quarta-feira, 20 de junho de 2018

Análise Quinzenal - Saint Seiya: Episódio G Assassin #88 - #96

Mais um renascido e os eventos passados perto de se repetirem no presente

Conforme eu disse há algumas semanas, aos poucos estou retomando as análises paradas e, nada melhor, que retomar uma das análises que mais me fazem ficar pistola com o autor original da obra. Nada melhor que retomar as análises do episódio G assassin, porque essa é uma história que dá um senhor trabalho para o Okada e merece, sim, ser lida por todos que são fãs do material original.
Vale mencionar, rapidamente, que nos próximos dias voltam as análises de Zumou e Boruto. Neverland e Boku no Hero devem voltar após esses dois e - para quem não conhecia essa coluna - nos próximos dias postarei um guia para que você, querido leitor, possa ler as análises desde o começo.
Enfim, sem mais delongas, vamos ao mangá do Okada e vamos falar sobre as costuras de roteiro.

Capítulos #88 - #96
Acredito que vale um rápido momento de recap sobre o que aconteceu no capítulo 87, porque foi nesse capítulo que tivemos a descoberta que o Camus estava preso em uma esquife de gelo que ele mesmo fez e, ao mesmo tempo, descobrimos que a Natassia - filha do Hyoga - é uma pessoa que não deveria estar viva, pois já morreu a tempos atrás e isso gerou uma certa tensão entre o atual cavaleiro de aquário e o cavaleiro de câncer. 
O capítulo terminou justamente nessa tensão e, desse ponto, temos início ao capítulo 88 onde se desenrola em nós descobrindo que há um jeito de eliminar os espíritos sem necessidade de matar a pequena Natássia. Esse foi um dos poucos momentos que conseguimos ver uma outra faceta do Máscara da Morte e, de uma forma mais ampla, é legal vermos essa exploração em um lado mais justo do cavaleiro de câncer, porque não fica aquela sensação que ele era apenas um ganancioso.
Também tivemos, depois de uma rápida espera, o Camus saindo de sua prisão e, aqui é onde começo a fazer uma análise 110%; pois o roteiro do Okada não se satisfaz só em trabalhar um dobrado e amarrar as pontas com a cronologia da série, ele também amplia tudo que já conhecemos a um outro patamar. O momento do despertar do Camus não é apenas um fanservice para vermos a armadura divina de aquário, mas também é quando descobrimos que ele está sob um satã imperial mais poderoso que aquele clássico - sim, há um satã imperial ainda mais épico.
Com isso partimos para o confronto, porém aqui temos diversos momentos de flashbacks com relação a Hyoga e Camus. Para mim, isso é bem legal e funciona bem dentro da narrativa proposta, porque ajuda a entender o carinho que o Hyoga tem pelo Camus, assim como dá uma margem maior para compreender como houve uma construção de um relacionamento de respeito entre mestre e discípulo. Além disso, todos notam que o cavaleiro de aquário do mundo onde o Aiolos é GM está mais poderoso e agressivo - muito disso, culpa do Satã Imperial, mas enfim; porém temos um confronto que é bem interessante, em especial pelo Hyoga querer elevar o frio até um que seja semelhante ao do Cocytos. 
Aqui cabe, especialmente, a menção que durante esse confronto mais um personagem clássico aparece. Aqui temos a aparição - bem rápida - do Isaak, ex-general marina, assumindo a armadura de Cisne para ajudar o Hyoga no seu objetivo e, sério, esse foi o momento mais surpreendente do capítulo, porque aqui é onde vemos, também, flashbacks que mostram o quão amigos eles eram e como a relação de mútuo respeito mesclado a rivalidade era forte. Foi realmente impressionante ver como o roteiro trabalhou a favor de realizar o objetivo final e a forma como isso foi alcançada realmente me fez surtar.
Com muito esforço, o ar do local fica no clima co Cocytos e, nesse momento, temos uma sequência de absurdos bem interessantes, todavia são esses momentos de golpes novos seguidos que geram aquela sensação de ser um Saint Seiya raiz; mas a situação que leva a essa necessidade é algo que vale citar, pois foi um momento que era isso ou a situação mais trágica e, como isso foi utilizado foi inteligente.
O fim desse arco, também tem um momento bem comovente, com o Camus conversando com o Hyoga e conhecendo a Natassia; admito que achei bonito quando ele pede para que a menina chame ele de vovô. 
E bem, antes de seguir, tenho que parar e comentar sobre o Shun usando o Ohm. Porque, sério, foi um momento incrível e que, apesar de evidenciar que o atual cavaleiro de virgem é digno de suceder o Shaka, levanta um precedente sobre se ele ainda possuí resquícios do poder de Hades - coisa que até o próprio cavaleiro se questiona. Quero acreditar que o Okada não fará algo como trazer todos os Olimpianos a tona nesse momento, mas as incertezas só aumentam, em especial com o que ocorre a seguir.
Porque temos o Seiya indo até o local onde há uma espada sagrada e lá, encontramos Aiolia dentro do espaço criado pela espada sagrada. Até aqui tudo ok, só que lá dentro ele encontra com o próprio Zeus que o chama de seu receptáculo e informa que ele não poderá mudar o destino que já foi traçado, inclusive dando a entender que o cavaleiro de leão ter ido para aquela realidade tem a ver com o destino dele.
O capítulo para, justamente, quando ele saí daquele local e encontra o Seiya, que pergunta o que o cavaleiro de leão ouviu.
Daqui podemos dizer que o Okada está criando uma linha cada vez mais intrigante e com vários pontos que precisarão serem mais explorados pelo roteiro e cabem para uma abordagem dentro das outras histórias da franquia. A arte segue na mesma crescente do Okada e o roteiro só fortalece ainda mais o que está nos sendo apresentado. Dá para dizer, sem medo, que o autor tem domínio bem alto sobre o universo que lhe é pedido para abordar. 
Agora é aguardar o próximo capítulo e vermos o que virá dessa conversa entre o cavaleiro de pégaso e o cavaleiro de leão.

PS: peço desculpas pela análise tão desfocada. Ainda estou retomando o pique e nas próximas vocês verão uma análise mais linear. Prometo.
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