terça-feira, 17 de julho de 2018

Primeiras Impressões – Yuragi-sou no Yuuna-san

Uma comédia sobre um fantasma em fontes termais com ecchi, mas é divertido o suficiente para se sustentar e cativar

Estamos na temporada de Julho e isso significa que teremos Primeiras Impressões por aqui. Entretanto acredito que alguns estranharam ainda não ter surgido nenhum texto – até hoje -, o motivo disso é mais que focarei nas obras que estou com real expectativa ou curiosidade, do contrário, nessa season, deixarei passar (porém pode pintar review quando acabarem esses outros animês).
Vamos começar as análises com aquele animê ecchi que, para mim, conseguiu roubar a cena de uma forma incrível. Vamos falar sobre Yuragi-sou no Yuuna-san. Então peguem seus roupões e vamos às termas papear com fantasmas.

Sinopse:

Kogarashi Fuyuzora é um médium com a mão na massa.Desde o dia em que foi possuído por um espírito maligno, ele anda atolado de dívidas.Em busca de um quarto baratinho pra alugar, ele acaba indo parar numa pousada assombrada, a Pousada Yuragi, onde moram apenas garotas lindas.Dentre as moradoras está Yuuna, uma fantasma incapaz de avançar para o mundo espiritual.Apesar dos protestos das outras inquilinas, Kogarashi acaba começando sua nova vida na Pousada Yuragi.

Considerações Gerais:



Primeiramente devo esclarecer que não sou fã de ecchi e que só tive contato com o primeiro capítulo do mangá de Yuragi, porém isso ocorreu faz um tempo e eu deixei a série no limbo do esquecimento – assim como várias outras ao longo da minha vida de pessoa que assiste animê. Mas, posso dizer que essa adaptação me gerou certa expectativa, em especial por ter o dedo de um estúdio que sabe mexer com esse tipo de conteúdo sem cagar tudo (para quem não sabe, o XEBEC foi responsável pelo animê de To Love-Ru e da sua continuação, o Darkness).
A começar pela narrativa desse primeiro episódio que conseguiu dividir bem o tempo comédia e as cenas ecchi, criando um combo que diverte o público de uma forma geral e cria aquela empatia que nos motiva a acompanhar o animê. Sem contar que houve toda uma linha narrativa eficiente na questão de apresentação das situações que o Kogarashi passa, foi uma abordagem inicial que funcionou, em especial por ter alguém que já sabe trabalhar com esse tipo de material; isso acabou gerando uma narrativa que te deixa curioso para ver as bizarrices que virão a seguir e, mais do que isso, nos desperta o interesse em conhecer mais tudo que nos é apresentado com relação aos personagens.



Por falar em personagens, dá para dizer que esse, sem dúvidas, é outro trunfo que esse animê tem na manga, porque todos personagens iniciais possuem uma introdução que funciona dentro desse universo e nos gera aquela empatia e riso. Claro que o destaque desse episódio fica para o Kogarashi – afinal, ele é o protagonista – e a para a Yuuna, mas todas as outras garotas da mansão Yuragi tem seu tempo de tela usado de forma assertiva, quer seja para render o ecchi ou a comédia o que acaba tornando tudo orgânico e sem forçações de barra.
Agora, quanto ao ecchi… dá para dizer que ele incomodará quem não gosta do gênero. Ok que nesse episódio não tivemos nenhum momento com cena ecchi mais hardcore; contudo é certo afirmar que esse primeiro episódio já desagradará quem curte o estilo, mesmo com a comédia afiada.
Em questão de OST’s, pode ser dito que é tudo bem encaixado e ritmado; nos momentos que se pede alguma sonorização mais “séria” nos é entregue e assim sucessivamente, logo é algo funcional e que cumpre bem seu propósito. Agora as músicas temas pouco tenho a dizer referente a elas, fora o fato que a música de abertura é bem cativante e gruda na sua cabeça.

Afinal, Vale a Pena?

Como eu disse no texto, esse é um animê que me despertou certo hype, porém tem suas ressalvas por possuir doses bem cavalares de ecchi. Devido a isso só recomendo a obra se você procura algo de comédia e não liga para cenas mais apelativas (cabe uma intercessão aqui e dizer que a obra já rendeu problemas devido aos momentos mais sensuais e tal). Agora se você for cri cri com essas coisas, nem chega perto, porque você vai ficar reclamando das cenas “desnecessárias” e chamando o humor de “forçado”.
Mas creio que dá para concluir que é uma obra que tem um bom começo e será um prato cheio para os amantes do gênero ou para aqueles que curtem uma comédia sem ligar para essas questões de seminudez.
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