domingo, 31 de dezembro de 2017

Análise mensal – Boruto #18 & #19

A complexa análise sobre como diabos as kunoichis conseguem lutar com salto alto (?)
Para alegria de uns, tristeza de outros, eis que estou de volta com mais uma análise e dessa vez é uma análise que, logo de cara, preciso admitir que quase entra na zona de drop. Calma que eu explico: a série, para mim, não acrescenta muita coisa nova e tudo que vejo nela são apenas suspiros de qualidade por parte do roteirista, porque o Ikemoto é uma negação (vou esclarecer melhor na análise isso), mas estamos aqui e agora vamos seguir o bonde com foco.
Antes de prosseguirmos é importante comentar que na Jump Festa ’18 foi confirmado aquilo que muitos já imaginavam; o arco do filme de Boruto será adaptado para animê! Porém, vale a ressalva de que, muito provavelmente, teremos um final mais semelhante a esse do mangá (ou seja, o Ootsuki marcando o Boruto).
Enfim, então vamos falar dos dois capítulos que ficaram em falta. Após eles só no meio de janeiro (graças a Deus!) volto com as análises de Boruto.

Capítulos #18 & #19

Quando eu comentei, na última análise, que Boruto é um mangá que só se salva pelo roteiro do Ukyuu-sensei eu disse com aquele achismo básico – a velha opinião embasada no mais profundo nada, apenas porque tive a sensação disso -, porém, após esses dois capítulos, creio que meu achismo virou uma certeza, mas com certas ressalvas. Afinal, tem coisas aqui que, sério, não dá para aceitar.
Mas vamos começar de modo normal e decente, para não parecer que só quero pontuar rage desnecessário – sei que já está parecendo isso, mas até o final isso vai virar uma montanha russa.
Primeiramente, quero dizer que, honestamente, eu curti o jeito que o capítulo 18 se desenvolveu. Mais do que isso, eu amei o jeito que tudo foi explicado, pois houve um cuidado em não deixar nada largado e que o leitor se vire para entender; teve aquele zelo nas explicações e foi até mais palpável a aceitação de todos para com as ferramentas ninjas. Sem contar que foi divertido ver os testes das invenções – claro que ficou a dúvida de como a Sarada consegue lutar com aquele salto IMENSO, mas abstração é a chave para engolir certas maluquices do Ikemoto -; sem contar que também foi legal ver o Boruto mudando de opinião (se bem que ele está errado em odiar algo que ele usou porque queria chamar atenção... na moral, o Boruto é um personagem que nem sei porque existe – fora o fato de servir para sugar a franquia Naruto até o último).
Além de todos esses pontos, vale aquele ponto positivo para o roteiro nos mostrando o respeito que o Katasuke tem de seus subordinados. Isso nos deixa mais claro que ele não é só um louco que decidiu fazer invenções para ter prestígio, mas que ele sempre foi alguém genial, porém queria ter reconhecimento de suas ferramentas para auxilio dos shinobis.
Agora, o capítulo 19... você pega tudo que eu falei anteriormente, mantém uma parte e toda a outra você joga fora. Porque, vamos ser francos e condenar o Ikemoto logo na capa, porque sério... EU NÃO CONSIGO ACEITAR SEXUALIZAÇÃO DE CRIANÇAS! Não adianta tentar justificar, porque a capa do capítulo é duas garotas de 12 anos (com uma bochecha tão grande que SENHOR) com roupas minúsculas e saltão. Sério, sei que talvez seja certo mimimi, mas tira muito da essência da série. Mais do que isso, estraga o produto final, tornando uma tentativa forçada de ecchi em uma obra que NUNCA PRECISOU DISSO.
Passada essa capa questionável, o capítulo segue sem – muitos – problemas e quando chega ao momento de clímax (que é o confronto), não há empolgação. É tudo muito nhé e fraco demais, sequer desperta a curiosidade para virar a página; certamente é algo que só deixa você curioso pela condução da narrativa (mesmo tendo cenas desnecessárias, como a representante dizendo para a Sarada que gosta do Boruto -_-), em especial a cena que o Katasuke nota que os inimigos possuem ferramentas ninjas e se recorda que, quando ele estava sobre controle mental do “inimigo”, ele revelou algumas informações.
Após tudo isso, temos o término do capítulo com eles cumprindo a segunda missão e o Ao reaparecendo dessa vez como inimigo (e como uma fucking metralhadora). Sim, não tem mais o que descrever nessa cena, até porque ela é BÁSICA DEMAIS! E isso é algo que, ao meu ver, é problemático; pois ele não consegue encantar em nada na arte e apenas nos deixa com raiva e sem aquela expectativa que é preciso para seguir lendo.
Acredito que, se fosse ranekado, Boruto poderia ser um bom candidato a se despedir da Shonen Jump, mas como não é assim... então seguimos vendo até onde esse bonde de má qualidade nos levara. 
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