sexta-feira, 4 de maio de 2018

Estante do Dollars - Platinum End #01

Nova obra da dupla Ohba e Obata é um fraco respiro da criatividade que já nos foi apresentada antes.

Antes de iniciar esse estante de hoje preciso fazer um disclaimer sobre meu primeiro contato com Platinum End, pois esse é um mangá que acompanhei seu lançamento e, por consequência, alguns dos capítulos que vieram depois. Todavia bastou, somente, 7 capítulos para que eu, simplesmente, dropasse a obra e a mesma caísse no limbo do esquecimento (assim como uma série de mangás que estão no meu On-Hold do MAL).
Confesso que, na época, não conseguia ter compressão plena do porquê abandonei a obra; mais do que isso, sempre ficava me perguntando o porquê a dupla que criou Death Note e Bakuman partiu para algo tão mainstream e genérico, a ponto de ficar aquele gosto de perca da criatividade do roteirista. Contudo o mundo quis que eu ficasse com essa dúvida até o lançamento do primeiro volume aqui no Brasil - que a Editora JBC lançou no mês de abril, também conhecido como mês passado. 
E, devido a essa infeliz coincidência, hoje falaremos sobre essa série que, poderia ser algo incrível. então se acomodem e vamos aos comentários.

Sinopse (via site da Editora JBC):
Mirai Kakehashi é um jovem que não tem mais vontade de viver. Além de perder a família em um terrível acidente, era maltratado todos os dias pela sua família adotiva.Cansado da vida infeliz, o jovem se joga de um prédio no dia de sua formatura no Ensino Fundamental. Porém, neste momento, Mirai se encontra com um anjo que poderá mudar totalmente a sua vida!
Considerações gerais:
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Escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi ObataPlatinum End começou a sua publicação na Jump SQ. - da Shueisha - em novembro de 2015 e segue em publicação possuindo, até o momento, 8 volumes publicados. Uma menção válida é que a série, mesmo sem animê anunciada ou em exibição, possuí boas vendas (em especial se notarmos a revista em questão) e, de certa forma, muito dessa boa vendagem se deve mais ao fator autores do que a qualidade da série em si.
Primeiramente é preciso mencionar que, sim, a série possuí um potencial incrível para evolução nos volumes que se sucederão e, indo além, tem capacidade para ser mais do que é, porém... acaba sendo apenas um potencial mal explorado e executado. É triste dizer, mas é a primeira vez que começo a duvidar das capacidades de roteiro do Ohba, pois nada aqui brilha ou chama atenção da maneira que deveria; tudo parece um suspiro de criatividade que o roteirista teve e resolveu testar para ver se funcionava. 
Esse primeiro volume possuí três capítulos, porém são capítulos que não avançam de modo impressionante ou instigante. O final do volume não desperta aquele feeling de "Wow! Que venha o próximo volume"; pelo contrário, quando o volume se encerra fica aquele gosto de final "FINALMENTE ACABOU". Além dessa sensação, também temos uma história que, em diversos momentos, parece desinteressante e sem sustentação, pois o protagonista nunca parece ter uma postura definida. Hora ele quer ser feliz, hora ele quer só viver sem o peso de ser um "candidato a Deus" e aí vem a Nasse e fica sugestionando as coisas para ele. Sério, para mim, é incomodo.
Contudo, mesmo com o roteiro que faz 200 páginas renderem aos trancos e barrancos, temos uma arte que faz além do que é necessário, pois é linda. Obata, novamente, salva o dia com sua arte e ainda nos entrega cenas bonitas e outras... um tanto duvidosas (?), mas ainda assim nos entrega algo que ajuda a engolir 200 páginas de um roteiro que só fica no suspiro de algo - e até quando ALGO ACONTECE é chato e que parece feito só para chocar, não é algo que valha a menção para evitar spoiler... mas é divagação e algo pessoal meu.
Resultado de imagem para Platinum End
Agora falando dos personagens; os únicos apresentados me dão, na falta de palavra melhor, sono e certa raiva. Não são personagens que conseguem me convencer ou me fazer comprar a ideia que vende, sendo que o Mirai é UM PROTAGONISTA TÃO NHÉ QUE IRRITA!
Não que o Mashiro seja o melhor personagem que eles já criaram (me dói dizer isso, mas o Light/Raito é o melhor protagonista que o Ohba já idealizou), mas o Mirai é sem sal algum e serve apenas para arrastar mais o roteiro, que já soa arrastado.
Conforme dito no início, o mangá começou sua publicação pela Editora JBC no mês passado (abril) e saíra bimestralmente. O formato adotado pela editora é o padrão - que, nem sei se posso considerar assim já que são poucos os mangás da editora que ainda seguem esse formato - em papel pisa-brite no tamanho de 13,5x20 cm. Antes que venha essa dúvida, não há páginas coloridas nesse mangá (até porque no encadernado japonês da série não tem); o preço do mangá é de R$ 15,90. Mas, sem me alongar demais, posso dizer que está uma edição legal que, sim, você consegue comprar por um valor menor em lojas online. 

Afinal, porque está na estante?
De forma geral, posso dizer que Platinum End é daquele tipico mangá que só agrada a duas pessoas: Quem espera algo da obra ou quem é fã de uma boa arte, pois não há muito o que se comentar sobre a obra para aqueles que esperam algo grandioso de um mangá da dupla Ohba e Obata. Tudo aqui é a receita do bolo, porém sem nenhum gosto. 
Nos é entregue o básico e nisso fica. Para aqueles que se contentam com isso, eis sua obra; já para quem espera algo no nível do que veio antes... resta ficar no aguardo da próxima obra da dupla. (Particularmente, eu preferia Gakkyu Hotei sendo publicado por aqui - se formos pensar arte por arte -, pois mesmo sem o Ohba temos um roteiro que convence mais seu leitor, mesmo com final precoce devido a cancelamento).

Ficha técnica:
Platinum End #1
Autores: Tsugumi Ohba (Roteiro) & Takeshi Obata (Arte)
Nº de págs: 192
Preço: R$15,90
Onde comprar: Amazon
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