domingo, 24 de dezembro de 2017

Especial – Ressaca Friends 2017

Evento fecha o ano com aquele gostinho de quero mais e, novamente, volta a demonstrar que possuí um imenso potencial inexplorado.
Sinceramente, antes de começar a redigir esse texto, pensei muito sobre toda questão de eventos aqui em São Paulo, mais precisamente em todo o circuito que tivemos/temos por aqui e, fazendo uma análise de cabeça, há um crescente nesse nicho, de modo geral. O que, para todos que curtem ir em eventos é bom, porém é preciso sempre atentar a tudo que se passa no meio.

E bem, nesse fim de semana que passou rolou o Ressaca Friends 2017, lá no Anhembi. Primeiro evento da Maru Divison à frente de tudo (para quem não sabe a Yamato não é mais responsável... mas enfim); e eu – Paulo Ikari – estive lá nos dois dias de evento para conferir tudo e já adianto que, sim, tivemos um evento show de bola, mesmo com uma ou outra ressalva.
Por ser a primeira vez que faço algo diferente, irei fazer de um modo um pouco diferente, vou tentar escrever menos loucamente e de modo mais pautado (difícil, mas ok). Então se acomodem e vamos lá!
Começando pelos pontos que, para mim, foram positivos...

Acredito que vale começar elogiando o pessoal da comunicação com a imprensa, pois lembro que fiz meu cadastro logo que abriu e, aproximadamente, um mês antes já recebi minha confirmação de credencial aprovada; isso é, de modo geral, bom e prático, pois ajuda na programação e facilita no planejamento. Além dessa agilidade para análise e aprovação ainda recebi as informações sobre atrações e afins com tempo para me programar melhor para elas (teve até coletiva de imprensa que eu não consegui comparecer por motivos de trabalho T3T).
Mas é aquilo, esse início, para mim, já foi extremamente positivo. Foi algo bem pensado e elaborado, já o evento não ficou tão atrás disso, porque conseguiu me fazer ver que, para primeira investida em um local desse porte (centro de exposições Anhembi), há um potencial enorme para se evoluir e avançar mais.
No primeiro dia de evento – cheguei quase 17h00 (por, como já dito, motivos de trabalho) e sem nada de equipamento, por isso, sorry, mas não temos fotos. – e, logo de cara, vi que a escolha tinha sido acertada, pois houve espaço bem distribuído e trabalhado para que os visitantes ficassem confortáveis e não houvesse aglomerações (o que até rolou no domingo, porém vou explicar com mais calma quando chegar lá). Todos os estandes do evento possuíam tamanhos legais e que comportavam bem que decidia visita-los, até valendo um adendo especial para Comix – que voltou a ser a principal loja do evento (mesmo sem descontos...) – que estava dando para circular tranquilamente e sem nenhum problema quanto a lotação.
Fora os estandes, podemos dizer, também, que toda disposição da praça de alimentação estava bem-feita. Tínhamos tudo próximo e sem filas demais; ou seja, tudo que antes era problemático, estava melhorado e fluindo legal nesses pontos.
Já na parte de palco e auditório, referente ao primeiro dia, pouco posso comentar, mas posso dizer que no show da Mai Hoshimura já haviam “poucas” pessoas pela área do palco e o evento já estava até que vazio; mas ainda assim o saldo do primeiro dia foi bem positivo e interessante (até o ônibus foi assertivo).
Já no segundo dia, domingo... tivemos todos esses acertos com alguns acréscimos, pois foi o dia de maior lotação do evento; logo era necessário saber se a empresa passaria no teste de fogo de acomodar tantas pessoas e... PASSOU! Não ficou muvuca demais e nem aquele sofrimento de aperto infernal, todos conseguiam caminhar pelas localidades do evento e aproveitar bem (só o sol que não cooperava tanto e deixava o tempo mais abafado do que gostoso).
Logo, da parte estrutura, podemos concluir que tudo funcionou – na medida do possível – nos conformes. Apenas fica a ressalva para a proximidade entre o palco principal e o auditório, que atrapalhou um pouco o bate papo com as editoras, mas creio que, no próximo ano, já acertem isso.
Já referente as atrações, devo confessar que meu foco maior foi no domingo. Até porque teria palestra do Crunchyroll, Wendel Bezerra e o bate papo com as editoras. Devido a isso, foi o dia que eu mais passei dentro do auditório e pude aproveitar bastante dessas atrações (que foram as que acabei escolhendo dentre todas).
Claro que, sim, devo admitir que foi bacana chegar bem na hora da palestra do Crunchyroll, pois consegui ouvir um pouco mais sobre a empresa e saber um pouco do que eles já possuem da temporada de janeiro 2018 (Junji Ito Collection, estou olhando para você). Foi interessante conhecer mais esse lado, que é o serviço de streaming – fora que eu tive um questionamento meu respondido referente à recepção dos animês dublados da plataforma; fica aqui meus parabéns para o pessoal que foi falar no painel, porque foram bem esclarecedores.

