domingo, 31 de dezembro de 2017

Review - Yu☆Gi☆Oh! Arc-V

A saga com maiores altos e baixos dentro da franquia também é aquela que trouxe maior número de homenagens e um roteiro que consegue se manter coeso, mesmo derrapando em alguns instantes. O que, mesmo assim, a torna única.
Antes de começarmos o texto fica a dica, se você é daqueles que advoga a causa “Yu-gi-oh! bom mesmo é só o Duel Monster” por favor, fecha o texto, assista o Arc-V ou algum dos anteriores e DEPOIS você volta e lê, ok? Ok.
Imagem relacionadaDito isso, vamos falar um pouco sobre essa que, de modo direto, foi a percursora para eu voltar a assistir a franquia de cardgame da Konami e, mais do que isso, fez eu ir atrás de outras franquias de cardgame para maior aprendizado, pois se a série não tivesse me cativado, até hoje eu estaria preso naquela preguiça de não querer assistir nada sobre os monstros de duelo.
Primeiramente, dados técnicos: produzido pelo estúdio gallop, o Arc-v começou a ser exibido em 06 de abril de 2014 indo até 26 de março de 2017 – com um total de 148 episódios. A série contou com direção de Katsumi Ono (que também trabalhou na direção de Yu-gi-oh! 5D’s e cuidou do storyboard do Duel Monsters), character designer de Takao Maki e roteiro de Kamio Ryuu (que trabalhou no roteiro de alguns episódios do ZeXal). Cabe a menção que o Arc-V sucedeu o Zexal Second. Vale uma rápida citação que a obra está sendo exibida nos Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Suíça e em Portugal (até onde me consta), em ambos países a versão exibida é a da 4K Media Inc.
Além do animê, também temos mangá de Yu-gi-oh! Arc-V que é serializado na V-Jump – da Shueisha – desde agosto de 2015 e conta com uma história a parte do que foi narrado no animê – aqui no Dollars faço análise dos capítulos do mangá para quem tiver interesse, só procurar nas análises mensais.
Abaixo segue uma rápida sinopse sobre a série – que fui pegar no Wikipédia, pois sou horrível com sinopses:
A história acontece num futuro próximo, em uma cidade chamada Miami, na costa do Japão, onde a Corporação Leo, presidida por Reiji Akaba, criou um equipamento chamado "Sólida Visão", que deu origem a uma nova moda, os "Duelos de Ação". Yu-Gi-Oh! ARC-V centra-se em Yuya Sakaki, um estudante de uma escola preparatória, aprendendo a se tornar um "Duelista de entretenimento", um tipo de duelista profissional, enquanto ele tenta escapar da dura realidade sorrindo. No entanto, um duelo leva-o a confrontar-se a si mesmo, descobrindo assim um potencial imenso.
Após essa sinopse, vamos comentar um pouco sobre o animê como um todo, mas – para evitar que eu me perca – tentarei ponderar toda questão da série por tópicos de pontos negativos e positivos, talvez hajam spoilers, porém irei me esforçar para contorna-los até porque a intenção é vocês lerem o texto e irem assistir por vocês próprios.

Pontos Negativos:

Creio que, nesse caso, é válido começar pelos pontos negativos, pois é graças a eles que a série teve um final tão ok. E sim, acho válido abrir essa questão logo no começo para que não fique a impressão de que desejo enganar você, querido leitor.
A série teve vários defeitos pequenos, porém o primeiro defeito – para mim – gritante, ocorre quando o roteirista decide criar um arco longo na dimensão Synchro. Não que seja um desperdício, mas fico arrastado. Longo demais e, em muitos momentos, eu enrolava para assistir o episódio seguinte, tudo porque NADA ALI DESPERTA UM INTERESSE IMEDIATO! Há plots legais, boas ideias e um ritmo bacana, porém o roteiro arrasta tanto certas questões que se torna maçante acompanhar até as partes legais; sem contar que estender tanto um arco acabou diminuindo o arco que todos queriam VERDADEIRAMENTE VER, que era o da dimensão XYZ (assim, só para situar... o arco da dimensão Synchro começa no episódio 55 – mais ou menos – e vai até o 98. Só para vocês terem uma ideia do quão arrastado é alguns momentos).
Resultado de imagem para yugioh arc v anime
Outro ponto que, honestamente, me incomodou – e incomodou MUITOS FÃS – é, sem dúvidas, todo desenvolvimento que se dá do episódio 126 até o 140. Sério, toda explicação que se dá para o vilão final, até o “plot twist” é pobre. Carece de empatia maior, afinal você pode acabar comprando mais o drama do final boss do que do Akaba Leo.
Aí entra o terceiro problema da série... Akaba Leo. Ele começou sendo uma ameaça palpável, porém do arco da academia em diante se torna uma pequena ameaça, um egoísta estúpido que não liga para ninguém mais além dele mesmo. Tanto que chegou a abandonar o próprio filho em demérito de seu objetivo imbecil. É algo triste, para dizer o mínimo. Não à toa que gosto mais da encarnação dele no mangá, onde ele é um cientista genial que fez cagada, porém não por motivos egoístas (até onde consta).
Mas voltando ao problema/ponto negativo anterior, o que mais impacta com esse desenvolvimento de episódios até o 140 é que o final da série fica mais pobre devido a isso, mesmo que tudo seja explicado. Uma sequência de pouco mais de 12 episódios acaba por estragar todo um planejamento feito (isso se essa parte não tiver sido planejada de outra forma no brainstorm antes da série).
Contudo mesmo que eu tenha achado TODA ESSA LEVA DE EPISÓDIOS legais, ainda assim ficou aquele gosto amargo. Gosto que nem a história do Zarc (que é uma das melhores coisas dessa leva) consegue tirar.

