segunda-feira, 23 de julho de 2018

Análise Quinzenal – Saint Seiya Episódio G Assassin #98

Quando as coisas começam a se complicar…

Mais uma quinzena e estamos aqui com aquela análise marota da única obra de Saint Seiya que leio com regularidade. Hoje é dia de falar sobre o capítulo mais recente do episódio G Assassin.
E antes de prosseguirmos, só fazendo aquele desclaimer bacana para comentar que logo mais farei um review mais completo sobre as sagas do mangá clássico e do Episódio G, porém só preciso me organizar antes de iniciar efetivamente isso; mas acredito que até o começo de outubro consigo por essa ideia no papel de uma forma mais consistente.
Sem mais enrolação, vamos à análise!

Capítulo #98 – Mar Negro


O Prólogo do Céu nos questiona quando está perto do fim sobre o que os deuses perdoariam se o coração humano superasse o seres divinos; contudo aqui vemos o fardo que os humanos aceitam carregar quando cometem algo imperdoável. Aiolos sofreu por matar seu irmão com suas mãos e, para mudar isso, cometeu o pior crime possível do ponto de vista divino e ainda aceitou um peso inimaginável em suas costas.
Ele se destroçou para consertar o que achava que estava errado e isso influenciou diretamente em tudo que ocorre na série. Isso é algo que esse capítulo conseguiu me deixar mais claro e criar uma ideia mais ampla do quanto isso influencia em tudo que poderá ocorrer de agora em diante, porque as espadas são liberadas para todos do universo dele, seguindo assim uma lógica um tanto injusta, fora isso sabemos que o Seiya está seguindo uma ordem de Atena para possuir uma espada – creio que seja para fazer frente ao exército daquele mundo onde o Aiolos governa.
Todavia também temos o Aiolia que não deseja que o Seiya empunhe a espada e afirma que irá impedi-lo. Graças a isso temos um impasse e um capítulo que pouco anda, se focando em terminar a história em criar um clima de confronto para o que virá adiante.


Honestamente admito que gosto de ver o Okada trabalhando desta forma na narrativa. Dá aquela sensação de expectativa aliada com real crença que o autor poderá nos entregar uma trama que cada vez mais responde as próprias perguntas, se tornando algo que prenda seu leitor cada vez mais.
Confesso que gostei da forma como ele explicou o porque o Aiolos se corrompeu, assim como gostei dessa abordagem com relação as armas e a proibição de Atena. Ele conseguiu provar, por a mais b, que entende a cronologia e da história; gerando assim todo um clima bem balanceado para que o enredo avance sem medo de ser feliz.
Além disso ainda temos o fator Ikki no enredo, pois ele aparece no final apenas para advertir o cavaleiro de Leão que ele não deve atrapalhar. Caso contrário, seria morto por ele; é aqui onde criamos uma expectativa para confronto, mas também paramos e analisamos o quadro, porque o Aiolia não deseja que o cavaleiro de Pégaso pegue a espada porque acredita que não seja essa a solução e, além disso, sabe que até os deuses podem se equivocar. Isso gera um questionamento real e nos faz entender o ponto de vista dele.
Entretanto é graças a isso que tivemos um capítulo que mais apresenta uma calmaria antes da tempestade que tudo. Honestamente torço para o próximo capítulo pegar fogo e gerar aquele belo senso de urgência que estamos precisando.

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