quarta-feira, 25 de julho de 2018

Análise semanal - Hinomaru Zumou #133 - #153

"Deus do sumô? Se ele realmente existe, eu adoraria... joga-lo no chão"

Demorei, mas voltei com a coluna e, agora, começo a retomar as análises dos mangás! Sei que demorei, pareceu que eu abandonaria essa área, mas enganei vocês e aqui estou e, nada melhor do que retornar falando de uma obra que todos sabem que gosto muito. Então se acomodem direito e vamos falar sobre Hinomaru Zumou, mais precisamente, vamos fechar um arco!

Capítulos #133 - #153
Depois de muito tempo, creio que a primeira coisa que preciso dizer é: fez falta falar sobre esse mangá. Sério, falar sobre Zumou é algo que faz falta, em especial quando você já leu e digeriu toda parte final do arco - que não é bem a parte final, uma vez que faltam 3 capítulos para fechar esse arco e começar o seguinte, mas deixarei o combo 154 até 156 para um análise só deles; até porque esse "pequeno combo" é impactante e carrega consigo um significado expressivo demais para deixar de lado.
Primeiramente precisamos colocar o pé que estamos, pois a Oodachi foi para final de clubes no campeonato de sumô e, como derradeira equipe, enfrentará a Eigadai - que, por coincidência, é a escola do Kuze, que também é um tesouro nacional. Esse confronto derradeiro, também, serve para mostrar o quanto a equipe do Hinomaru evoluiu, não só como equipe, mas nos laços de amizade e confiança; pois, se antes tínhamos um time que dependia muito do protagonista, agora temos uma equipe que, verdadeiramente, possuí atributos para vencer sem depender de ninguém.
Aqui é onde vemos o quanto a admiração junto com a rivalidade ajudou a Oodachi a se tornar um time forte e pronto para encarar seu maior desafio, que é a equipe da Eigadai - que, diga-se de passagem, faz por merecer o temor por ser a "mais forte"; afinal é lá onde está o Kuze Sousuke, que é o tesouro nacional mais forte (quem acompanha minhas análises desde o começo, já viu eu comentando sobre ele).
Porém, acredito que cada um dos confrontos dessa final possua seu próprio peso e, mais do que isso, seu charme. Por isso vamos a eles - dessa vez farei algo diferente e tentarei comentar um confronto por parágrafo.
Primeiro confronto Kunisaki vs Hyoudou: logo de cara temos uma disputa cuja motivação é, também, pessoal; pois ambos competidores são irmãos e o Hyoudou também pode ser considerado um gênio, porque sempre entrava em um esporte depois de seu irmão caçula e o superava quando ambos se enfrentavam. Aqui é onde vemos ambos se enfrentando pelo orgulho de suas equipes e usando a antiga rivalidade como força motriz; o resultado disso é um combate inicial que consegue ser bem empolgante e mostrar que ambos nunca tiveram em uma real igualdade de habilidades, mais do que isso, passamos a compreender que o Kunisaki vê o Hyoudou como aquele obstáculo que ele não consegue superar, mesmo em esportes onde se dedica mais. 
Essa primeira luta nos mostra o quanto o espírito de ambos estava ansiando por esse confronto e ainda consegue possuir várias reviravoltas interessantes até o tão aguardado desfecho que, de certa forma, não surpreende tanto - até porque, acaba pesando um pouco mais a experiência que um deles tem no sumô.
Segundo confronto Tsuji vs Sawai: Esse é um confronto que, ao meu ver, vai muito de encontro com algo que eu pensei há alguns dias atrás, porque aqui é um claro exemplo dos tipos de devoções que temos em Zumou. Aqui é onde temos uma luta oficial do Kirito na série e, honestamente, é uma batalha que consegue ser encantadora e por muito pouco não pega o título de melhor confronto dessa final. 


