sábado, 30 de dezembro de 2017

Análise Quinzenal – Saint Seiya: Episódio G Assassin #83


Aldebaran e as lições sobre os laços entre as pessoas

Depois algum tempo perdido na bagunça chamada vida, trago de volta das cinzas a análise do episódio G Asssassin e, desde já, admito que um dos motivos para essa demora foi o atraso em sair ele traduzido, que se juntou com minha 2ª quinzena do mês corrida e culminou em tudo atrasado, mas enfim, não vamos reclamar das coisas da vida e sim correr atrás do que atrasou.
Então, sem me estender demais – como de praxe – vamos a análise dessa quinzena/mês.

Capítulo #83 – Presas Grandiosas

Acredito que, sem peso na consciência, podemos chamar esse capítulo de genial – e grandioso, mas esse é um ponto a parte -, pois o Okada conseguiu, mais uma vez, me surpreender de modo positivo e abraçar, ainda mais, o conceito de múltiplas realidades – coisa que eu mesmo já havia defendido nas minhas análises.
Ver a Atena da realidade de onde veio o Aiolos ainda resistindo e mandando seu Ikhor para proteção da terra em outra realidade foi realmente interessante, em especial quando notamos que, atualmente, temos duas Atena vivendo na linha cronológica do enredo. Isso foi algo que, dentro de tudo que está sendo trabalhado, se encaixou com maestria e apenas deu mais lenha para a fogueira chamada “multiverso de Saint Seiya causado por um certo Chronos”. Fora isso, vale mencionar que foi legal ver a Marin de volta a franquia, mesmo que o traço dela tenha ficado BEM ESTRANHO (sério Okada, você já foi melhor desenhando a amazona de Águia).
Porém quem roubou a cena MESMO foi o Aldebaran que, de modo grandioso, nos ensinou ainda mais sobre os vínculos compartilhados. Devo admitir que, sim, eu tinha certeza da vitória dele sobre o Mordred, mas não achei que esse conflito se resolveria (ou não né, vai que o autor inventa a mesma maluquice que ele fez com o Lancelot) dessa forma; pois tudo foi bem trabalhado e feito para que entendêssemos melhor o carinho que ele sente pela Yoshino, a quem ele tomou por filha.
Os dois protagonizam uma cena de diálogo muito bonita – no tempo que a Yoshino era apenas uma criança – onde ela fala que as outras crianças zombam dela por ela, em nada, se parecer com seus pais. O cavaleiro de touro, nessa parte, faz um discurso bem interessante sobre a questão dizendo que família não se baseia apenas em semelhanças físicas ou vínculos sanguíneos e sim em você acreditar nisso, em serem pessoas que você sente que fazem bem para você.
Sinceramente, foi um diálogo que muito falou e demonstra muito sobre a personalidade do Debas que, para mim, é um cavaleiro que tem muito desse lado paizão. Ele é consciente de que vínculos vão além de coisas que transpareçam para quem vê de fora. E isso passado, da forma que foi, agregou muito a toda lição sobre amizade que a série sempre passou, afinal os cavaleiros acabam sempre sendo uma família (até antes de serem amigos).
Depois desse flashback tivemos a conclusão da luta que, de quebra, nos presentou com um novo golpe do cavaleiro de touro! Com isso temos mais um cavaleiro evoluindo em força para as batalhas que irão se suceder; mas admito que, mesmo com a sensação de final do combate, espero que o Okada dê um desfecho melhor para esse arco, porque o Mordred morrer assim e o Artur não falar nada com ele será, minimamente, broxante. Sem contar que ainda fica a dúvida dos efeitos que teremos acerca do futuro de onde o Aiolos veio, uma vez que o Shiryu agora sabe EXATAMENTE o que aconteceu. Será que teremos um Shiryu vs Dohko a seguir?
Vamos esperar para ver, todavia estou torcendo para isso. Até por saber que a intenção do Dohko é convencer o Shiryu a não se envolver nesse conflito, mas agora é esperar os próximos capítulos para ver o que virá a seguir.
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