sexta-feira, 1 de junho de 2018

Análise semanal - Cardfight!! Vanguard (2018) #4

Seguindo a exploração de personagens da franquia

Cá estamos em mais uma análise semanal da série que, por coincidência, deve sair mesmo pelas quintas-feiras; ok que o episódio costuma sair no sábado pela manhã, mas como fim de semana costuma ser o período mais maluco da minha semana só consigo ajeitar essas análises ao longo da semana, aí isso acaba tornando quinta-feira o dia mais assertivo para o lançamento da análise.
Mas, sem mais delongas, vamos à análise do episódio 4 desse novo animê que, a cada episódio, mostra que não é apenas uma cópia da primeira versão do animê.

Episódio (Imagem) #4 - "O Segredo de Misaki"

Creio que dá para começar esse texto dizendo que amo o roteirista desse remake. Porque sério, ele soube criar um episódio focado na Misaki que, basicamente, nos apresenta todo background necessário para nossa protagonista feminina e cérebro do Q4. Dá até para dizer que houve um trabalho carinhoso aqui, pois conseguiram mostrar os porquês da personagem de uma forma que não soou dramática demais, contudo também não soou de forma forçada; foi bem encaixada e, nesse começo, basta.
Além disso, também foi divertido vermos como a memória fotográfica dela é bem explorada ao longo do episódio, quer seja mostrando como ela conhece os decks, como mostrando que ela sabe muito bem o funcionamento do jogo. Isso deixa a expectativa para sabermos como irão explorar a questão da morte dos pais dela mais adiante (porque na primeira série há um episódio que explica bem isso e, de quebra, explica o porquê dela amar tanto o deck de Oracle Think Thank).
Vale citar que, diferente do que esse título de episódio possa vender,  o segredo é basicamente simplista, porém é ele quem motiva muitas das ações da personagem e em seu comportamento. Dá para dizer que até a mudança dela ao longo do episódio tem a ver com o segredo do título. É aqui onde o pessoal do roteiro mostraram que sabem trabalhar com o que possuem em mãos, conseguindo gerar uma narrativa segura de si.
O duelo, nesse episódio conseguiu manter um bom dinamismo e ser bem explorado, em especial por nos apresentar a 3ª imaginary gift do jogo, que é a protect. Dessa forma já conhecemos o básico de cada uma das gifts e, de quebra, vemos como elas se encaixam dentro da futura equipe que será formada entre os personagens - e, não, isso não pode ser considerado spoiler uma vez que a BOOSTER BOX DO JOGO deixa claro que eles são uma equipe. Porém podemos dizer que a protect é aquela gift que comba bem com decks que são focados em defesa ou estratégias mais voltadas para encher a soul do vanguard (se não me engano, Granblue - que ganhará booster box em agosto - também terá um foco em protect e a estratégia do deck é fazer soul blast).

Agora que eu resumi boa parte das coisas, para não ficar enchendo linguiça em pontos de roteiro, podemos comentar que a condução da narrativa parece, cada vez mais, rumar para uma rota diferente do primeiro animê, mesmo que possua semelhanças, porque as apresentações foram diferentes e o estilo de cada personagem tem lá suas diferenças de sua primeira versão. Foi legal ver que a Misaki aqui é mais direta e, de certa forma, mais cruel; mas ainda assim podemos dizer que todo ponto de apresentação dela, assim como todo ponto de análise sobre o Aichi ser aquele que a guiou para uma mudança de atitude foi competente e soube mostrar que ainda temos muito para ver a Misaki evoluir e, talvez, não demore muito para vermos mais um passo dessa evolução.
Outro ponto que eu, também, gostei muito foi a questão de rápida apresentação ao ambiente escolar dela. Sempre achei que isso era um diferencial positivo, quando incluíram no Link Joker, mas aqui o acerto foi simpático e nos ajuda a conhecer aquela que, futuramente, há de virar uma grande amiga da garota.
Agora falando sobre questão de animação, podemos dizer que isso varia muito do ponto de vista, pois, para mim, seguiu o de sempre, mesmo com alguns momentos de aparente bug; porém dentro da normalidade esperada para Vanguard e ainda houve uma cena para arriscar um momento de comédia espontânea o que, para série, é bem vinda; no mais dá para falar que está tudo nos conformes e empolgando aqueles que estão acompanhando.
O final do episódio já nos dá uma noção de quem será o foco para o próximo episódio, que é ninguém menos que o Morikawa. O que pode vir daí só esperando o episódio, mas confesso que está interessante essa abordagem na criação de laços por meio dos duelos do Aichi.
Agora é esperar a próxima semana para vermos o que virá a seguir (ou os próximos quinze dias dependendo da correria).
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