sábado, 30 de junho de 2018

Análise Mensal - Boruto #20 - #24

O roteiro se torna cada vez mais interessante, já a arte... #teremosfé

Aproveitando que estou no hype de tirar todas as análises da geladeira, eis que hoje trago de volta uma análise que me doí comentar, porque sempre tenho as mesmas críticas com relação a arte dessa obra; não que seja horrível, porém é bem aquém de qualquer expectativa que possa ser gerada. 
Mas enfim, hoje é dia de análise de Boruto. Então se acomode e vamos falar sobre a crescente que o roteiro vêm tendo ao longo desse ponto que não possuí apoio de material em animação - ao contrário do que aconteceu nos 10 primeiros capítulos.

Capítulos #20 - #24

Preciso começar essa análise dizendo que, sim, o roteiro do mangá está cada vez mais interessante e prova que sabe trabalhar com o que tem de mitologia e de construção do arco anterior; sendo bem honesto dá para dizer que o charme aqui é grande, isso se não considerarmos a boa crescente que a narrativa consegue gerar. Esse arco foi uma prova cabal que o Ukyou consegue segurar o legado que a série traz consigo (claro que, ainda não está 100%, mas estamos em um caminho razoavelmente aceitável). 
O capítulo 19 terminou com a descoberta que o Ao pode/é do mal e a partir daí há um bom desenvolvimento no quesito história e até em todo confronto que cerca os personagens, pois a situação não é das melhores e a missão fica mais perigosa, digamos assim. Porém é um bom momento para trabalhar a questão de compreensão do protagonista no que se refere a ferramentas ninjas, porque ele pegou um certo ódio pelas mesmas após o que ocorreu com ele no Exame Chuunin (quem assistiu o filme ou está vendo o arco atual do animê vai captar o que estou dizendo), mas para que ele consiga entender a real utilidade daquilo, é preciso mais alguns momentos de planejamento e conversa - o que, para mim, está nos conformes.
No momento da batalha derradeira entre os ninjas de Konoha e o Ao é que vemos o porque eu só elogio o roteiro, pois você consegue absorver o que a narrativa pede, porém a arte não colabora para que isso seja 100% aproveitado. Claro que vale a citação que a arte do Ikemoto está um pouco mais aceitável (apesar de eu ainda ter bronca pela sexualização de crianças que ele faz), contudo ainda é pouco perto do que o roteiro pede. Há necessidade de saber explorar mais o ritmo que a série pede e isso, de certo modo, não será alcançado tão cedo (acredito que, quando chegar nesse ponto, o animê se saíra bem melhor).
Mas, voltando a história, dá para dizer que não é a batalha o ponto alto - mesmo que ela seja interessante -, e sim seu desfecho; porque é no momento que tudo parecia se acertar que temos a aparição do primeiro membro da Kara para nosso protagonista. Nesse ponto é onde o povo começou com as teorias malucas, com certo embasamento e, sinceramente, espero que sejam teorias furadas, porque se for confirmado, será como mexer em cachorro morto. 
Sério, não vou entrar no mérito, até porque acredito que todos que acompanham Boruto leram as teorias. Contudo não quero pensar que foram cavucar em algo que não tem essa necessidade e, de uma forma bem geral, pode estragar um personagem que é icônico para muitos fãs.
O primeiro membro da Kara é apresentado como Kashin Koji e consegue causar um considerável auê na narrativa, se mostrando extremamente habilidoso e superior aos ninjas de Konoha. Todavia, ele decide deixar a galera viva, porque nota que o Boruto possuí o karma e acredita que isso pode render algo no futuro. 
Quando ele se vai, nosso protagonista e sua galera seguem jornada até encontrarem o Kawaki e, nesse momento, as coisas começam a arranhar em algo que desperta o interesse. Não dá para dizer que o que ocorreu nos capítulos antes do Kawaki aparecer foram situações ruins e arrastadas, mas quando ele aparece, e no capítulo posterior a ele, passamos a ver que o Ukyou tem toda uma ideia bem traçada para chegar naquele momento que vimos no primeiro episódio, resta mais saber se ele não vai escorregar na própria narrativa. 
Dá para dizer, no fim das contas que, tivemos um capítulo 24 bem interessante. Souberam focar bem no Kawaki e mostrar o passado do garoto, o que ajuda o leitor a ter um embasamento para análises futuras dele. Também foi legal para vermos os outros membros da Kara. Entretanto tivemos um final que abre para a primeira batalha do novo personagem; logo é aguardar e ver como isso será tratado nas páginas do próximo capítulo.
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