domingo, 15 de abril de 2018

Primeiras Impressões – Golden Kamuy

Uma história sobre a corrida do ouro que consegue surpreender e corresponder o hype que o redator possuía!
Vamos para mais um “Primeiras Impressões”, fazendo de tudo para agilizar e escrever sobre todos os animês que prometi, a mim mesmo, que iria escrever. Admito, nesse rápido disclaimer que essa season está bem interessante, para mim ao menos.
Agora, sem mais delongas, vamos falar sobre o animê da vez! Vamos falar, dessa vez, sobre Golden Kamuy (ou o animê que Paulo Ikari tinha um certo hype pela ideia por de trás da história). Então venham comigo pela estrada selvagem que permeia o mundo da obra de Satoru Noda.

Sinopse:

Em Hokkaido, nas terras do extremo norte do Japão, Sugimoto sobreviveu à guerra Russo-Japonesa da era Meiji. Apelidado de “Sugimoto, o Imortal” durante a guerra, ele agora procura as riquezas prometidas pela corrida do ouro, na esperança de salvar a esposa de seu falecido companheiro de guerra. Durante a sua caça ao ouro, ele descobre sobre um estoque enorme de ouro escondido por um criminoso. Através de uma parceria com uma garota da tribo, Ainu, que salva a sua vida, ele luta contra os criminosos, os militares, e a própria natureza para encontrar o tesouro.

Considerações Gerais:

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Comecemos com o fato que essa, sem sombra de dúvidas, era a estreia que eu mais coloquei fé nessa temporada. Tanto que podia não saber quais as outras obras eu assistiria, mas essa era uma certeza que eu veria e, confesso, depois desse primeiro episódio é uma certeza que irei até a conclusão do animê.
O roteiro da série, em si, é bem desenvolvido e gera interesse no espectador. Ele cria aquele senso de saber se o protagonista irá conseguir o que almeja e como será aquela aventura, pois nada aqui é entregue de bandeja. É tudo feito de uma forma que te faça sacar o que está havendo sem precisar dizer com todas as letras que é isso ou aquilo.
Além disso o primeiro episódio segue, até onde me recordo, fielmente o primeiro capítulo com exceção a algumas cenas que são originais (que são as iniciais, isso se não me engano). Ao meu ver, isso é algo bom por um lado e ruim pelo outro; porque você consegue ter uma obra que será fiel a suas origens, contudo mostra que a parte que mexe na adaptação (direção e roteiro) só consegue entregar o arroz com feijão básico, sem inovações visíveis.
Não que eu, como alguém que curtiu o material base, queira algo cheio de fillers ou coisas que fujam do mangá, mas é bom aquele acréscimo bem planejado para falar mais sobre a história e sobre o mundo da série, mesmo ele sendo o mundo real.
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Os personagens, em um âmbito geral, são bem interessantes e possuem motivações diretas – mesmo que não soem tanto quanto convincentes em primeiro momento –, isso sem contar que eles são bem humanos de uma forma geral. Sem contar que o enredo trabalha para nos deixar envolvidos para saber mais sobre o Sugimoto e sobre a Asirpa, em conhecer mais sobre o passado de ambos e ver o quantos eles evoluirão ao longo dos episódios.
Falando rapidamente sobre a parte de OST da série, podemos dizer que é algo que está feito de uma forma competente. Não é marcante demais, porém não é algo que estrague o conjunto da obra. Contudo, a única ressalva que fica é referente a animação bugada em alguns momentos desse primeiro episódio; não são bugs bizarros, porém são perceptíveis demais para se achar simples descuidos bobos. Espero que melhore nos próximos episódios do animê para que o saldo final seja melhor.

Afinal, vale a pena?

Sinceridade? Sim, vale e muito. É uma das poucas obras que coloquei um hype sem conhecer o mangá a fundo e consegui curtir 110% tudo que ocorreu no episódio. Mesmo com os erros de animação, ainda assim é uma obra que começa com o pé direito e, se conseguir aproveitar ainda mais o material que tem em mãos, pode nos entregar algo incrível e que chame, verdadeiramente, atenção do público em geral.

Cabe citar, como última menção, que a obra tem os direitos licenciados pelo Crunchyroll, então, se puderem, assistam por lá!
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