quarta-feira, 20 de junho de 2018

Análise semanal - Cardfight!! Vanguard (2018) #7

Quando o imperador entra em jogo, é para fazer bonito em cena.

Mais uma semana seguindo e a análise de Vanguard chegando; mas, ao contrário da anterior, essa demorou uns dias a mais por problemas de origem técnica (leia-se, não consegui pegar as imagens antes). Porém agora estamos no ar comentando mais um episódio desse remake que, a cada capítulo, prova que nada é igual a antes e passa por uma crescente de qualidade a cada momento.
Antes de seguirmos à análise só um comentário: Os dois primeiros trial decks e a booster box da série já estão em pré-venda em algumas lojas online de cardgame, então, se você tem vontade de aprender a jogar, agora é a hora (futuramente devo lançar alguns textos ou vídeos sobre cardgame, aí explicarei melhor). Enfim, vamos ao episódio.

Episódio #7 -  "Unidos!! Q4"
Posso começar essa análise dizendo que esse episódio foi, exclusivamente, do Miwa e do Koutei; simples assim, pois tivemos um episódio que se foca exclusivamente em nos apresentar o segundo e mostrar que o primeiro possuí algumas diferenças com relação a sua versão anterior. Não que isso seja ruim, pelo contrário, agrega muito ao conteúdo de uma forma geral, sem contar que trabalha melhor a ideia de uma versão totalmente original.
Interessante, também, citar que é divertido vermos o Kamui e o Aichi explicando como a situação chegou ao ponto de um duelo de lojas, a ponto de render até umas risadas pelo Shin, que começou achando o duelo de lojas interessantes, porém se preocupou quando percebeu que poderia perder a loja, se o time de lá perdesse. Isso gerou um momento descontraído, que ajudou a agregar em todo clima que o episódio teve - na primeira metade, pelo menos.
Também cabe dizer, antes de focar no duelo e em qualquer questão técnica, que esse Koutei baseado no mangá é extremamente único e realmente merece o título que lhe é atribuído (não expliquei, mas Koutei - ou imperador - é o título dele. O nome verdadeiro dele é Kenji Mitsusada), pois é um cara que consegue ter carisma e completo domínio sobre as situações, todavia é uma pessoa que não possuí o melhor senso de direção do mundo - o que ajuda o episódio a ter mais momentos engraçados.
Admito que, particularmente falando, gosto do ritmo que esse remake tem, porque ele sabe contrastar bem o que a série tem a oferecer que é, basicamente, um enredo simples, porém cheio de charme e com momentos que realmente te prendem; isso sem contar os duelos que são o ponto forte da série e, nesse episódio, não poderia ser diferente. Aqui dá até para arriscar dizer que houve um cuidado dobrado para gerar a tensão necessária e criar um duelo digno da expectativa empregada.
Claro que, não podemos esquecer que, esse duelo, tem como foco servir de ponte para o confronto das lojas; mas reduzir ele a algo tão simples seria tirar o brilho que o Miwa recebeu. Ok que ele é um secundário, mas, de todos, ele é o mais participativo e que mais rivaliza com o Kai (o Miwa até menciona para o Koutei que é parceiro de treino do Kai), logo dar um duelo a altura ajudou a valorizar o personagem.
Contudo, devo confessar que me impressionou o fato dele usar Nova Grappler como clã. Não que eu desgoste do clã, na realidade, dentro dessa nova mecânica, a jogabilidade do Nova Grappler se torna até mais atraente para quem deseja começar e ver mais alguém além do Kamui com o deck - dentro da turma principal - ajuda a empatia a melhorar (porém preferia ele de Kagero).
Dá para dizer, sobre o duelo, que ele foi equilibrado e bem pensado, com boas reviravoltas e jogadas que provam, mais do que nunca, que Vanguard não é um jogo com combos milagrosos e, sim, um TCG que depende de como você monta seu deck e cria estratégias com as cartas que tem em mãos. É algo que mostra o quão equilibrado é o jogo e o quanto uma carta muda tudo.
Claro que, além disso, temos o momento de criação do time Q4 (ou Quadrifoglio) que ocorreu de uma forma bem divertida e por um motivo incomum, porém rendeu um desenvolvimento legal na narrativa, sem contar que ajudou na quebra de expectativa, porque assim nos dá uma empolgação maior para vermos as peças que faltam no roteiro (estão na opening os personagens, então nem vou comentar muito para não dar spoiler).
Porém dá para dizer que aqui tivemos uma crescente bem legal na narrativa, porém a animação deu uma caída na qualidade. Não que seja obrigatório manter uma qualidade imensa - em animês longos isso é quase impossível -, porém aqui ficou ago bem bugado e, em alguns momentos, ficou feio; porém creio que, nos duelos decisivos, teremos uma animação que honre no quesito qualidade.
Agora é aguardar o próximo episódio, que dará início ao embate entre a Voyage e a Card Capital, para vermos as surpresas que nos esperam e manter a ansiedade a mil. Por hora, volto apenas a atestar que a série segue surpreendendo e, nesse ritmo, o hype só há de aumentar. 
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