segunda-feira, 16 de julho de 2018

Estante do Dollars – Black Clover #1

Aquele mangá que é cheio de clichês, porém possuí seu charme

Antes de iniciarmos todo texto é importante eu comentar que, com honestidade, eu não cogitava sequer falar sobre a obra novamente por aqui; muito disso devido a minha primeira experiência com essa obra que, de certa forma, não foi das melhores, mas também não foi das piores.
A obra que comentarei hoje no “estante” é um mangá que no primeiro contato deixei no limbo do esquecimento, porém tudo volta e ela voltou. E com essa nova chance pude entender o porquê ela possuí um fandom que a defende e, mais do que isso, passei a compreender a qualidade que ela tem.
Então, sem mais delongas, vamos falar sobre Black Clover, que saiu por aqui pela Panini neste mês de Julho! Peguem seus grimórios e vamos nessa.

Sinopse (via loja da Panini):

Em um mundo onde magia é tudo, Asta é um garoto que, mesmo incapaz de utilizá-la, almeja o posto de "Rei Mago", o maior entre os magos, a fim de provar sua força e cumprir a promessa que fez com seu amigo! Abrem-se as cortinas dessa fantástica e mágica aventura!!

Considerações Gerais:


Começando pela parte de apresentações; escrito e ilustrado por Yuuki Tabata, Black Clover começou sua publicação na Weekly Shonen Jump em maio de 2015 e segue em publicação contando, até o presente momento, com 16 volumes encadernados. Além disso, vale mencionar que a série possuí uma adaptação em animê que está em exibição e é produzida pelo estúdio Pierrot e também conta com um OVA que foi lançado em Dezembro de 2016 e teve produção do estúdio XEBEC.
Vale começar essa parte analítica dizendo que esse é um mangá onde você, certamente, encontrará inúmeras semelhanças com outras obras e outros roteiros, porém não deixe que isso te engane, pois essa é uma obra que tem seu próprio carisma e consegue, mesmo que seja de forma torta, cativar quem lê. Claro que isso não impede os comentários negativos, ou que muitos deixem a série no limbo do Stand by.
Podemos dizer que, basicamente, o Tabata sabe trabalhar um roteiro criando uma crescente de qualidade considerável e mantém isso de uma forma que funciona. Ele sabe explicar sobre o mundo que constrói de uma forma que se encaixa bem dentro da narrativa proposta e cria aquela expectativa sobre o que virá a seguir. Sendo mais específico, dá para esclarecer que quando você lê o volume fechado você consegue comprar melhor a ideia que o autor quer passar, pois você consegue sentir o ritmo que ele deseja te conduzir e, honestamente, isso funciona muito melhor do que ler os capítulos de forma mais isolada (como eu fiz em 2016).
Quanto aos personagens, posso dizer que o protagonista é parecido com um certo Ninja Loiro, mas mesmo com essa semelhança, o Asta consegue ter seu brilho próprio e nos gerar alguns momentos bem divertidos. Confesso que ele foi quem mais garantiu meu riso ao longo deste primeiro volume.
Fora ele temos uma gama de personagens que, nesse primeiro volume, despertam interesse para que venhamos querer conhecê-los mais e esse, talvez, seja o maior acerto desse início, pois a alma desse mangá está mais em seus personagens do que na própria narrativa. Porém quando você combina ambos fatores temos uma salada que, mesmo com vários clichês evidentes, diverte e cria uma atmosfera instigante para seguir lendo.

Além de tudo isso, temos a arte do Tabata que é bem bonita e evoluiu razoavelmente bem desde “Hungry Joker”, logo temos um trabalho bem planejado e que sabe utilizar bem toda questão de quadros e linha narrativa por eles, dá vontade de virar a página e se divertir ao longo das 200 páginas que esse volume tem; é algo que realmente consegue cumprir sua função de mangá fast food, pois você irá devora-lo e ficará satisfeito com o que veio adiante.
Como dito lá no começo, Black Clover é um mangá que a Panini Comics lançou durante o Animê Friends e faz parte da nova linha “padrão” da editora que conta com papel offwhite em formato 13,7x20 cm e capa cartão; o preço de capa da edição é R$ 21,90 e a periodicidade é bimestral. Não irei me alongar quanto a questão do valor, já que em outro momento pretendo fazê-lo, porém dá para dizer que se você acha o valor alto demais, só ficar de olho nas lojas onlines e comprar em valor menor.

Afinal, porque está na estante?

Como é uma dúvida que sempre deixo permear, aqui não ficará de fora. Então vamos aos motivos que me fez reconsiderar e trazer Black Clover para essa humilde estante. Primeiramente, dá para adiantar que essa primeira edição me fez considerar a série um entretenimento fast food e que dá para curtir os momentos que nos são ofertados.
Além disso, também temos uma edição brasileira com qualidade boa o suficiente para agregar nos materiais mais recentes. Contudo mesmo com o preço meio salgado pretendo continuar a acompanhar as aventuras do Asta rumo ao seu sonho em formato físico.
Porém dá para dizer que a série é indicada apenas se você curtir algo mais nesse ritmo de diversão rápida e não for de se apegar a focos de clichês e afins, porque se você for desses, a obra, certamente, irá te desagradar e você se tornará mais um dentre tantos que não curtem a obra porque ela se parece com uma ou outra série.
Cabe uma menção honrosa ao timming de lançamento do mangá, pois no primeiro dia do Animê Friends tivemos a exibição do primeiro episódio do animê dublado no auditório e, posteriormente, no estande da Panini e isso, certamente, influenciará novos consumidores (que vão se apertar com o dinheiro da merenda, mas vão comprar pela diversão que a obra garante).

Ficha Técnica:

Black Clover #1 (Panini Comics)
Autor: Yuuki Tabata
Formato: 13,7x20m
Nº de Págs: 192 Páginas
Preço: R$ 21,90
Onde comprar: Loja da Panini (assim que sair na Amazon, posto aqui)

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