sábado, 9 de junho de 2018

Primeiras Impressões - Future Card Buddyfight Ace

Nova temporada da franquia tem um começo que serve de continuação para os antigos e ponto de partida para os novatos

Sinceramente, dá para dizer que ando empolgado, até demais, com animês que seguem a temática de cardgame. Maior prova disso é que, atualmente, vocês acompanham vários textos meus sobre Vanguard e semelhantes; mas confesso que quanto mais desbravo esse mundo, mais me encanto e vejo que há muito material interessante para análises.
Um exemplo disso é o alvo das minhas primeiras impressões de hoje, pois aproveitando a ideia de reinicio das franquias da Bushiroad, vamos comentar um pouco sobre a nova temporada de Future Card Buddyfight. Hoje é dia de falar sobre Future Card Buddyfight Ace (ou Shin Future Card Buddyfight); então se acomodem e peguem suas bandeiras.

Sinopse:

A nova tempora se passa 23 anos no futuro tendo foco Yuga Mikado, que é filho do Gao Mikado (protagonista das temporadas anteriores). Nosso protagonista da vez possuí um talento nato em jogos, sendo intitulado de "Ace of Games", porém Buddyfight é o primeiro cardgame dele. E a partir dessa premissa que seguiremos as aventuras de Yuga e Gargantua, seu buddy também chamado de Garga.

Considerações gerais:

Acredito que seja justo começar esse texto informando que, sim, essa é uma nova temporada e não um remake. Ela é um começo que trás consigo uma bagagem de cinco temporada anteriores e, juntamente com isso, entrega uma história que já possuí seu passado consolidado, porém cria um futuro promissor e comprometido em contar uma história que tem carisma próprio.
Creio que um dos maiores atrativos para mim, sem sombra de dúvidas, é a forma como desenvolveram esse primeiro episódio de uma forma atraente e que consegue mostrar a que veio. Há uma real junção de diversos fatores que criam uma narrativa que é gostosa de acompanhar, um roteiro que sabe onde quer chegar e como focar em cada ponto sem comprometer o outro; sem contar que, aqui, tivemos uma exploração no cardgame que, SENHOR, torna tudo ainda mais divertido e deveras empolgante.
Posso dizer, sem receios, que o principal ponto de destaque do roteiro - nesse começo, pelo menos - é a questão do duelo. Quem leu minhas primeiras impressões da primeira temporada de Buddyfight - se não leu, clica aqui e leia -, certamente, irá se lembrar que eu comentei sobre a temporada não se preocupar em explicar as regras do jogo para seu espectador. Aqui é o inverso, porque há uma real preocupação em explicar as regras para quem está assistindo e mostra-las em ação dentro da narrativa.
Isso é algo que funciona extremamente positivo, pois gera um real interesse no jogo para as pessoas que não conhecem e acaba ajudando na popularidade das cartas com o público de um modo geral, além disso tem a questão do jogo conseguir ser incorporado a narrativa de uma forma bem pensada e elaborada. 

Outro ponto que pode ser considerado extramente bem vindo é o protagonista. Dá para dizer que o Yuga é tão carismático quanto o Gao e, além disso, consegue roubar os holofotes de uma maneira que sustenta bem o tempo que passamos vendo suas desventuras; sem contar que temos um plot interessante atrelado ao personagem, o que ajuda no desenvolvimento da narrativa, no fim das contas. 
Claro que, além dele temos uma gama de personagens interessantes, mas dá para dizer que o buddy do protagonista também tem um destaque considerável nesse começo; nos entregando uma deidade que realmente faz jus ao título que lhe é conferido e honra muito o clã dos dragões, ao qual faz parte.
Quanto a parte técnica, dá para dizer que tudo se mantém no nível do que já se viu anteriormente, com destaque para o CG que a XEBEC INSISTE EM COLOCAR AQUI SEM NECESSIDADE! Sério, é algo que fica feio - já ficava feio em 2014, atualmente piorou. Torço para que, algum dia, alguém da empresa note que não é necessário esse recurso para uma boa animação.

Afinal, vale a pena?

Sim e não. Basicamente sim, no caso de você procurar por algo mais divertido e que consiga ser uma distração simples; sem contar que ele é bem indicado para quem deseja uma aventura descontraída e que ensine bem o modus operandi do cardgame que tem por base.
Agora se você quer algo mais cabeça, nem chegue perto, não é uma obra que terá influência para você e, mais do que isso, te fará criar ranço por um animê que consegue ser exatamente o que se propõe. 
Dá para resumir isso da seguinte forma: essa sexta temporada de Buddyfight não é nada além de uma série divertida, que se sustenta bem dentro de sua proposta e está tudo bem quanto a isso, porque o foco aqui é ser divertido e não algo para filosofar horas a fio. Eu realmente recomendo para quem procura por algo diferente e que foca, em especial, na diversão.

Em tempos: O animê é exibido, semanalmente, no canal oficial de Youtube da série com legendas em inglês e, logo menos, terá exibição com dublagem em inglês.
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