domingo, 11 de novembro de 2018

Análise Semanal – Cardfight!! Vanguard (2018) #21 - #26

O clímax chega e nos mostra que temos, enfim, um animê que trabalha os personagens

Começo essa análise dizendo que estou deveras atrasado, porém com motivo; pois tudo ficou ainda mais corrido na vida pessoal e acabou refletindo no ritmo de produção que tenho em relação aos meus textos, em especial as minhas análises de Vanguard. Contudo, após esta análise devo normalizar e voltar ao cronograma que havia divulgado no começo de tudo.
Antes de seguirmos com as impressões desse combo de episódios, só reforçando que, no momento em que esta análise vai ao ar, o próximo arco do animê já estreou e já tem muitos pontos para serem abordados. Então, sem mais delongas vamos com este imenso pack de análise de Vanguard.

Episódios #21 - #26 - "Abismo da Escuridão", "Um Duelo Sério", "Um Pequeno Farol", "Kai", "O Vanguard" & "Anormalidade no Vanguard!? Enciclopédia das Units!!"



Creio que, depois de assistir todo esse pack de episódios, posso iniciar essa análise dizendo que temos uma primeira temporada que soube entregar bem o que prometeu ao longo de seus episódios e fez um clímax que conseguiu atender todas as expectativas que foram criadas desde um primeiro momento. Desde o momento que começamos a acompanhar os desdobramentos desse ponto final do arco já tinha uma noção do que teríamos adiante e tudo apenas se confirmou, porém vamos por partes.
Começando com o duelo Ren vs Kai que foi, simplesmente, algo incrível e cheio de significado, pois aqui temos o antagonista da série encarando aquele que era seu maior rival antes de ativar o PSYqualia e mostrando o quanto seu dom o tornou forte. Dá para dizer que todo foco aqui se dá em um embate que mostra o quão terrível é o clã de Shadow Paladin e ainda nos mostra que o nosso co-protagonista ainda não está no auge de Kagero. 
O interessante desse duelo fica por conta da utilização das duas units de Grade 3 mais apelativas do jogo, pois tanto o Dark Dictator quanto o Phantom Blaster Dragon são extremamente poderosos e com combos que nos mostram o quanto o resultado era previsível, mesmo que houvesse a esperança de um desfecho diferente. Após este duelo há um momento do Ren dizendo que deseja derrotar o Aichi para, então, sentir que houve uma vitória completa.
Neste ponto é que entramos em um dos duelos mais incríveis desse final, pois Aichi vs Ren é o melhor que essa primeira metade da obra tem a oferecer ao espectador e ainda carrega consigo diversas surpresas bem únicas para quem deseja ver um embate acirrado.
O confronto já começa diferente pela ausência das luvas que dão choque, tudo porque a ideia era que os lutadores sentissem exatamente a mesma sensação da unit e, com dois usuários de PSYqualia, não há essa necessidade. Após isso temos um duelo que se foca em demonstrar, com maestria, como ambos clãs são face da mesma moeda e possuem habilidades equivalentes. Tanto que acredito que caiba o parenteses referente a questão das batalhas, pois aqui elas são bem fluídas e funcionais como não haviam sido pré-remake.


É importante dizer que o foco maior está mais nas batalhas do que na jogabilidade em si, maior prova disso é  que só focamos nos combatentes em momentos específicos, no caso deste embate o foco fica nos duelistas quando precisamos entender a evolução de habilidades deles e, além disso, quando queremos compreender a quantas anda o jogo; porém esse duelo é uma crescente impressionante e que só aumenta quando temos a primeira aparição da Grade 4.
A aparição do Exculpate the Blaster possuí um forte significado e, por incrível que possa parecer, carrega um sentimentalismo muito bem empregado. Funciona de forma realmente efetiva, porque consegue demonstrar que mesmo na mais profunda escuridão há possibilidade de se encontrar com a luz e evoluir.
Existe uma real possibilidade de evoluir e trazer uma luz ainda mais forte consigo; de uma forma bem simplificada podemos dizer que o Exculpate é a evolução e amadurecimento do Aichi como cardfighter, ele é a consolidação da luz do nosso protagonista e essa resolução é a mais interessante que podemos pedir nesse primeiro momento. Além disso vale mencionar que o efeito da nova Unit é explicado de uma forma bem parcial, mas que ajuda na hora de entender o que ocorre na animação. O final do duelo é previsível, contudo segue empolgante e abre as para o que virá a seguir.
Após a vitória do Aichi, chegamos ao momento do duelo que fecha esse arco e imprime sua marca de uma forma bem única para impressionar de vez quem ainda tinha dúvidas sobre a qualidade da série. Aqui, novamente, temos um duelo Kai vs Aichi; porém aqui é o primeiro duelo deles com seus decks melhorados e com units de nível 4. 
No caso do protagonista já sabemos o que a sua G4 faz, já no caso do Co-protagonista e rival descobrimos que a Grade 4 de Kagero, chamada Transcendence Dragon, Dragonic Nouvelle Vague, é tão implacável quanto se espera de uma carta trunfo. Além disso, também é importante mencionar que este duelo serve para que venhamos conhecer mais sobre o Kai e aqui é onde mora mais um dos acertos da obra.


Com relação a backgrounds de personagens, dá para dizer que temos aqui um dos maiores trunfos da obra, pois os três personagens centrais desse primeiro arco são bem explorados e utilizados dentro da narrativa. Todos tiveram uma boa exploração e apresentação para dar um brilho certo ao enredo e humanizar, ainda mais eles. Esse é um acerto incrível que a série possuí desde seu primeiro momento e aqui o acerto é tão grande que nos presenteia a maior surpresa do arco, que é a descoberta que o Kai também possuí o PSYqualia. 
Essa junção de fatores nos leva a um desfecho bem interessante e consegue nos entregar tudo da forma mais assertiva e redonda possível, tornando a narrativa bem firmada em sua estrutura e gerando expectativa par o que virá a seguir, em especial quando sabemos que o próximo arco será mais focado no ensino médio do Aichi e em apresentar novos personagens.
Como último comentário, cabe citar que o episódio de número 26 é uma mini enciclopédia que se foca em nos apresentar os 5 principais clãs dessa primeira saga; logo temos aqui um episódio que se foca mais em fazer o espectador rir e gerar um momento de leveza para o que a série pedia. Agora é aguardar o que virá no próximo arco.
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