quinta-feira, 12 de julho de 2018

Análise quinzenal - Sanit Seiya Episódio G Assassin #97


O dia em que o Okada conseguiu explicar algo que não precisava de explicação

E mantendo o cronograma dentro do esperado, eis no ar mais uma análise do episódio G Assassin. Creio que devo confessar minha felicidade em conseguir postar a análise sobre o capítulo da semana em um curto período entre o lançamento e isso me remete a períodos quando eu conseguia manter o ritmo bem organizado, mas divago (até porque a tendência é seguir com esse padrão de organização).
Então, sem mais delongas vamos à análise.

Capítulo #97 - Futuro Destruído


Quero começar essa análise dizendo que esse foi um capítulo que conseguiu explodir minha mente nas duas vezes que o li. Foi esse capítulo que, ao meu ver, soube explorar melhor conceito que se propôs a apresentar anteriormente e começou a amarrar melhor as coisas; tornando a obra algo menos confuso e deixando a trama cada vez mais interessante.
Esse capítulo também acabou por explicar algo que não precisava de uma explicação por ser o cerne de toda mitologia e sempre se fazer presente nas entrelinhas através do famoso "porque sim". Contudo essa é uma explicação que eu anseio em ver como o autor original irá estragar (porque né, convenhamos, tudo que é bem feito nos spin-offs o Kurumada caga no ND... mas divago).
Mas enfim, vamos falar do capítulo de forma mais direta; porque é um capítulo bem simples e que se foca na continuação do encontro entre o Seiya e o Aiolia, pois o cavaleiro de pégaso foi designado a ir onde o cavaleiro de Leão se encontrava - o local onde o dourado de leão conversou com Zeus -. Durante a conversa Aiolia pede para que Saga (ou Kokuto) explique o que de fato está acontecendo e aí começamos a ter uma noção do quão as coisas estão para mudar.
A ideia de transição entre universos para elucidar a bagunça que ocorre no continuo tempo-espaço é bem utilizada e um grande acerto para linha narrativa, pois é por conhecermos o futuro onde o Aiolos governa que sabemos o quanto as coisas fogem de um lógica normal; mas aqui entendemos um pouco melhor o porquê as coisas fogem do senso comum. É mais interessante ainda quando o autor sabe narrar essa transição de uma forma fluída e com domínio do que está falando.


Claro que vale citar o fator cavaleiros e armas, porque sempre foi pouco explorado o que aconteceria se eles possuíssem armas, porém aqui há um acerto nessa exploração dessa ideia e da elevação do conceito, saindo do básico para algo totalmente novo e inexplorado. Contudo também fica a pulga atrás da orelha sobre como isso será tratado nos próximos capítulos, em especial porque essa informação que foi revelada aparenta ter uma imensa relevância no desenvolvimento da história.
Para ser alguém mais claro (aviso antecipado, teremos spoiler do capítulo): a revelação que armas tornam os cavaleiros próximos a deuses ou demônios, assim como o final do capítulo que mostra que o Aiolos liberou todos os cavaleiros do seu mundo da restrição quanto ao uso de armas porque ele acredita que seja o melhor para corrigir os erros do passado, mas essa questão de erro me pareceu mais um pretexto dele para criar um mundo onde haja essa liberação e as lutas possam chegar a um novo nível. Porque com armas os cavaleiros viram algo mais próximo de paladinos e se tornam ainda mais fortes.
Essa questão, de uma forma geral, se mostrou um ponto alto aqui e criou toda uma nova concepção para mitologia desse spin-off, agora é esperar o próximo capítulo e ver como o Okada seguirá desse ponto em diante, porém dá para evidenciar que enfim a história está tomando um rumo mais direto e centrado.
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