sábado, 30 de dezembro de 2017

Análise semanal – Hinomaru Zumou #98 - #113

Torneio começou, confrontos eletrizantes e, acima de tudo, um duelo de tirar o fôlego! Isso é Hinomaru Zumou e, sim, você deveria acompanhar esse mangá.
Ok, essa é uma análise sumida. Faz tempo desde que publiquei a última e sei disso, mas acabei por deixar acumular bastante capítulos para fazer packs maiores e, quando vi, já estávamos quase encostando no Japão.
Pois bem, aproveitando que na edição mais recente da Shonen Jump tivemos a confirmação do animê; chegou a hora de tirarmos a poeira dessa análise e ir com força total adiante, fazendo jus ao fato de só aqui no Dollars você ter textos frequentes sobre esse mangá que você deve acompanhar caso ainda não acompanhe, porque é uma obra simplesmente genial que, felizmente, optou por falar sobre um esporte que não é tão popular assim com os mais jovens, porém possuí um conteúdo incontestavelmente bom.
Sem mais delongas, vamos ao foco! Vamos falar sobre os capítulos de Hinomaru Zumou.
Lembrando que essa é a primeira leva, sendo que só abordarei até a luta “Tennouji vs Kuni”. As outras partes serão divididas conforme eu ver que não ficara tão carregado de informação.

