sábado, 24 de março de 2018

Cantinho do Ikari – Minhas considerações sobre o Reboot de Cardfight!! Vanguard (ou minhas nuances)


Afinal de contas, se pararmos para analisar a estratégia da Bushiroad é, sim, um bom chamariz, só precisa ser bem trabalhada.
Parece que foi ontem que comecei a falar sobre Cardfight!! Vanguard – tecnicamente, com a velocidade que o tempo tem passado, podemos considerar outubro ontem “de certa forma” -. Nesse meio tempo consegui me interessar pelo jogo físico e, após vários percalços, adquiri meu deck e decidi que jogaria como se não houvesse amanhã (com direito a dar boost no meu deck).
Porém – para alegria de uns e tristezas de outros – a Bushiroad anunciou recentemente (e eu noticiei aqui no site) que a franquia teria um reinicio em animê, mais do que isso; a série seria totalmente rebotada. Claro que, para muitas pessoas, isso se tornou algo feliz e para outras algo complicado; pois foi tempo investido para construir seu deck e deixar ele de uma forma boa para um 4fun ou para competitivos – porque, sim, temos competitivo de Vanguard por aqui -.
Mas antes de começar a comentar isso direito só vamos fazer um recap rápido do que sabemos:

  • Teremos um reboot do animê totalmente baseado no mangá original do Akira Itou;
  • Foi anunciado um animê do Bermada Triangle (um dos clãs fofinhos da série);
  • Game mobile, com direito a versão em inglês;
  • O TCG da série irá TAMBÉM SER REBOTADO!

E nesse último ponto é onde quero focar nesse texto, pois, aparentemente, essa estratégia da empresa não foi algo de última hora; em especial quando vemos que já tem todo um cronograma de lançamento preparado (como vocês conferem abaixo) e, fora isso, há todo um esforço para encaixar um novo público – o que é correto -, maior prova disso é que a própria empresa já pensa em fazer ações em diversas localidades para apresentar o jogo.
Release Schedule
Cronograma de lançamento da Bushiroad
Essa ação, por si só, já poderia representar muita coisa se fosse encarada de forma isolada, mas pense comigo por um momento: Cardfight!! Vanguard é, de forma geral, um jogo deveras interessante, porém alguns fatores contribuem para que a série não seja AQUELE fenômeno que a empresa espera; claro que possui uma popularidade bem maior que Buddyfight (que nem em ranking de TCG mais vendidos aparece), mas ainda assim é pouco, em especial se tiver pretensões de concorrer com o top 3.
O primeiro desses fatores se chama mecânica do jogo, pois quando se vê o jogo acontecer, dá para compreender bem a mecânica e o ritmo, mas para explicar em palavras para quem não conhece a obra, é MUITO DIFÍCIL! Sério, eu já fiz o teste e ninguém para quem eu explico entende 100% como, realmente, funciona o estilo do jogo; o segundo ponto – que já vi algumas pessoas dentro da interwebs apontando – se chama preço, porque, sim, a Bushiroad cobra caro pelo trial deck, em especial quando temos noção de quanto custa um deck das concorrentes (claro que isso não é regra absoluta, mas acho que o valor de muito deck atual da série fica acima do esperado); outro ponto é justamente voltado para o animê que é a quantidade de episódios que a série possui, logo, você não consegue ter pique para assistir quase 400 episódios de um jogo de cartas.
Claro que, não vou entrar no mérito da empresa detentora dos direitos do Vanguard não investir em mercados como Brasil, que possui uma galera que gostaria de jogar se tivesse os decks e booster com um acesso mais fácil, porque, honestamente, aqui em SP – por exemplo – é difícil encontrar os trial decks. Valendo menção que tem loja que só vende cartas de Vanguard pelo site, porque na loja física “não tem tanta procura assim”.
VGE-V-TD01/02 Trail Deck 01 & 02
Anúncio dos novos trial decks focado nos protagonistas
Com um cenário assim, fica meio claro em onde eles querem focar (não mencionando a parcela descontente com a evolução/apelação que a série vem garantindo); porque é unir o útil ao agradável dar esse recomeço; afinal, assim você torna a mecânica acessível, cria um ambiente de jogo onde recupera quem abandonou o TCG por qualquer que seja o motivo e, de quebra, pode usar o jogo para celulares para ver se há outros países em potencial para expandir sua franquia (sejamos francos, a empresa terá dados de locais onde o jogo foi baixado, caso não bloqueie a localidade).
Além disso, vale citar que os decks atuais tornam até a vontade de adquirir o trial deck maior, pois, diferente de antes, agora eles vêm com as cartas de “defesa perfeita” (as famosas PG), cartas essas que, anteriormente, você tinha de comprar de forma avulsa ou em booster, o que te obrigava a gastar mais. Fazer esse complemento no próprio trial deck é algo que torna tudo mais interativo e atraente para aqueles que irão se iniciar no jogo agora.
Sem contar que, caso você não queira se desfazer do seu antigo deck, o jogo seguirá aceitando a mecânica atual no chamado “Premium Format”; nesse formato tanto a nova mecânica quanto a atual serão aceitas. Já no Standart só poderá ter competidores que usem os novos decks. Isso gera uma interatividade maior no jogo e ajuda os players a criarem um ambiente mais acolhedor para os novatos (na teoria, claro. Na realidade a coisa pode ser diferente, tanto para o bom quanto para o mal sentido).
Porém, para mim, uma das coisas mais interessantes nesse reboot é, justamente, a questão de vermos que a Bushiroad poderia arriscar mudar totalmente seu jogo e decidiu retomar as origens. Isso é algo que quanto mais eu penso, mais interessante fica; porque é uma atitude “meio única”. Até por nunca ter visto outra empresa tomar uma decisão tão “simples” assim. Exemplo disso é a própria Konami que mudou totalmente seu layout de campo para abrigar os links summons.
vg-v-bt01
Imagem promocional do booster.
 Assim, de um modo meio perdido, acredito que Bushiroad pode ter achado o ponto para popularizar, de vez, seu TCG. Basta, apenas começar a pensar em ampliar o leque de Países que recebem as cartas em seu devido idioma, assim como ampliar a exibição do animê, afinal não adianta lançar tudo em japonês e inglês e esquecer que existem jogadores em vários outros países. É preciso pensar cada vez mais adiante e, de coração, espero que, pelo menos, o animê aporte por aqui de modo oficial; já seria um excelente começo.
PS: Só lembrando que o novo animê estreia dia 5 de maio e os dois primeiros trial decks (do Aichi e do Kai) saem no dia 8 de julho; no dia 22 de julho saí o booster pack do time Q4, com várias cartas para incrementar os primeiros trial. Já game mobile está previsto para o verão de 2018 (no hemisfério norte).

Off tópic: Vale mencionar que temos um comercial da era G com a Milla Jovovich e, honestamente, que comercial meus amigos! Cliquem aqui e confiram.
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