terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Estante do Dollars – Witchblade mangá

Aquele mangá que, de modo geral, expande um universo criado por americanos e ainda assim consegue ser um bom fanservice para os amantes de ecchi.
Depois de um rápido inverno organizando minhas pautas, estou de volta e, de lambuja, trago uma obra bem interessante para o estante de hoje; mas antes de irmos falar da obra, cabe um momento historinha para vocês se situarem – mas, pelo título vocês já sabem que é um mangá meio raro no rolê -.
Em idos de 2007 a editora Panini lançou um mangá chamado Witchblade – que tinha influência na série/HQs de mesmo nome -, na época eu não me interessei; porém anos depois conferi um episódio do animê (que irei retomar e trazer review, aguardem) e curti o estilo de narrativa. Depois disso li uma matéria sobre a série e, de algum modo, fiquei curioso para conhecer um pouco mais sobre as obras da série; contudo a obra mais acessível já estava rara ~.
Eis que um belo fim de semana nesse começo de ano resolvo passar no sebo e, finalmente, achei os dois volumes da obra. Nisso acabei cofrando e, agora, estou escrevendo esse estante todo especial para compartilhar com vocês o que achei desse mangá que, de certa forma, é bem peculiar e interessante. Então, se acomodem e vamos falar hoje sobre a adaptação em mangá de Witchblade!

Sinopse (Via Rika Comic Shop)*:

Quando a casa de Takeru é invadido por demônios, ela acidentalmente encontra a Witchblade, um misterioso artefato místico na forma de uma manopla que foi passada de geração em geração em sua família, utilizada para combater toda a espécie de monstros aos quais ela sequer imaginaria que existia. Mal sabe ela que está no meio de uma guerra a qual a Witchblade é o maior prêmio. A partir daí, começa a luta entre salvar sua vida e evitar que a manopla a corrompa sua alma cada vez que a usa.

Considerações:

Escrito por Yasuko Kobayashi e desenhado por Kazasa Sumita (autor de Killing Bites), o mangá de Witchblade começou sua publicação em março 2006, graças a uma parceiria entre a Kodansha e a Top Cow (empresa que detentora dos direitos da HQ original). Intitulado Witchblade Takeru, a obra teve um total de 2 volumes encadernados. Os volumes foram, posteriormente, lançados nos Estados Unidos, porém lá eles lançaram uma versão a cores da série (sim, eles fizeram isso e se você jogar “Witchblade Takeru” no Google achará MUITAS IMAGENS A CORES DO MANGÁ).
Cabe citar que o mangá saiu, aproximadamente, um mês antes do animê – que é produção do estúdio Gonzo e também é fruto de parceria com a Top Cow -, contudo as tramas são completamente distintas. Além do mangá e do animê, ainda temos uma novel – que tem o título de “Witchblade: Lost Generation - Midori no Shoujo” e foi publicada em agosto de 2006 (a história ficou a cargo de Satoshi Ichikawa, já a arte ficou por conta de Uno Makoto, que deixou o character bem parecido com o do animê).
Mas bem, depois de passar todo background que a série teve no Japão, vamos falar sobre o mangá, mais especificamente comentar mais sobre o conteúdo que a obra tem para oferecer ao seu público – até porque, é por esse motivo que vocês vieram aqui -.
Primeiramente, avisando, se você não curte ecchi... FUJA! Não é mangá para você. Ponto. O roteiro, de modo geral, é bem centrado e trabalhado, porém possuí uma gama muito forte no ecchi e em momentos de conotação sexual, maior prova disso é que a amiga da Takeru, em diversos momentos deixa implícito, porém claro, quando e com quem transou – isso sem contar uma cena que fica bem claro isso, mas enfim -, logo não é um material que dê para começar a comentar sem advertir a galera que acha ecchi desnecessário em qualquer obra.
Mas voltando ao roteiro, ele é, como dito anteriormente, centrado e tem um bom enfoque na protagonista e em toda mitologia que a cerca, tanto que a revelação do segundo volume, para mim, foi meio surpreendente, pois não era algo que eu esperava; além disso o Kobayashi-sensei sabe escrever algo funcional, logo tudo aqui é rápido e com um objetivo claro: que, basicamente, é ir do ponto A ao ponto B. Não que seja ruim, porém também pode incomodar quem quer algo melhor trabalhado.
Já na parte da arte, quero começar dizendo que o estilo de vestimenta é bem semelhante ao design do animê e da versão original – claro que a versão original é mais coberta, mas ainda assim segue o mesmo esquema -. Porém é importante citar que o Sumita sabe fazer boas cenas de violência e sanguinolência, tanto que é nisso que ele mais investe; e isso ajuda a compensar o traço meio inconstante em diversos momentos.
Outro charme da história, que acaba sendo mais crédito a liberdade dada pela Top Cow do que a qualquer outra pessoa, é a questão da Witchblade dominar o hospedeiro. Todas as protagonistas mudam significativamente a personalidade quando estão usando a “lâmina”, passando para um estilo mais agressivo e sedento por sangue. Isso, honestamente, é algo que ajuda a tornar a mitologia por trás da série algo ainda mais maior e mais expansivo; me arrisco até a dizer que dá um crescimento imenso na ideia que foi idealizada lá em 1995 quando a obra começou a sair nos EUA.
Aqui no Brasil a obra fui publicada pela Panini Comics – pelo selo Planet Mangá – em setembro de 2007, sendo publicada no padrão da editora (Pisa brite, formato 13x18); a série passou por aqui sem muito alarde, porém é um mangá bem difícil de encontrar atualmente, sendo que, em muitos sebos, um volume está saindo – em média – por R$ 12,00, mas se garimpar bem pelos sebos e afins dá para encontrar por menos.

Afinal, porque essa obra está na estante?

Sinceramente, essa é uma obra que eu simplesmente queria na coleção há algum tempo e quando calhou de eu ler, vi a oportunidade de comentar sobre ela. Até porque, mesmo sendo uma obra antiga ela tem seu público alvo bem definido e não deve em nada para um mangá com gore e ecchi. Claro que não é nada exagerado demais, porém tem sua dose certa e acerta em cheio na galera que está atrás de material assim.
Cabe citar que tenho fé de algum dia a Panini relançar esse material, até por ele já ter aí seus 10 anos de publicado e ser uma obra de difícil acesso (nem na comix tem); por isso faço votos para que a editora pense em um relançamento desse material – nem que seja como edição único –.
No mais, é válido comentar que, sim, é um dos poucos ecchi que eu gosto e recomendo para quem procura algo dentro do gênero, ou até mesmo queira um material fora do padrão que se espera. Em especial se você estiver curtindo Killing Bites (cujo o autor da série é desenhista desse mangá).
Honestamente, o destino das portadoras do Witchblade é repleto de sangue, mas é um destino de loucura e violência que vale a pena conferir... afinal, ao menos aqui os japoneses criaram algo tão incrível quanto o material de origem.

Ficha técnica:

-manga-witchblade-manga-01Witchblade #1 & #2 (Editora Panini)
Autores: Yasuko Kobayashi (roteiro) e Kazasa Sumita (arte)
Formato: 13 x 18 cm
Nº de págs: 196 (aproximadamente)
Preço: R$ 9,90 (preço de capa na época)

*O único site que, de certa forma, possuí informações sobre a publicação brasileira é a Rika ~
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