segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Análise semanal - Cardfight!! Vanguard (2018) #20


Enfim o clímax chegou

Logo de cara já começarei deduzindo que você, pequeno leitor, deva estar chocado por ver duas análises de Vanguard em um espaço curto de tempo, mas adianto que o motivo é justo e necessário porque atrasei as análises anteriores consideravelmente. Devido a isso, nada mais justo que trazer tudo da forma mais ágil possível.
Contudo, antes de iniciar a análise efetivamente, apenas venho informar que até o próximo feriado devo fechar a primeira parte do Vanguard antigo e começar a falar do Arco G (isso do animê de 2011). Então aguardem que nos próximos dias devem aportar por aqui review da temporada Legion Mate e do filme da série (o filme em animação, porque o Live Action é mais complicado de achar).
Agora, sem mais delongas, vamos comentar o episódio desta semana que está fresquinho.

Episódio #20 - Reunião



Depois de muito alardear que o clímax do arco estava a caminho, ele enfim chegou e o fez com estilo. Aqui tivemos o começo do ápice deste momento que tanto esperamos; foi algo que souberam começar com pé direito finalizando a batalha do Aichi contra o Tetsu, mas sem deixar o Kai e o Miwa, indo na sede do Foo Fighter, de fora.
Dá para dizer que houve um cuidado bem interessante com relação a animação e a condução da narrativa, pois temos dois núcleos que se sustentam sem precisar de muito e uma boa exploração dos personagens que aqui aparecem. Temos um Kai que deseja resolver tudo de uma vez e provar para o Ren que aquele poder não o torna um verdadeiro cardfighter e, em paralelo, conseguimos entender um pouco melhor o que significa o Vanguard para nosso protagonista, tudo isso devido ao duelo que nos comprovou o quão forte é o clã dos Dark Irregular (os decks do AL4 são bem consistentes e com bons combos, logo é válido usar esse parenteses para comentar que eles são bons oponentes para nossos protagonistas).
Por falar no duelo, cabe um rápido comentário sobre a explicação do PSYqualia, porque souberam utilizar bem esse recurso aqui. Enfim conseguimos entender como funciona, realmente, a habilidade que vê o fluxo das batalhas; tudo graças ao roteiro e ao Tetsu que gastou bons dois minutos para elucidar mais sobre esse peculiar dom - afinal, não é todo dia que vemos alguém que consegue absorver todas as informações das cartas e se ligar a um clã de forma quase simbiôntica, a ponto de sentir as dores dele.
Isso também ajuda a compreender melhor o quão obcecado o Ren é pelo Kai, em especial depois de sabermos que o líder do Foo Fighter via o nosso duelista de Kagero como um ideal a ser alcançado. O antagonista da vez que provar que alcançou nosso segundo protagonista e, de quebra, mostrar que alcançou a verdadeira força. Esse é um fato que nos ajuda a ver o quão distorcida está a personalidade do Ren, contudo ajuda na humanização dele, até por vermos que o garoto tem um histórico sofrido e bem complicado no passado.


Em contrapartida temos o Aichi que se parece muito com o Ren em diversos momentos e esse episódio evidencia bem esse fator quando nos dá uma explicação de como o garoto enxerga o Vanguard, porque sempre tivemos a impressão que o garoto só via como um jogo divertido e que lhe permitia ser alguém mais corajoso, porém isso vai além e entra no conceito de construção de laços. Para alguém tímido igual o nosso protagonista, a mudança só poderia ocorrer de um pontapé inicial, até porque não são todos que conseguem mudar apenas com pura força de vontade; devido a isso podemos concluir que o Vanguard esse pontapé. Foi o estopim de algo maior que reverberou na vida dele a mudou como um todo.
Essa explicação foi o suficiente para me convencer que o mangá teve uma estrutura melhor para essa parte de PSYqualia, já o animê de 2011 deixa isso muito ao acaso e tenta explorar isso aos poucos. Aqui temos toda uma crescente que foi se desenvolvendo até o ponto de ruptura - que neste caso foi este episódio.
Agora temos, enfim, todos os personagens de real importância reunidos e prontos para os duelos que decidirão este arco, logo o próximo episódio começará os momentos de maior tensão do arco e a maior crescente que ele nos tem a oferecer. Lembrando que o próximo arco estreia em Novembro, logo há um tempo contado, porém bem planejado, para um bom desenvolvimento deste clímax. Todavia podemos dizer que o PSYqualia está em sua melhor forma e a loucura que o poder trás consigo também se encontra presente neste momento. Só nos resta aguardar o próximo episódio para compreender melhor isso.
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