domingo, 26 de novembro de 2017

Shigatsu wa Kimi no Uso – Moments


Aquele ova que funciona perfeitamente como prólogo e, mais do que isso, nos ajuda a ver o quanto uma motivação significa muito.
Ok, admito que, para mim, Shigatsu wa Kimi no Uso – ou Your Lie in April, como é conhecido em boa parte do mundo – é uma das obras mais lindas e cativantes que já tive oportunidade de conferir. É algo que, honestamente, não consigo explicar através de simples palavras, porém é um sentimento que vive enraizado em mim desde que assisti o primeiro episódio do animê, isso lá em outubro de 2014.
De lá para cá muita coisa muito, em um todo, mas sempre ficou nítido que aqueles 22 episódios tinham me cativado. Mas, depois de assistir ao OAD da série – Shigatsu wa Kimi no Uso: Moments (que é o foco de hoje) -, posso dizer que entendi o que, exatamente, me cativou e comentar que há uma lição interessante que podemos tirar disso tudo. Porém, antes de prosseguirmos, é importante comentar que, sim, irei falar do animê e do live-action; já sobre o mangá, falei quando saiu a nossa edição nacional (clica aqui e leia).
O OVA foi lançado em 25 de maio de 2015, juntamente com o último volume do mangá e, em resumo, mostra um pouco da infância de alguns personagens da série; mais precisamente temos o foco na vida de pianista do Takeshi, da Emi e do Kousei, mesmo que esse último não tenha tanto tempo assim de foco – mas é justificado, em especial por linkar em alguns momentos chave da série. Vale mencionar que, apesar de ter saído após o final da série, você pode assistir sem medo antes de assistir o animê ou ler o mangá, em especial porque tudo ali se passa antes dos acontecimentos da obra; em suma, é um prequel.
Essa é um daqueles especiais que são bem trabalhados para encantar o público que ainda não teve contato com a série original, porém se você teve contato terá direito a muitas cenas que você já viu e diversas referências a momentos e a lembranças bem cativantes. Até uma certa foto que aparece lá no último episódio dá as caras por aqui, nos provando que a produção sabe como mexer nos feels de quem se deixou envolver pela narrativa do Naoshi-sensei.
Aqui tudo é bem feito e aproveitado nos trazendo bons momentos e, como dito lá no subtítulo, nos ensinando o quanto um rival nos motiva e o quão bom pode ser essa motivação. Porque, sejamos francos, se não fosse pelo Arima, não teríamos a Emi e o Takeshi e, por consequência, não teríamos toda aura competitiva. Foi ele que fez os dois almejarem chegar onde chegaram; pois eles queriam que o Kousei os notassem e queriam provar que conseguiriam supera-lo e toda essa vibe que nos faz querer mais e mais.
Nesse OVA temos os dois em momentos que já tivemos vislumbre na série, porém temos uma expansão deles. O que, ao meu ver, os tornam ainda mais humanos, ainda mais impressionantes e, isso, gera uma empatia que não tem como conter um sorriso com alguns momentos extremamente fofos e que renderiam um bom wallpaper para computador, porém ainda assim é algo que nos deixa empolgados, em especial se você conhece o que vem a seguir, pois você se pega lembrando do que ocorrerá no futuro e se diverti com aquela volta a raízes.
Além disso, também temos diversas cenas em localidades que, futuramente, veremos em cena, assim como também vemos a pequena Kaowru e, sério, que coisa mais cute ~. Dá uma vontade imensa de apertar aquelas bochechas, isso sem contar que ela sempre aparece em algum momento meio importante no desenvolvimento desse episódio único.
Mas agora comentando um pouco da parte técnica – coisa que não costumava reparar, porém revendo esse especial comecei a notar -, dá para afirmar que Shigatsu tem umas cenas muito bonitas e há um bom trabalho de escolha na palheta de cores para a série em um todo. É algo que, nesse ova em especial, funciona bem. Afinal de contas dá uma vivacidade imensa a toda narrativa e nos deixa encantados. Já a trilha sonora e casting de dubladores continuam aquele show à parte que já conhecemos e amamos.

No fim das contas, podemos dizer que esse OVA agrega de várias formas possíveis, pois ele consegue trabalhar vários elementos que expandem a narrativa para aqueles que já conhecem a obra, consegue apresentar bem para quem ainda não conhece e cativa a todos. É uma obra leve e que vale os minutos que você fica na frente da televisão (ou tela do PC); devido a isso é uma obra que eu recomendo, em especial se você quiser começar algo novo e completamente divertido; vale conferir e ver como a rivalidade (saudável) motivou duas crianças que não possuíam tanta vontade de tocar piano.
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