Temos aqui um raro momento onde vemos o técnico do time da Oodachi mostrando sua habilidade e nos provando que o deus do sumô pode recompensar aqueles que se devotam de maneira honesta ao esporte. Vale a recordação que o Kirito não pode lutar por muito tempo, devido ao seu problema nos pulmões, porém aqui ele nos mostra uma verdadeira aula de superação e no presenteia com uma luta rápida, porém memorável.
Contudo o maior destaque dessa luta é a questão do quão grato o Kirito se mostra por voltar ao ringue, nos dando mais um dos sentimentos com relação ao sumô - anteriormente já havíamos visto o sentimento que o Kei tem quanto ao esporte, mostrando que ele odeia o deus do Sumô por não lhe presenteá-lo com um corpo digno para o esporte e querendo provar que é capaz mesmo sem esse físico. Já nesse confronto temos o sentimento de gratidão pelo momento único que ele havia recebido.
Terceiro Confronto Goujou vs Yomoda: Esse é um confronto que, talvez, eu não tenha tanto a dizer porque muito do que ocorre aqui é mais antes do confronto. A luta, em si, segue no mesmo estilo da semi-final, com a mudança no final; até porque o Yuma ainda é mais focado em ataques diretos do que em agarrões e semelhantes. Particularmente gosto do estilo dele, apesar de achar pouco efetivo com lutadores de sumô mais ágeis ou com mais experiência.
Contudo o Hinomaru e o Ozeki falando para o Yuma lutar sem pensar tanto no passado foi algo que me chamou mais atenção, em especial por todo peso que o próprio Goujou carrega consigo pelos seus erros do passado; ok que ele tem sua parcela de culpa em algumas coisas, mas ele não precisava carregar o fardo, pois todos ali já o aceitavam e o reconheciam como lutador habilidoso. 
E convenhamos, o cara evoluiu muito desde o começo até aqui e, de quebra, ainda criou um estilo que junta sumô e karatê. Isso é louvável e merece todo respeito e atenção possível.
Quarto Confronto Ozeki vs Daniel: aqui temos uma luta que é interessante e, ao mesmo tempo, evoca o orgulho dos generais, pois ambos lutadores são os braços direitos deles. De um lado temos o Ozeki, que mudou muito ao longo do campeonato, e do outro temos o Daniel, que é um estrangeiro que teve seu talento reconhecido pelo Kuze, assim como também evoluiu de sobremodo desde que conheceu o general da Eigadai.
Comecemos a comentar esse confronto pelo seguinte ponto de vista: O vice que perdesse influenciaria diretamente no resultado final e, por consequência, na moral da equipe. Aqui perder não era uma opção para nenhuma das duas equipe, pois a Eigadai precisava da vitória para manter a soberania, já a Oodachi precisava da vitória para se manter na disputa e isso é muito bem demonstrado quando os competidores sobem no Dohyou. Esta é uma batalha que carrega orgulhos e visões diferentes, porque ambos admiram seus generais, todavia há um porém nessas admirações, porque o Ozeki admira e rivaliza com o Hinomaru. Ele evoluiu por causa dessa rivalidade, por querer alcançar seu general ele cresceu como pessoa e como lutador. Deixou de depender do Ushio e isso é bem refletido aqui.
Já o Daniel tem o orgulho por ser membro da equipe mais forte e uma admiração genuína pelo Sousuke, pois o mesmo foi o primeiro a incentiva-lo a não desistir e seguir avançando. Ele avançou por esse empurrão e quer honrar isso. 
Com ambas motivações alinhadas, conseguimos ter uma batalha que honra o espírito de ambos, tornando uma luta bacana, porém o resultado já é o esperado.
Quinto Confronto Hinomaru vs Kuze (Generais): A batalha final não poderia ser outra e conseguiu fechar tudo com chave de ouro. Isso por vários motivos, mas para começar bem dá para dizer que ambos generais estão em suas melhores formas e prontos para dar tudo de si na batalha, em especial após verem o quanto cada um dos seus membros de equipe se esforçaram. 
Dá para dizer que esse confronto é a barreira mais alta que o Ushio precisa superar, pois ele está diante de alguém que possuí todos os requisitos para estar no topo. Alguém que se aproxima da personificação física do deus do sumô, um verdadeiro Yokozuna. 
Aqui é onde vemos até onde a evolução leva e o sentimento contido no fundo do coração do Hinomaru, pois ele anseia provar ao mundo que ele pode. E ele mostra que tem a garra necessária para alcançar o topo. Mostra que está apto a brigar de igual para igual com qualquer um; logo ele consegue nos apresentar um confronto a altura de quem deseja mais e mais.
Já o Kuze está em sua melhor forma e completamente desperto. Ele alcançou o topo e se sagrou como talento nato, vencendo inúmeros desafios ao longo do torneio; logo não poderíamos considerar ele um rival fraco ou sem expressão, pois ele sempre foi um talento reconhecido por todos. 
A luta entre ambos é algo que, de forma geral, pode ser comparada com o embate entre um deus e um demônio por todos os fatores que ficam claro na batalha, afinal estamos diante de alguém que sempre teve soberania e temos aquele que já encarou o inferno e precisou se superar.
Devido a isso temos aqui um momento que demonstra bem o porquê de Hinomaru Zumou ser uma boa obra; porque conseguimos ter um vislumbre de uma batalha entre dois abismos, mas que no fim há uma real superação. Estamos falando de sumô no fim das contas, logo o resultado nem sempre irá favorecer só aquele que possuí habilidade; ele favorece quem possuí espírito. E o Ushio tem isso de sobra.
No fim temos a vitória da Oodachi - acredito que nem seja tão spoiler isso - e finalizamos esse campeonato com nossos campeões tendo aquele merecido descanso.
Agora estamos a três capítulos do final deste arco, então na próxima análise já concluo e poderemos dar início ao arco seguinte.
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