sexta-feira, 11 de maio de 2018

Review - Digimon Adventure Tri. (Bokura no Mirai)

Último OVA fecha a série com maestria, porém mantém algumas pontas soltas (os fãs agradecem por isso, já eu...)

Sejamos francos, Digimon Tri, quer você goste ou não, foi uma continuação que funciona bem dentro do universo no qual tenciona se encaixar. Independente dos furos que tivemos até o OVA passado, essa foi uma obra que veio com uma proposta e, depois do último filme - que saiu no dia 05 de maio -, cumpriu o que tinha proposto. Claro que não serei hipócrita e vou passar todo esse texto enaltecendo esse final, irei ser ponderado e comentar o que curti e não curti aqui; contudo acho válido já mencionar que, sim, teremos um review mais completo sobre o arco em um todo. Já nesse review, meu foco é o último OVA/filme da série.
Mas para não ficar algo tão samba do crioulo doido, vamos fazer por tópicos (ou tentar né)! Mas enfim, peguem seus digivices e vamos nessa!

Pontos positivos:

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Acredito que, sim, esse foi o OVA que melhor soube trabalhar os episódios que possuía, porque foram 5 episódios que fizeram o possível para fechar algumas pontas e deixar outras menos bugadas. É certo que houve uma tentativa hercúlea para resolução de vários fatores que muitos lutavam para fugir da abordagem, como os digiescolhidos da 02 que só apareciam no começo e, como mágica, sumiram; só tiveram uma rápida citação mais adiante. 
Além disso, também foi um bom acréscimo toda explicação sobre o que, de fato, ocorreu com o Backup que o Koishiro (Izzy) fez dos digimons. Admito que eu nem lembrava desse dito backup, mas foi uma sacada legal para devolver as memórias deles; e por falar em memórias quero dizer que, sim, achei bem bolada a nova versão do Omegamon para resolver tudo no fim das contas. Não ficou algo que compromete a estrutura da história e nem virou um Deus Ex-Machina (apesar de ter ficado um pouco forçado).
Fora isso, acredito que o ponto que mais mereça um destaque aqui seja a mensagem que esse OVA passa em seu final - sem contar, claro, a homenagem ao Wada Kouji, mas isso fica para um review mais completo -, pois digimon, acima de tudo, sempre teve um enfoque grande na evolução de seus personagens e nos vínculos que eles criam uns com os outros e com seus digimons. E aqui é onde acertam de modo sublime nesse OVA, porque temos o fechamento de um ciclo que realmente consegue cativar e convencer; de uma forma geral. É difícil - para não dizer impossível - não ficar emocionado com a mensagem que o professor passa sobre o futuro, assim como gera empolgação quando o Taichi decide que irá fazer o que for preciso para salvar a todos. Além desse momento também temos o Agumon roubando a cena no final com a frase: "Sempre seremos amigos" que acaba deixando bem claro qual a ideia geral desse digimon tri. São pontos como esse que mostram mais do que um simples fanservice e fecha tudo com alguma dignidade, pois mostra que, claramente, poderíamos ter tido mais se a punheta para mega digievoluir todos os digimons não fosse maior.
Por falar nessa questão de mega evoluções, posso dizer que essa é uma questão que me sucinta amor e ódio; porque muito disso é feito de uma forma mal aproveitada desde o começo. Em vários casos soa como algo que foi encaixado lá porque sim e acabou. Contudo, mesmo com o lado negativo da coisa, temos o positivo de termos visto todas as megas formas dos personagens clássicos, sendo que, em muitos casos, houve algum polot para chegar até aquele momento (mesmo que seja um plot beeeeem nhé... Abraços Sora e Piyomon).

Pontos Negativos:
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Ok, aqui posso começar dizendo que a resolução pós derrota do final boss foi, no minimo, broxante... Sério! Não é uma explicação que eu possa engolir de boas e falar "ok, vida que segue". Gastou-se muito tempo com coisas que poderiam sair facilmente e acabaram apressando explicações que poderiam fluir melhor se tivessem tido inteligência o suficiente para dar o devido destaque.
Um ponto que eu não curti, apesar de ter nos garantido uma boa explicação, é com relação a Himekawa; porque depois da última aparição dela, simplesmente sumiram com a personagem e só deixaram aquela de "ah, talvez ela tenha morrido porque enlouqueceu". Isso é uma das coisas que, como dito no parágrafo anterior, poderia ser melhor trabalhada e explicada; porque ficou claro que os digimons podem ser uma benção ou uma maldição dependendo de quem seja seu parceiro humano, mas ainda assim faltou algo. Faltou aquele tchan final.
Eu compreendo que todos esses pontos negativos não são culpa, em um todo, da equipe de produção e sim de quem é responsável pelo roteiro, mas fazer tudo focado em só gerar fanservice nem sempre ajuda, pelo contrário, acaba por complicar todo um processo criativo que não precisa disso e sim de um desenvolvimento descente. 
Quando digo que a culpa é do roteirista, não é nem porque ele não soube construir uma história - porque, sim, ele soube -, mas sim porque ele simplesmente esqueceu que o importante no projeto é saber balancear as coisas e não criar um começo coeso e, depois, deixar as coisas sem controle até o final. Óbvio que isso não é culpa apenas dele, pois esse frankstein demonstra que toda equipe não soube focar no que queriam com 100% de clareza; contudo souberam fazer algo uns 45% focado no que, para mim, foi a melhor opção.

Considerações Finais:

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Creio que, no fim das contas, posso enfatizar o que disse no início desse texto e dizer que, sim, Digimon Adventure Tri cumpre parte do que se propõe com uma maestria imensa e termina sem deixar aquela sensação de produto feito só para pegar trouxa. Um fato é que não tivemos um arco perfeito ou 100% elaborado, mas conseguiram se virar com o que tinham. 
Também é válido mencionar que, no fim, temos um material que apela para nostalgia, mas usa isso como passaporte de entrada para um ciclo bem definido e que consegue se concluir, mesmo com algumas soluções bem deus ex-machina. Porém aqui temos uma mensagem sobre amizade - que é sempre presente no Adventure de uma forma geral - e, além disso, temos um forte acréscimo na questão de reflexão sobre se é realmente certo tomar uma atitude só porque dizem isso. 
No mais, podemos dizer que temos uma obra que conseguiu terminar bem mesmo com todas as derrapadas que deu ao longo de sua narrativa. Agora podemos enfim dizer que a aventura digievoluiu e, além disso, seguiu rumo a um promissor futuro - caso exista continuação em algum momento mais adiante. 

Em tempos: atualmente estou revendo o primeiro Adventure e revendo os OVAs anteriores, ou seja, aguardem reviews mais completos sobre a série aqui no Dollars.
Já no Japão, conforme noticiei aqui, temos o anúncio que há um novo projeto em desenvolvimento; porém sem maiores detalhes. 
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