Capítulos #98 - #113

Sempre dizem que “zebra” é aquele time que ninguém dá nada e, mesmo assim, conseguem causar a reviravolta nos fatores. Essa coleção, para a Oodachi, não poderia ser mais assertiva, afinal eles entraram na nacional de sumô sem nenhuma expectativa e, logo de cara, conseguiram fazer bonito. Mais do que isso, conseguiram superar totalmente aquele descredito inicial.
Muitos colocavam o Hinomaru como o ás do time, aquele que carregava todos os outros nas costas e, ainda assim, tivemos bons momentos por parte dos outros membros; indo além, tivemos um up na motivação de todos da equipe. A prova desse começo é que não é o Ushio quem carrega a equipe nas costas, e sim que todos evoluíram para acompanhar aquele que os motivou, pois ele virou o objetivo da equipe. E isso, sinceramente, foi muito bem colocado, em especial com todo a parte da expectativa dele em cada membro – mais precisamente os comentários dele sobre a evolução de cada um.
Ver o Ozeki e o Yuuma lutarem já foi deveras empolgante, mas, no fim das contas, quem roubou a cena, de verdade, foi o Kunisaki. Mais do que roubar a cena, podemos dizer que ele, verdadeiramente, se provou um gênio e galgou degraus para uma evolução que, certamente, terá bons efeitos de definição lá na frente (tendo em vista que ainda não li o que vem adiante, então estou supondo); entretanto não dá para definir a luta “Kunisaki vs. Tenma” em algo que seja menos que incrível.
Foi um confronto que nos fez ver que sempre há possibilidade de superar aquele que está entre os melhores. Convém sempre mencionar que o Kunisaki não é alguém que começou no sumô, mas sim teve que aprender, com acertos/erros/adaptações como evoluir dentro de um esporte que é rápido – uma luta dura segundos, logo é algo rápido demais para que soe interessante -, por isso é importante dar o crédito a ele pelo desfecho da batalha. Além disso é interessante ver como ele forçou essa evolução afiando sua técnica e treinando arduamente com o Sada, devido a isso é válido todo crédito para o espirito afiado dele que quer sempre evoluir.
Talvez seja essa uma das lutas que mais me dão embasamento para dizer que Hinomaru Zumou é a série mais interessante, porém sem valorização que está sendo publicada atualmente. Sei que muito disso é porque muitos acham o sumô um esporte zoado, porém a riqueza que o Kawada apresenta em sua narrativa, somado com sua arte bem executada faz valer cada momento desse enredo. Tudo ali é trabalhado de uma força que só aguça mais o interesse de quem acompanha a obra, nos fazendo pegar os ensinamentos dela para nosso dia a dia, pois também encontramos desafios incríveis e que, em muitos momentos, parecem impossíveis de se superar, mas quando temos a disposição necessária para crescer diante da adversidade, vemos que não existe impossível e sim uma linha reta para nosso objetivo final. E esse confronto é claramente isso, afinal o Kunisaki sabia que não tinha chances de vencer, porém foi na cara e coragem ante o desafio e o superou.
Essa lição de superação serviu para aguçar a evolução de todos e, após isso, tivemos o retorno do Hinomaru – que foi tratar do braço machucado após o confronto contra o Tennouji. Além disso, é importante mencionar que Hori fez uma observação bem legal sobre o Ushio no capítulo 106, pois ela menciona que ele é alguém que motiva os outros só por sua força de espírito, que mesmo seguindo adiante nunca deixa de olhar para seus companheiros e empurra-los para o próximo passo. Dito isso é importante complementar que ela, também, gosta dele, ou seja a Reina tem uma concorrente no amor (sim, é importante mencionar isso pela zoeira).
Também é válido mencionar que o colégio Hakurou realmente faz valer o título de soberano, porque UM FUCKING CAPÍTULO me fez sentir a pressão que esse time exerce dentro do sumô. Me fez entender o temor que eles causam em seus adversários e, mais do que isso, me fez surtar de um modo que... olha, não surtava a tempos (na real, a obra em um todo me faz surtar MUITO).
Creio que agora dá para mencionar que, após esse pequeno parágrafo, entramos em um ponto do arco que, para mim, foi o que mais vai render dissertação da minha parte, pois temos DUAS LUTAS DE EVOLUÇÃO OCORRENDO AO MESMO FUCKING TEMPO! Temos Tennouji e Kuni em um confronto que, honestamente, merece ser conferido (e já me deu altas expectativas de ver como ele ficará animado) e do outro tivemos o Ushio contra o Sada para, enfim, afiar seu sumô de modo pleno. Foram, em suma, dois confrontos que conseguiram surpreender à sua maneira – até porque não tivemos um acompanhamento pleno do segundo confronto justamente para evidenciar o primeiro -, todavia houve bons frutos de ambos, mas vamos falar deles já!
Primeiramente, devo dizer que esse foi um confronto que, mesmo sem movimento, pareceu extremamente movimentado. Foi como ver uma animação em mangá, pois tivemos mais do que uma simples batalha de sumô, tivemos um confronto no qual apenas evoluiu e elevou os competidores.
Tivemos a verdadeira face do Tennouji, assim como tivemos a elevação do Kuni – e passamos a entender o porquê do pai dele ter “proibido” ele de lutar, chega a ser injusto ver um cara desse nível competindo com a molecada -; foi um daqueles confrontos que nos deixam sem ar. Sem condições de piscar. É aquela virada de página que se torna OBRIGATÓRIA – ênfase no obrigatória -. Foi aqui onde o Kawada soube nos mostrar que entende o sumô e entende a necessidade de nos prender. É aqui onde vemos que há um autor que sabe trabalhar os momentos épicos da maneira devida e não deixa a peteca cair em momento algo. É, na falta de palavras, grandioso o que ele nos reserva e apresenta; vale cada minuto sentado lendo o que vêm a seguir.
Já na contramão do duelo de titãs, temos um confronto onde, enfim, temos a elevação do Hinomaru. Não que ele esteja fraco, longe disso, mas é aqui que ele dá um passo além; onde ele, novamente, se supera e prova a todos que seu tamanho não quer dizer nada. Ele sempre precisou se superar e aqui ele o faz de novo e, de modo que surpreende até o Shunkai. É algo que cria mais expectativa; sem contar que descobrimos o porquê do Sada ter iniciado no sumô, descobrimos quem é a inspiração dele para o sumô e isso agregou bastante a narrativa, nos fazendo entender os motivos dele ser tão focado no Hinomaru. Sério, foi um momento bacana de flashback.
No fim, mais precisamente no último capítulo dessa leva, tivemos apenas o levantamento das cortinas para as semifinais, com um confronto eletrizante a caminho que é o colégio Oodachi contra o colégio Hakurou, e isso fica para a segunda parte da análise, porque aqui já ficou imenso. Então, nos vemos ainda logo menos para a segunda parte que será focada nesse duelo de titãs!
Postar um comentário

Follow by Email