terça-feira, 14 de novembro de 2017

Análise Quinzenal – Saint Seiya Episódio G Assassin #82

Enfim temos a primeira aparição da “nova” Atena e a conclusão das memórias do mundo alternativo
Fala galera, depois de um tempão sumido e sem postar nenhum texto de análise eis que voltei do mundo dos redatores que abandonam suas pautas para trazer para vocês a análise dessa série que – ao meu ver – está dando de 10 a 0 no Next Dimension em quesito de aproveitamento.
Antes de prosseguirmos, apenas deixando informado que o capítulo #83 tem previsão de ser lançado – no Japão – na semana que vem e, se tudo cooperar, trarei a análise o mais rápido possível, em especial após ler esse capítulo (porque sério, a série está muito interessante, se você ainda não começou a ler, começa hoje mesmo – aproveita que tem o feriado ali do lado e outro no começo da semana que vem).
Em todo caso, vamos ao capítulo, porque – talvez – eu tenha muita coisa para comentar ou até supor.

Capítulo #82 – Touro

Antes de começar, efetivamente, a falar sobre o capítulo da quinzena quero apenas dizer que NUNCA CRITIQUEI O ALDEBARAN! Sempre fui Debas de coração e SEMPRE ACREDITEI NESSE GRANDE CAVALEIRO COM SANGUE BRAZUCA!
Agora, me recompondo: vou ser honesto em dizer que esse capítulo, em suma, serviu – e muito – para mostrar que, sim, estamos diante do momento do cavaleiro de touro de brilhar, mais do que isso, estamos nos momentos onde as peças vão se encaixando e a trama vai ganhando mais vida e possibilidades e isso, de um modo mais frio, é genial. Sem meio termo ou firula, é algo que está sendo bem explorado e desenvolvido (claro que temos as limitações narrativas que o Okada tem, mas, até aqui, ele está conseguindo brincar bem com a caixinha de brinquedos que o Kurumada deixou na mão dele).
Toda conclusão que esse capítulo deu à história que o Shiryu “viu” da outra realidade só nos dá uma sensação maior do quão terrível é um mundo que perdeu seu herói, pois mesmo que a batalha tenha sido encerrada, a paz verdadeira e efetiva não foi e nem poderá ser alcançada com êxito. O que sobra é apenas a dor e o vazio, seguido pela obsessão de fazer valer sua justiça como certa, porém isso também soa como melancólico até, em especial se entendermos que o Shun teve que conviver com um pecado que, em certo ponto, não é culpa dele; afinal ele não aceitou ser Hades por livre e espontânea vontade, foi algo que aconteceu e ele teve que conviver com isso, assim como têm de conviver com o peso de todos os amigos que ele se encarregou de matar – sendo que dois ele, simplesmente, exterminou, os privando de reencarnar em outras épocas. Logo é compreensível o caos que ele ficou por dentro (sei que deve ter soado confuso, contudo vou resumir assim: O Shun se sentiu culpado por tudo que Hades fez usando seu corpo e enlouqueceu).
Além disso, saber desses acontecimentos nos ajudam a entender algumas coisas sobre os cavaleiros que seguem apoiando o Aiolos assim como, também, nos ajuda a entender nosso antagonista da vez, pois ele não é alguém que virou “mau” porque sim. Houve um motivo para isso e, com certa maestria, o autor conseguiu me fazer ter empatia por esse motivo, fez eu ver um vilão mais humanizado que teve suas sequelas devido a batalha contra Zeus e nesse ponto é onde mora o charme da história, porque o Okada poderia ter deixado largado esse ponto, ou ter segurado mais tempo, todavia ele optou pelo caminho mais sadio e gostoso de se acompanhar, que foi gerando um bom contexto.
Já no outro ponto da história – que remonta ao meu primeiro parágrafo – nos deixa com a certeza de duas coisas: 1º A Yoshino, enfim, vai virar Atena (ou ter mais ciência de seus poderes, o que será bem interessante); 2º finalmente teremos o momento de brilho do Aldebaran e, quiçá, uma surra homérica no Mordred (o que eu, de coração, espero).
Esse capítulo serviu, em um geralzão, para nos deixar no ponto de partida para as batalhas que virão a seguir e para nos amarrar as pontas soltas, porém o fez sem esquecer de deixar aquele gostinho de quero mais sobre a batalha, em especial no momento que – finalmente – vemos o Aldebaran trajando a sua armadura (que a Yoshino enviou para ele como prova de sua confiança – longa história).
No mais, fica a expectativa para conclusão dessa batalha no próximo capítulo, porque aí posso focar 110% nela e em tudo que ela irá reverberar. Mas por hora, teremos que aguardar até dia 21 de novembro para isso.

PS: Peço desculpas se essa análise ficou estranha, mas é que quis focar mais nessa questão de finalização da explicação sobre o passado, prometo que na próxima quinzena voltamos ao normal.
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