domingo, 22 de julho de 2018

Especial – Animê Friends 2018

Primeira edição do evento sob os cuidados da Maru Division nos prova que, sim, há como tornar o evento marca registrada de julho maior e melhor; e isso é excelente!

Como todos já devem saber, há cerca de quinze dias ocorreu aquele que já é o evento marca registrada do mês de Julho, que é o Animê Friends. Neste ano tivemos o evento em um novo local, o Pavilhão do Anhembi – mais conhecido por abrigar eventos como Bienal, Salão do automóvel e afins.
Eu, Paulo Ikari, estive por lá nos 4 dias de evento e vou comentar um pouco como foi o evento e tudo que consegui acompanhar. Adianto, desde já, que podem rolar várias interseções ao longo do texto, então peço desculpas em caso de incomodo. Mas em todo caso, peguem suas toquinhas e seus mupys e vamos nessa!
Acredito que, desta vez, seja mais coerente eu começar com os parabéns a todos os envolvidos, pois conseguiram nos entregar um evento que corresponde as expectativas geradas. Quando digo isso falo de uma forma geral, porque eles souberam trabalhar o hype que o evento carrega nas costas, afinal de contas estamos falando de um evento que possuí um nome forte dentro do circuito de eventos e precisa sempre se reinventar.


Um ponto que o evento começa acertando é na renovação do público. Tínhamos vários pimpolhos andando pelo evento acompanhado de seus pais, irmãos e afins e isso mostra o quanto a Maru quer mostrar esse clima todos os públicos; sério foi legal ver isso, assim como foi bacana ver que eles demonstraram esse interesse quando divulgaram que os pequenos não pagariam entrada (desde que tivessem um adulto pagante junto, enfim). Esse é um ponto que, desde quando ensaiei para começar este texto, eu queria focar; muito disso porque eu acho que assim você renova seu público e gera interesse na criançada para que, futuramente, eles venham seguir indo e levando outros com eles.
Fora isso, tivemos um evento melhor alinhado, se compararmos com o Ressaca, pois souberam distribuir os auditórios e os palcos, deixando eles bem localizados e sem problemas com relação a barulhos. Mais do que isso, eles souberam trabalhar bem nas questões de atrações e horários das mesmas, criando assim um evento dinâmico e que dava para fazer tudo. Destaque especial para o auditório onde estava o show da Hatsune Miku e do Ultraman – lá sempre estava lotado e os ingressos para as atrações iam embora rápido demais!.
Ainda falando das atrações, posso dizer que as do auditório foram bem distribuídas e consegui acompanhar todas as palestras que queria (tem notícia das palestras que acompanhei, que foram da JBC, NewPOP, Panini e Crunchyroll), fora ver um pouco de alguns shows, isso conseguiu comprovar que tudo fluiu bem e dentro que eles planejaram desde o começo.
Outro ponto que vale uma menção é as atrações que as editoras conseguiram levar para seus estandes. Cada uma delas tinha seu próprio meio de atrair a galera e interagir: A NewPOP com os painéis de suas obras (Kyubei Gigante >>>>> os outros); a JBC com quizes, moto do Kaneda, pockets shows, caricatura em mangá, demo do My Hero One Justice e os mangás digitais; a Panini com suas gincanas interativas e a exibição do primeiro episódio de Black Clover dublado (que ocorreu no primeiro dia de evento e eu escreverei sobre). Claro que, além disso, tínhamos a Bandai Namco com a demo do Jump Force, a Comix com sua vasta gama de mangás e quadrinhos, o Crunchyroll com um estande próprio onde você podia ganhar pôsteres dos animês que fazem parte do catálogo do streaming.
Também tínhamos um Artist Alley bem posicionado e com uma boa variedade de artistas; nesse caso vale dizer que haviam muitas obras de qualidade e que mereciam serem conferidas. Claro que vale mencionar que o local onde deixaram foi bem pensado justamente por ser um local onde havia muita transição e ajudava os artistas a terem seus trabalhos conferidos.
Cabe o parágrafo para mencionar que, enfim, tivemos um ponto para o cardgame e boardgame. Isso é extremamente positivo e foi algo que eu não havia visto no Ressaca de 2017 e quando vi no Animê Friends fiquei feliz, espero que nas próximas edições a equipe responsável mantenha essa área e, se possível, até cogite a expansão.


Porém nem tudo são flores, mesmo com a resolução de N problemas e uma organização ótima ainda tivemos pequenos problemas, alguns deles nem são tão culpa da organização (como o povo que saí e deixa as bandejas nas áreas de refeição), mas quanto a sinalização e cronograma das atrações senti que faltou um pouco mais de posicionamento assertivo.
Quando fui procurar um banheiro ou um bebedouro, penei para achá-los e até tinha sinalização, mas era uma sinalização que, de longe, não se via. Já o cronograma, estava em dois locais – junto com o mapa do evento -, mas só um eu via como certeiro (que era próximo a entrada), mas acredito que seria legal deixar o cronograma do que ocorrerá nos auditórios próximo aos mesmos. Claro que isso é uma reclamação mais pessoal, todavia é algo que pode ajudar muito a pessoa a se programar melhor quanto o que deseja acompanhar.
Mas no fim das contas, posso dizer que este foi um Animê Friends que soube utilizar o máximo de coisas possíveis em seu favor e, além disso, conseguiu criar uma expectativa para as próximas edições do evento, assim como gerou um hype para o que nos aguarda no Ressaca Friends deste ano. Então, dá para dizer que o acerto foi bem maior desta vez e a tendência, a meu ver, é que a Maru seguirá melhorando para nos entregar um evento cada vez melhor.
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