em suma, ele chega com os dois pés no peito e faz isso de modo descente, digamos assim, pois ele não fica explicando demais ou se focando em dar muitos detalhes; devido a isso acaba sendo objetivo e nos entrega algo bem interessante.
Temos apresentações rápidas e um roteiro que se preocupa em nos situar em tudo, porém é feito de forma cuidadosa e sem pretensão de não nos despertar interesse. Os personagens funcionam de modo ok e não prejudicam as ideias que ele nos apresenta em primeiro momento.
O protagonista, por sua vez, é um personagem baixinho – estou começando a achar isso meio “padrão”, em especial porque o protagonista da série esportiva que mais vende atualmente na revista é baixinho – que aprendeu com o avô que ele deveria saber se impor através do esporte. Mais do que isso, ele aprendeu todo conceito do esporte em questão, fora técnicas incríveis que conseguem cumprir bem o papel dentro do esperado para um shounen mangá.
A heroína da história foi um ponto que, honestamente, achei interessante até pelo fator surpresa que veio junto a ela, pois a colocaram como rival do herói e não como moça indefesa ou manager. Ok que isso pode mudar com o passar dos capítulos, ou até mesmo dependendo de como o autor decidir que isso seguirá; contudo, nesse início, tivemos um bom primeiro contato e uma boa química entre os personagens iniciais.
Por falar em rivalidade e afins, quero deixar bem claro que um dos pontos que, de modo geral, mais se sobressaiu nesse capítulo foi, justamente, as cenas de ação. São nas cenas do jogo que vemos o que o Genki tem a nos oferecer, em especial porque achei o traço dele bem “feio”, para ser franco. Não é um traço espetacular ou super destacado, é apenas um traço comum de novato, mas que pode melhorar muito com o passar dos capítulos – o que eu, de coração – espero que ocorra, porque não dá para cogitar esse traço para sempre.

No mais acredito que a série, nesse começo, conseguiu entregar bem o que prometeu e deixou aquele gosto de curiosidade na boca. Agora é aguardar o que virá nos próximos capítulos, até porque a equação aqui foi favorável e, com poucas ressalvas, só resta seguir a formula do bolo para se manter vivo na Jump semanal e cativar os novos leitores, mas da minha parte já tem meu respeito.
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