A palestra do Wendel Bezerra foi engraçada e bem única, isso sem contar o misto de expectativa que já tinha me gerado antes mesmo de começar; afinal estamos falando do dublador que eu cresci ouvindo – momento Paulo Ikari tiete -; devido a isso lembro apenas que foi uma palestra mais objetiva no quesito história de vida e com várias perguntas bacanas, destaque para ele mencionando que DB Super volta a ser dublado ano que vem (e eu preciso voltar a assistir).
Já o bate papo com as editoras foi, no mínimo, divertido; pois, mesmo sem “novidades” tivemos a confirmação de Uzumaki, periodicidade de The Ancient Magus' Bride (pela Devir) e, de quebra, ainda conseguimos ver que Zelda (da Panini) já está pronto e, pelo que deu para ver, ficou bonitão. Mas também foi um momento legal para conseguirmos saber mais como foi o ano que está se findando para nossas amadas (ou não) editoras; logo é algo que vale a pena passar uma hora acompanhando.
No fim das contas, cabe apenas o elogio a tudo que pude conferir nessa edição; mas, como dito mais acima, apenas uma atenção maior na distância entre o palco principal e o auditório, pois nas horas de show pouco se ouvia lá dentro. De resto, esse foi um evento que, realmente, faz valer o nome de último evento do ano, pois fechou com uma excelente impressão. Agora, espero que na edição de 2018 vejamos algo ainda mais incrível.
Levi Trindade com Zeldinha #1 em mãos.
PS: cabe mencionar que o artist alley estava em uma posição bem destacada e com artistas bem bacanas, sério, eu fiquei encantado com alguns materiais que vi ali. 
PS²: Abaixo vou colocar algumas informações sobre o evento e a Maru que recebi no realese pós evento.
Informações sobre a Maru e os eventos Ressaca e Animê Friends*:

Sobre o Anime Friends: 
O Anime Friends é um dos maiores eventos multitemáticos de entretenimento das Américas, presente há 14 anos no mercado. Atualmente, dá destaque à cultura pop oriental e ao universo geek, apresentando aos seus visitantes todas as novidades destes segmentos. O evento surgiu em 2003 sendo um evento com enfoque à cultura pop japonesa, para entreter o público gerado pela invasão dos quadrinhos e animações japonesas no Brasil em meados dos anos 90. Mas com o passar dos anos, ele se modificou e começou a atender todo o público geek, gamer e derivados. Aumentando assim, seu leque de atuação e sendo reconhecido como um evento para toda a família.

Sobre o Ressaca Friends:
Em julho de 2003, nasceu o Anime Friends, evento anual que se tornou um dos maiores pontos de encontro dos fãs de anime e mangá (animação e quadrinhos japoneses) e cultura pop em geral, um nicho de mercado que começou a se expandir no Brasil em meados dos anos 2000. O Ressaca Friends foi criado a partir da ideia original do Anime Friends, porém com o objetivo de dar uma oportunidade com um evento mais compacto e mais acessível para público otaku. Uma nova oportunidade de se divertir em um evento. Além disso ele tem como principal objetivo ser um evento que aproveita as comemorações de final do ano para o público se reunir com os amigos no começo das férias.

Sobre a Maru Division: 
Em japonês, a palavra “Maru” significa literalmente “círculo” e é muito usada na acepção “check mark”, símbolo equivalente ao √ (checked), indicando a ideia de correto e certo. Há ainda diversas outras interpretações da palavra “Maru”, podendo significar também perfeição, pureza ou plenitude (completo). Em alguns casos o símbolo “Maru” significa “finalizado” (verificado, terminado) ou um ponto-final. Além de ser um sufixo para navios japoneses, e.g. Kasato Maru. Já a palavra inglesa “Division” significa seção, departamento ou setor. Um agrupamento determinado com o intuito de realizar alguma tarefa ou atividade.
Assim, “Maru Division” representa a vocação realizadora e agregadora da empresa, sempre respeitando o próximo e as relações existentes (pureza e honestidade) de forma centrada, correta e fluída. Uma produtora que realiza eventos que acontecem “redondos” e na medida certa.


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