segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Review – Pokémon O filme: Eu escolho você


Filme de 20 anos da franquia é uma nova visão do começo que mescla novidades com nostalgia gerando algo interessante
O que podemos considerar válido em uma releitura, de modo geral? Essa é a pergunta que, desde o momento que vi o primeiro trailer, me peguei fazendo. Afinal, vamos ser francos, quantas não são as pessoas que possuem uma relação afetiva forte com Pokémon? Quantas não queriam revisitar esse vasto mundo de monstrinhos com nosso protagonista que vive com 10 anos de idade?
Depois de muita espera, enfim, assisti ao filme que comemora os 20 anos de uma das franquias mais lucrativas da Nintendo e, sendo direto, valeu a pena a expectativa que depositei. Valeu cada uma das 1h30 que fiquei na sala de cinema – lotada, diga-se de passagem. Foi algo que me fez voltar a ser criança, porém me fez ver o quanto esse universo ainda tem a oferecer, o quanto ele ainda pode explorar seu potencial de infinitos modos. É uma experiência que, logo no começo, admito que valeu. Como fã, como alguém que possuí memória afetiva (e quis ver os filmes anteriores no cinema) e como adulto que já foi criança.
A história, basicamente, é a mesma que você já conhece do começo da série, tanto que tem alguns momentos memoráveis como, por exemplo, o Charmander abandonado, ou a despedida da Butterfee; mas a maior diferença aqui fica por conta de toda repaginada que foi dada no mundo da série, pois – atualmente – temos muito mais pokémons do que naquela época, logo temos a adição de todos eles ao longo da jornada que o filme nos entrega, tanto que acaba por se perder um pouco da vastidão de tudo; porém isso, de certa forma, não atrapalha a diversão e nem o deleite.
Se for para apontar, sem rodeios, um problema do filme eu poderia dizer que é o roteiro. Não que ele seja cheio de furos ou confuso, mas é apressado demais e, devido a isso, acaba quebrando um pouco a exploração nas personalidades de alguns secundários, como os acompanhantes do Ash nessa jornada, mas é algo que não atrapalha na condução (estou repetindo bem isso porque, sim, o filme não tem algo que o atrapalhe), apenas acaba deixando aquele gosto de “como seria com uns 30 minutos a mais”.
Porém, podemos dizer – claramente e sem puxar sardinha – que o filme aposta tanto em novos fãs como nos mais antigos e fervorosos, pois tem muitos easter eggs ao longo da película, deixando vários personagens que já apareceram outrora em cenas especificas, assim como também sabe trabalhar bem mexendo na nostalgia das cenas clássicas.
Vale também a menção sobre o lendário da vez, porque, finalmente, tivemos o Ho-oh e, sejamos sinceros, foi um lendário que pouco apareceu, mas quando apareceu nos deixa com aquele largo sorriso de satisfação, em especial porque aqui temos mais uma das várias lendas sobre Pokémons lendários e, novamente, é uma lenda que te prende e te instiga. Isso é um bom momento e bem divertido; mas no fim, quem rouba mais a cena é o Marshadow que é um Pokémon, de certa forma, bem presente durante toda narrativa do filme – com direito a uma boa utilização lá para idos do 3º ato.
No mais – para não me alongar e acabar dando spoilers – posso dizer que, se você é um desses que acham que esse filme é ruim por ser uma releitura, dê uma chance. Assista de peito aberto, pois você irá curtir e, mais do que isso, vai se pegar encantado com o que foi feito nesse filme.
Independente da dublagem ser a atual (feita no Rio de Janeiro e que, honestamente, está muito bem-feita) ou de não termos a Misty e o Brock – mini spoiler: eles não estão na história, mas aparecem –; esse é um filme que vale o tempo investido e, garanto, vai te fazer sorrir de orelha a orelha no término.

O filme foi exibido nos dias 05 e 06 de novembro nas salas do Cinemark, Cinepolis e UCI. Se você perdeu, em dezembro o Cartoon Network irá exibi-lo, então anotem na agenda e dia 8 de dezembro assistam pelo CN. 
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