Pontos Positivos:

Creio que dá para começar, sem dúvidas, falando um pouco mais sobre os personagens. Pois, em sua grande maioria eles são o charme dá série e o principal ponto funcional daqui. Todos possuem personalidades bem interessantes que, com o passar da série, nos fazem se apegar a eles; nos deixando com o coração na mão quando algo acontece ou até mesmo vibrando em cenas especificas.
Outro ponto positivo é com relação a aparição de alguns personagens clássicos. Aqui temos alguns dos personagens que já figuraram em outras temporadas e o retorno deles traz um ar de respeito ao que veio antes que é incrível. Até a mecânica de alguns decks segue extremamente parecida, o que dá a sensação de familiaridade, nos fazendo ter aquela homenagem legal; claro que nem tudo são flores e alguns desses personagens só serviram para serem surrados (Edo e Asuka, estou olhando para vocês), mas ainda assim tivemos bons momentos e essa modesta lembrança valeu a pena.
Um ponto que, particularmente, eu curti muito foram os duelos. Sei que teve muitas pessoas que não são desse consenso e nem curtiram tanto assim, mas o estilo action duel, para mim, é bem dinâmico e funcionou muito bem dentro da proposta do animê. Afinal a ideia era mostrar esse conceito de alegria acima de tudo, em especial quando nos vemos em meio ao maior desespero. Sorriso sempre serão importantes para nos manter na luz e essa mensagem é bem passada.
Por falar em mensagem, esse é o ponto que, para mim, melhor funciona aqui. Mesmo com AS IMENSAS BARRIGAS QUE O ROTEIRISTA FILHO DE UMA SANTA põe. É tudo bem feito e encaminhado na reta final, logo é bem claro que toda evolução é necessária, todo aprendizado ao longo dos episódios se faz válido e acaba tornando o resultado final menos desastroso. Maior prova disso é que todos os duelos dos 8 últimos episódios são interessantes e jus a proposta do final. Destaque especial para o último duelo entre o Yuya e o Reiji onde o protagonista consegue, enfim, controlar os dragões pertencentes a suas contrapartes enquanto o rival utiliza uma combinação que homenageia os vilões dos arcos anteriores.
Claro que, apesar disso os fãs ainda acham o final inconclusivo e cheio de falhas, porém houve respostas para tudo que é questionado; mesmo não sendo da maneira que esperávamos. E isso é, de certa forma, aceitável.

Outras considerações:

Apesar de eu não ter comentado nos pontos acima, vale citar que todos os Yu’s são personagens únicos que conseguem encantar e nos fazem ter, pelo menos, um favorito entre eles. Isso sem contar que seus decks são bem interessantes, o que nos geram bons momentos quando há duelos entre eles.
Mas no fim das contas, posso dizer que essa foi uma das sagas que mais me prendeu justamente porque há o dinamismo necessário, em primeiro momento, para gerar o interesse do grande público, sem contar que, mesmo com os pontos negativos, os positivos se sobressaem gerando um interesse no que veio antes e faz parte daquele universo.

Sinceramente, eu indico fortemente a série para quem ainda não assistiu, pois é uma boa porta de entrada para quem quer assistir e conhecer um pouco mais sobre tudo que veio antes. É uma obra que se sustenta bem e merece ser acompanhada, porém sempre ressaltando que há algumas barrigas de roteiro no meio do caminho, por isso assista preparado.
Postar um comentário

Follow by Email