segunda-feira, 16 de abril de 2018

Estante do Dollars - Ninja Slayer #1


Os anos 80 voltaram e pediram para avisar que esse mangá é, apesar de tudo, interessante e uma aposta peculiar para quem deseja algo “diferente”.
Antes que comece a enxurrada do ”ain... só agora que você está falando de Ninja Slayer? A obra saiu aqui em 2016”, já adianto que só agora que adquiri e li a obra de fato para tecer meus comentários sobre (e mesmo se tivesse adquirido antes, preciso fazer o texto quando for melhor para eu expressar o que achei de forma organizada e sem pressão).
Então, sem muita embromação, vamos ao foco de hoje! Vamos falar sobre o mangá de Ninja Slayer. Um mangá que muitos acham ruim que, porém, é bom e divertido o suficiente para ser uma leitura fast food. Então se ajeitem e venham ouvir sobre os ninjas em uma cidade cyberpunk.

Sinopse (via Panini):

Em um Japão dominado pela máfia, a Yakuza, são os ninjas que lideram nos bastidores. E surge um ninja vingador cujo objetivo é eliminar outros ninjas!

Considerações gerais:

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Primeiramente é válido mencionar que o mangá adapta a light novel de mesmo nome que é escrita por Bradley Bond e Philip Ninj@ Morzez, com ilustrações de Warainaku; a novel começou sua publicação em setembro de 2012 e segue sendo publicada. A versão em mangá, por sua vez, tem roteiro de Yoshiaki Tabata e arte de Yuki Yogo e foi publicado na comptiq, da Kodokawa Shoten, de julho de 2013 até dezembro de 2017 rendendo, ao todo, 14 volumes; segundo consta, atualmente, possuí uma continuação sendo publicada (porém não está no MAL datado como continuação, então...). Aqui no Brasil a Panini começou a publicar o mangá em maio de 2016 e, após um longo hiato, teremos o lançamento do volume 8 por aqui (sendo que, agora, a obra é exclusiva de livrarias e lojas especializadas).
Depois desse disclaimer imenso, vamos ao foco, porque, afinal, essa obra é boa mesmo ou é mais uma propaganda para pegar trouxa? Sendo bem direto na resposta: para mim, sim, ela é. Estamos falando de uma obra que é, basicamente, um amontoado de tudo mais cheio de testosterona na indústria. Isso é, temos ação desenfreada, lutas cheias de coreografia, um mundo cheio de possibilidades e um herói que quer vingança, fora o explotation que rola de uma forma bem solta. Em suma, são os anos 80 em um mangá que não é daquela época.
O roteiro é extremamente ágil e funciona ao longo das 200 páginas do mangá, indo além, o roteiro é funcional e fechado, ou seja, você não será obrigado a comprar tudo caso não curta o começo, nem será obrigado a comprar na ordem exata (apesar que, creio eu, a série deva ser mais fluída se lida na ordem). Porém, há um ponto que preciso destacar aqui que se chama excesso de texto no mangá; sei que na versão livro da série é preciso descrição das coisas – até pelo fato do leitor não ver o que está ocorrendo -, contudo no mangá não há essa necessidade e aqui temos isso AOS MONTES!
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São várias cenas que ocorre descrição do que está acontecendo na cena sem essa necessidade. Acaba dando a entender que o leitor não está atento ao que está ocorrendo em cena e, de modo geral, isso prejudica todo o processo de leitura para algumas pessoas; em especial quando se tem uma arte que funciona muito bem para o tema proposto.
Por falar em arte... devo mencionar que o Yogo-sensei sabe ser competente em sua arte e, mais do que isso, sabe fazer toda uma composição de cena que valoriza bem o que precisa ser passado, mas que seria bem aproveitado se não tivesse tanta explicação.
A edição nacional da Panini segue os padrões de suas edições básicas (leia-se as edições em papel pisa brite), possuindo formato de 20 x 13,7 cm; com papel pisa brite e sem páginas coloridas. Inicialmente o mangá custava R$ 12,90; atualmente ele está custando R$ 19,90 – isso se deve, muito provavelmente, as baixas vendas somadas a redução de tiragem para ser publicado apenas em livrarias e lojas especializadas -.

Afinal, porque está na estante?

Creio que seja válido explicar que, primeiramente, eu comprei esse mangá pela singela curiosidade – uma vez que ele estava abandonado na banca de jornal (sério) – e, no fim acabei me surpreendendo por ver algo que é bem filmes de ação pipoca, daqueles que você desliga o cérebro e só vai.
Devido a isso, só recomendo a obra para quem está atrás de algo assim e que não vê problema em um mangá que possua textos explicativos demais – porque ele tem... ah se tem -, se você se enquadrar nisso, corre na loja mais próxima e compre o seu.
Caso contrário, nem se aproxime, pois você, certamente, irá se decepcionar e dizer que te indicaram uma porcaria qualquer para tirar o desencalhe. Mas é a vida, obras as vezes são subestimadas porque, simplesmente, existem pessoas que vão com muita sede ao pote.

Ficha técnica:

Ninja Slayer #1 (Máquina da Vingança)
Autores: Yoshiaki Tabata (Roteiro) e Yuki Yogo (arte)
Formato: 13 x 17,8 cm
Nº de págs: 200 (em média)
Preço: R$ 12,90 (edições #1 ao #3), R$ 13,90 (edições #4 ao #7) e R$ 19,90 (edição #8 ao -)
Onde comprar: Site da Pnini (primeiras edições) | Amazon (edição #8)
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