quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Análise semanal – Yakusoku no Neverland #57 - #63


O arco segue avançando e, a cada passo, dando um avanço de qualidade que apenas cativa ainda mais, em especial quando vemos o desafio adiante.
Depois de meses sumido, por motivos de “Paulo Ikari ajustando a vida”, eis que o meu filho pródigo volta! Estou retomando a análise de Neverland para alegria de você, querido leitor! Devo admitir que deu saudades.
E que saudades... a série faz falta no meu cronograma semana de leituras, mas agora estou de volta e, logo de cara, trago um combo grandinho para compensar o sumiço.
Mas antes quero apenas ostentar que, na época de lançamento do 6º volume da série, foi divulgada quantas cópias a série tem rodando até o presente momento e – para surpresa de alguns e alegria de outros – a série tem 2.100.000 de cópias em circulação. Isso sem contar que a obra já está licenciada em alguns países fora do Japão (nos EUA, a série é da Viz), ou seja, creio que já podemos sonhar com um animê logo mais.
Enfim, deixando as expectativas de lado. Vamos aos capítulos!

Capítulos #57 - #63

Quero começar essa análise dizendo que, sim, a série segue se mantendo interessante e – mesmo em um arco mais “calmo” – mantém seu charme. Nos é dado muitas questões para absorver enquanto acompanhamos os nossos protagonistas evoluindo e isso, de certa forma soa estranho quando lemos rápido. Até porque quebra – e muito – o clima, mas aqui, finalmente, começamos a ter o ajuste necessário para crescimento da série.
A primeira pessoa que tem certo desenvolvimento e, por consequência, ajuda no crescimento da narrativa é o próprio “rapaz sem nome”. Creio que não dá para comentar muito dele sem entregar demais, mas posso dizer que ele consegue – de modo bem inteligente – roubar a cena com seu jeito louco e até desinteressado. Porém, mesmo com esse trejeito, aos poucos vamos descobrindo que ele tem mais dores do que deixa aparentar e sente muito pelos erros do passado. Isso o corroí e, de modo geral, consegue trazer uma carga mais séria para dentro de uma narrativa que, por si só, já carrega uma extrema seriedade.
Além disso, de quebra, ainda conseguimos ter excelentes momentos de jogo psicológico aqui. Afinal, as crianças também sabem brincar com questões sérias. E por falar nelas, devo dizer que aqui tivemos vários momentos divertidos de interação, mesmo que, em muitos, o tom siga no habitual é algo bonito de se ver, em especial com relação ao Don e a Gilda que, a cada momento, provam não serem apenas meros coadjuvantes, mas personagens relevantes e com muito a mostrar.
Outro ponto que vale comentar é toda rota que eles fazem até o novo objetivo deles. Pois ali é um ambiente hostil e com mais perigos ainda, de modo geral, é um local perfeito para que um deles morram, porém tudo consegue se sair bem, em especial quando vemos que o Ray e a Emma já conseguem se adaptar bem a todo aquele ambiente cheio de demônios.
E bem, ver todo aquele espaço que os demônios possuem me fez questionar o tamanho do espaço ocupado pelos humanos, porém só conseguiremos saber disso no momento em que a dupla decidir que é hora de trabalhar nesse leque de possibilidades.
Outro ponto que, particularmente, creio que vale alguns parágrafos é com relação ao final do capítulo 63 e tudo que aquele simples momento evoca dentro da narrativa, em um todo. Afinal de contas, a Emma decidiu que iria salvar o rapaz, porém ele não quer compreender as crianças, ao contrário as rejeita. Isso me remete ao trauma que ele passou vendo seus amigos serem mortos e, aqui, é o ponto de análise mais profunda, até porque todos nós temos nossos traumas e sequelas que eles nos deixam, porém cabe a nós conseguirmos arrumar isso e superar toda parte negativa do processo.
Aqui temos duas vertentes para – quase – o mesmo tipo de trauma, pois em ambos cases eles perderam quem era importante e viram pessoas morrerem, mas o pessoal do Grace field – em especial a Emma – sabiam que precisavam seguirem, mesmo doendo, precisavam cumprir a promessa feita para o Norman. E isso serve, de certa forma, como combustível para que se mantenham sãos e unidos.
Já no caso do rapaz isso não aconteceu, pois ele acabou por perder todos a quem amava. Logo, é essa diferença de ideais que move esse arco de uma forma bem interessante e com o impacto necessário. Claro que não serei hipócrita, esse arco ainda é menos impactante que o anterior, mas ele está sendo bem conduzido. O Shirai está sabendo trabalhar bem com o vasto mundo que possuí e nos entrega tudo na medida para nos satisfazer e nos deixar querendo mais.
Mas um fator que vale comentar é a arte do Posuka, pois em alguns capítulos dá para ver que ele dá uma oscilada na qualidade. Nada que comprometa (até porque deve ser corrigido no encadernado), mas ainda assim é algo que prova que ele é um autor que consegue se superar, em especial por ser sua primeira obra oficial.
No mais, creio que esses capítulos acrescentaram bem a trama, nos deixando querendo mais, porém nos dando a sensação de que um passo de cada vez é o mais aconselhável para a série. Apenas posso dizer que, nesse ritmo, poderemos esperar algum plot twist até o final desse arco.
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