quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Análise Mensal - Boruto #17


Enquanto o roteiro se ajusta, a arte segue “naquelas”... e o “filler” vira “canon”
Fala galera! Mais um mês se passou e estamos aqui, reunidos, para mais uma análise de Boruto. Ok que eu não tenho dia fixo para trazer essa análise, mas é mais ou menos assim que acaba rolando mesmo, então peço desculpas em caso de aparente atraso, eu apenas deixo fluir para publicar quando tenho tempo de ler – porque, sim, eu tenho uma preguiça imensa de ler os capítulos assim que eles saem.
Antes de seguirmos, apenas informando que o 4º volume encadernado saí no começo de novembro e cada vez mais ganhamos mais volumes para que tragam essa “pérola” para cá. Enfim, agora vamos a análise, porque quero ser prolixo hoje.

Capítulo #17 – Ao

Bem, como todos devem saber Boruto não é ranqueado, justamente por ser mensal, devido a isso ganha página colorida todo mês – até aqui, pelo menos está sendo assim – e nesse mês tivemos uma color page bem ok, mas o foco aqui é a história... então vamos a ela.
Nesse capítulo tivemos, efetivamente, o início de um novo arco. Aqui as peças começaram a se encaixar e começamos a entender os pontos que foram mostrados no capítulo anterior, como o contêiner sem nada dentro em um dirigível no meio do nada e até mesmo o questionamento do vilão anterior sobre a marca do Boruto. Claro que sim, temos muito par explorar ou desenvolver, contudo, até aqui, o Ukyou-sensei está sabendo trabalhar bem o ritmo, dando suspense na medida certa.
O começo do capítulo também nos entrega, de certa forma, que as coisas não estão muito boas para o Konohamaru, que foi na missão de descobrir o que o dirigível carregava. O que aconteceu com ele fica muito em aberto, porém, tendo em vista que o seu companheiro de missão foi ferido gravemente, não dá para esperar que ele esteja 100%. Mas é um ponto que espero ver como será resolvido, em especial porque pós cena de suspense, voltamos para Konoha para entender toda a missão envolvendo os armamentos ninjas.
E bem, a partir desse ponto, vou tentar ser alguém não full pistola e nem reclamão. Admito que toda explicação do Naruto sobre a utilidade das ferramentas mecânicas ninjas são bem convincentes e interessantes; é um ponto de vista que prima pelo bem da vila, até é válido dizer que o Sasuke concorda com esse ponto de vista; mas ainda assim é o momento que poderia ser melhor aproveitado se não tivéssemos o Boruto dando seus famosos chiliques de “não quero, não concordo”. Sei que a personalidade dele é ser cabeça dura e tal, mas o roteirista não sabe trabalhar isso de uma maneira que te faça criar empatia com nada. Nem com os motivos, nem com os personagens e nada mais. É algo que poderia não ter sido feito, teria agilizado a dinâmica e ajudado mais na narrativa, mas fizeram... e isso se arrastou... e eu quis matar um por isso...
Enfim, passado esse momento dolorosamente chato, tivemos um momento interessante que é quando conhecemos o Ao – um ex-ninja da névoa que se “aposentou” devido aos danos que sofreu na guerra ninja – e é ele quem nos explica melhor sobre a utilidade das próteses científicas, nos fazendo até a famosa alusão do “tudo depende da utilização que você faz”. Isso soa de um modo único e bem interessante, nos fazendo pensar um pouco mais e, esse sim, é um ponto que gera empatia.
Porém, no fim terminamos com a descoberta que o Ao faz parte da organização do mal da vez e que ele terá que enfrentar o Boruto, pois o “receptáculo” que a organização está atrás sumiu e eles querem um novo. Aí para saber o que ocorrerá, só aguardando os próximos capítulos, porque eu desisto de teorizar.
Sendo bem honesto até, esse capítulo me evidenciou MUITO que o roteiro tende a evoluir muito, porém com essa arte truncada do Ikemoto, a tendência é perdermos muito do impacto que certos capítulos podem trazer, esse – em especial – é um exemplo básico disso. Tudo é feito com tanta simplicidade – para não dizer feiura – que estraga a experiência, mas aí, em parte, é só o lado chato do Paulo Ikari reclamando. Sei que o desenhista pode melhorar (o que espero), mas depois de quase um ano e meio ainda não vimos nada que seja, realmente, digno de nota nessa evolução... até as capas dos volumes apresentam bug nos traços. Enfim, é uma obra que admito ter certa preguiça até de acompanhar, pelo simples fato da arte não ajudar.

No mais, vou seguir acompanhando mais para ver até onde o Ukyou-sensei consegue ir, porque se fosse depender do Ikemoto, já estaria com Boruto dropado.
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