quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Review – Yamada-kun to 7-nin no Majo

Quando o animê consegue sair algo cativante, mesmo rushado, podemos considerar uma excelente fonte de diversão
Eu, desde que voltei com o projeto, tenho corrido atrás – sempre que possível – de me inteirar mais sobre os mangás e animês dos mais variados gêneros. Ok que não é uma tarefa fácil, mas, em muitos momentos, acabo sendo surpreendido por uma ou duas séries que pego para acompanhar. Uma dessas foi, justamente, Yamada-kun to 7-nin no Majo (ou Yamada-kun e as sete bruxas, no bom português).
Imagem relacionadaEscrito e ilustrado por Miki Yoshikawa, a obra foi serializada na Weekly Shonen Magazine de fevereiro de 2012 até fevereiro de 2017 possuindo, ao todo, 246 capítulos compilados em 28 volumes encadernados. Além disso a obra também possuí uma adaptação em animê com 12 episódios ao todo – que são o foco desse review – e três OVAs lançados, respectivamente, em agosto de 2013, dezembro de 2014 e maio de 2015.
Conforme eu disse no parágrafo anterior, irei abordar o animê nesse review, porém adianto que não haverá spoilers aqui e, desde já, prometo fazer outro review só para falar do mangá; em especial porque é uma obra que terei que reler alguns pontos para não falar groselhas.
Mas voltando ao foco... o animê foi exibido de abril a junho de 2015 e adapta, de certo modo, até o capítulo 90 do mangá cobrindo todo primeiro arco da série – arco esse que, por muitos, é considerado o melhor da série -; por aqui a série foi licenciada pelo Crunchyroll que, recentemente, disponibilizou o animê dublado (irei falar disso mais adiante). Enfim, vamos focar na série agora!
Vamos começar esclarecendo que, sim, é um animê de comédia romântica, porém com várias doses de ecchi, não que isso atrapalhe a narrativa, mas, certamente, irá incomodar aqueles que desgostam do estilo de narrativa. Contudo devo deixar meus parabéns a equipe de produção da série, em especial ao roteirista que, de modo competente, conseguiu criar uma narrativa amarrada e que se sustenta bem durante todos os episódios, em especial se compreendermos que a animação cobre quase 100 capítulos do mangá; logo, em certos momentos, dá para notar uma certa correria no estilo de narrativa, em especial no que diz respeito ao final do arco.
Posso admitir que, sim, temos personagens carismáticos que esbanjam carisma, nos fazendo torcer por eles e pedir por mais momentos divertidos de interação, em especial com o casal protagonista que nos cativa de uma forma única. Mais do que isso, é o Yamada que, com imensa frequência, consegue nos dar momentos divertidos e bem elaborados, em especial por ele ser o catalisador de toda maluquice que ocorre em seu entorno – boa parte disso por poder copiar poderes, mas isso é o que mais dá tom ao universo da série -, isso sem contar que ele é aquele protagonista que te faz torcer por ele, afinal ele é o padrão de protagonista de comédia romântica. Já a Shiraishi é a personagem modelo, mas que nos encanta pelo jeito de ser – apesar do animê não deixar isso tão evidente até certo ponto. O mangá desenvolve isso melhor –, sem contar que ela é a personagem que mais conseguimos ver mudando, até pelo tempo de tela.
Além disso temos todo um elenco secundário que é um charme à parte e, em diversos momentos, nos trazem boas cenas de comédia, as vezes se juntando ao ecchi, as vezes por si só. É algo que, incrivelmente funciona e não deixa soar arrastado, mesmo quando parece ser assim.
Um dos pontos que, honestamente, quero destacar é o fato do rush que a série tem. Mencionei ele no começo e tentei explicar um pouco sobre os protagonistas, mas toda essa parte de adaptação merece uma atenção a mais em todo texto. A série poderia, muito bem, ter tido 24 episódios e adaptado a série de maneira mais comedida, porém creio que o estúdio responsável não queria deixar brechas para continuação e preferiu rushar tudo e isso, de modo geral, foi bom e ruim.
Foi bom porque: entregou uma narrativa redonda e bem-feita. Não ficam, muitos, questionamentos pós animê e tudo ali dá um ar de fim satisfatório. Algo pensado para ser daquele jeito mesmo e é isso; não há muito espaço para desenvolvimentos profundos demais ou enrolação. Devido a isso toda trama das sete bruxas tem uma ideia toda sucinta dentro do que deveria ser, e isso é bom para quem não tem vontade de ir atrás do mangá após o final do animê.
Foi ruim porque: deixou o arco final corrido demais. É algo que você consegue notar que não foi bem calculado, pois até o episódio 6 é tudo adaptado com “calma”, após isso tudo se resolve rápido até chegar no episódio 10 e estarmos diante de todo clímax do arco que se estende até o último. Acaba tirando um pouco, como já dito antes, do desenvolvimento das questões das bruxas, sem contar que acaba tirando o charme para eventual boost em vendas (que era a intenção do animê).
Além desses pontos, ainda temos a questão de que a narrativa, por ser rápida demais, deixa aquela sensação estranha para quem leu o mangá. Não sei explicar, mas fica parecendo defeituoso quando você vê determinada cena e nota que uma explicação dada não foi animada... isso já é algo mais pessoal, logo não considerem.
Agora, sobre a dublagem – rapidamente tecerei algumas palavras sobre. Ela está legal e funcionou bem dentro do que eu esperava, porém não é algo que vá agradar a todos, afinal muitos têm aversão a coisas que são dubladas fora do eixo Rio-São Paulo e essa dublagem foi feita em Campinas. Admito que quando descobri isso fiquei receoso, porém após ouvir alguns trechos (o que me motivou a tirar esse review simples da gaveta) fiquei convencido de que o trabalho foi bem executado. Ok que, particularmente, fiquei com a impressão de só terem 4 ou 5 pessoas dublando tudo, mas ainda assim está algo bacana. Vale a pena.
No mais, sei que pode aparentar que não indico tanto o animê, porém recomendo que todos o assistam. Se possível dublado para tirarem as próprias conclusões; até por ser um animê que termina de modo autocontido e sem deixar aquela curiosidade pelo mangá, vale as horas em frente ao PC assistindo. Por isso, se você tem o Crunchyroll, assista porque garanto que você irá curtir. Se não tiver, assine e assista também, aí você já aproveita e assiste as demais obras do catalogo.

PS I – Apesar de não ter ficado O review, prometo que quando trouxer o review do mangá farei algo mais completo e melhor explicado.

PS II – Admito que adoraria saber com o pessoal do Crunchy como eles escolheram o local de dublagem da série, porque foi uma dublagem bem interessante de conferir.
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