domingo, 14 de janeiro de 2018

Primeiras Impressões – Junji Ito Collection



Animação nos entrega algo competente e que, de modo geral, nos permite reconhecer melhor o porquê Junji Ito entende das faces do horror
Fala galera! Mais uma season começando e cá estou, com um considerável atraso, para trazer as minhas primeiras impressões sobre algumas obras que escolhi para assistir. Peço desculpas pela demora para começar os textos, mas prometo que irei compensar isso da melhor forma possível.
Para começar, vamos dar início chutando o balde e falando sobre um animê que eu tenho certa expectativa sobre sua abordagem em um todo, vamos começar com Junji Ito Collection! Então se acomodem e vamos comentar um pouco sobre as histórias que foram exibidas nesse primeiro episódio.

Sinopse:

As obras de um dos maiores artistas de mangá de horror do Japão, Junji Ito, finalmente são animadas! Esta animação será uma coletânea, onde cada episódio estrelará protagonistas diferentes, como os famosos Tomie, Soichi e Fuchi!

Considerações gerais:

Vale começar deixando bem claro que, particularmente, esperava muito desse animê, de um modo geral. Sendo mais especifico, eu esperava muito da atmosfera que a obra tem, pois estamos falando de Junji Ito, um cara que sabe entregar boas histórias de horror e trabalha bem suas cenas chaves (comentei sobre isso no meu review de fragmentos do horror, que você pode ler aqui); logo há uma expectativa maior em cima desse detalhe - com razão se pensarmos bem - e, sinceramente, esse é um ponto que nos foi entregue com certo cuidado.
Indo além, as duas primeiras histórias que foram adaptadas são diferentes em alguns aspectos, todavia são bem trabalhadas na condução de roteiro e na animação. Toda a história do Soichi – que ocupa 90% do episódio – é bem narrada, tem momentos que realmente nos fazem admirar o trabalho feito pelo Studio Deen (que é o responsável pela animação), porém não é uma animação tão cheia de momentos de horror, sendo algo mais “light” por assim dizer; mas não se deixe enganar por isso, pois temos uma história que mesmo não sendo tão cheia de horror, ainda é interessante e consegue te segurar em frente à tela pelo tempo de narrativa – sem contar que o próprio Soichi é um personagem interessante e bem divertido, conseguindo arrancar alguns sorrisos, mesmo que seja pelas maldições feitas ao longo da história -.  Já a segunda história, bem mais curta e objetiva, consegue trazer melhor o horror/agonia que o Junji imprime em suas histórias desse gênero, não que seja algo “OH MEU DEUS”, mas ainda assim é um horror bem mais chamativo que a história do Soichi (a segunda história do primeiro episódio se chama “o funeral da boneca diabólica”).
Fora a animação e o roteiro – que, sim, resumi tudo em um parágrafo só – a trilha sonora também é bem-feita e competente o suficiente para dar todo clima necessário dentro da história. É uma trilha que funciona tanto em uma história quanto em outra, nos fazendo ter a imersão nos momentos certos e de forma que valha a pena seguir assistindo. Maior prova que a trilha sonora funciona bem é no arco do Soichi, pois é bem alternado os momentos de tensão e os mais “comuns”, dando uma atmosfera bem interessante a tudo que vemos.

Afinal, vale a pena?

Esse é o momento mais delicado, pois, nesse caso específico, estou analisando uma obra que seu primeiro episódio responde, narrativamente, apenas por ele e não trará ligação com os próximos – acredito nisso, em especial por serem adaptações de histórias one-shots do autor -, mas ainda assim creio que vale a indicação para que, quem tiver o interesse, assista o primeiro e tire suas conclusões para julgamento se vale seguir o não.
O primeiro episódio, como um todo, cumpriu bem as expectativas e, se seguir por esse caminho, tem tudo para nos entregar um animê bem interessante e funcional, afinal mesmo com roteiros que se fechem em seus próprios episódios, tudo consegue ser bem feito e tem seu charme. É uma harmonia que nos deixa entretido pelo tempo de exibição e isso, honestamente, já vale toda experiência que a animação tem, sendo ela em vários episódios ou não. Fora que estamos falando de Junji Ito, logo se você ainda não conhece nada dele, vale pela bagagem.

Como última menção, vale citar que, quem quiser acompanhar, o animê se encontra disponível de forma legalizada por aqui pelo Crunchyroll, então corre lá e assiste o primeiro episódio, afinal valerá a pena perder 20 minutos do seu dia para ver as obras do mestre do horror em animação.
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