sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Primeiras Impressões - The Promised Neverland

Quando o hype é real, significa que tudo valeu a pena

Admito, com veemência, que evito entrar no hype de qualquer animê da temporada. Muito disso se deve ao fato que o fandom tende a ser insuportável e a passada de pano quente fica insuportável, o que, sinceramente, me irrita demais. Afinal, é preciso pensar de forma racional sobre qualquer obra - por melhor que ela seja.
Dito isso, preciso adiantar que lutei contra o trem do hype que Yakusoku no Neverland (ou The Promised Neverland, como é conhecido internacionalmente) causou quando seu animê foi anunciado, claro que é importante dizer que a obra sempre esteve em voga, desde seu lançamento; aqui no Dollars mesmo, já fiz diversos textos sobre a série. Porém, depois de assistir a animação do tema de abertura da série, que foi lançada oficialmente hoje (09/01), não pude me conter e embarquei no hype train e, confesso, foi algo correspondido, contudo falarei mais disso ao longo das impressões! Então, vamos nessa.

Sinopse:
A mulher a quem chamam de "mãe" não é uma mãe de verdade.As crianças que moram juntas não são irmãos de verdade.Na Casa Grace Field, moram apenas crianças órfãs.Um lar sem igual, onde 38 crianças sem parentesco algum levam vidas felizes ao lado de suas mães.Até que sua rotina pacífica chega a um fim abrupto...

Considerações Gerais:

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Primeiramente, devo adiantar que sou daqueles roots que acompanham a obra desde sua estreia na Shonen Jump e, de quebra, é uma das obras que mais possuem textos aqui no site (sério, acredito que Neverland só perca pra Zumou e Vanguard no nível de textos... e olhe lá). Para quem tiver interesse já deixo aqui no começo as indicações para lerem minhas "Primeiras Impressões" do mangá (na época), minha "Análise Semanal" da obra (que foi até o capítulo 66) e o "Estante do Dollars" sobre o 1º volume que a Panini Comics lançou.
Tendo feito esse disclaimer, vamos ao que interessa, pois acredito que preciso me ater ao fato que essa foi uma obra que conseguiu me gerar hype real no dia da estreia e, após o episódio inicial, superou demais todo hype que foi construído. Claro que, antes disso, eu havia assistido trailers e visto as imagens promocionais, porém evitava me empolgar demais para não me decepcionar (ou não virar um desses seres que acreditam que a obra é a melhor do mundo).
Mas, indo realmente ao ponto, podemos dizer que esse primeiro episódio chega com pé na porta e prova que, sim, estamos diante de um animê com um potencial imensurável e, mais do que isso, nos mostra que o CloverWorks foi o estúdio certo para esta obra, porque soube trabalhar bem o material que tinha e ainda consegue criar bons momentos para preencher o tempo de duração do episódio.

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Temos em mãos um episódio que introduz os protagonistas e o universo que os cerca de uma forma que honra o material original e sabe como fazer para gerar expectativa para o que virá a seguir. Muito do que foi mostrado das habilidades do nosso trio de protagonistas (EmmaNorman e Ray), nos ajuda a compreende-los melhor e, futuramente, será crucial para as reviravoltas que a série há de ter. 
Além disso também é importante ressaltar que as cenas originais do animê ajudam, ainda mais, na compreensão dos personagens e na humanização destes, o que torna todo resultado de narrativa ainda mais incrível e bem executado. Isso sem contar que há um real cuidado com o ritmo que o animê deseja seguir e isso é nítido ao longo dos 22 minutos do episódio.
Com relação a animação, preciso confessar que ela está excepcional e consegue transmitir toda atmosfera que a obra pede. Aqui não há oscilação de qualidade e o ritmo que a animação tem é fluído, se torna algo agradável e que sabe trabalhar bem as suas qualidades, fazendo bom uso do ritmo que a série possuí e, de quebra, nos apresentando uma palheta de cores variada e que gera bons contrastes, gerando uma narrativa funciona e deleitosa aos olhos de quem acompanha; maior exemplo disso é na cena chave deste episódio, onde a animação consegue ser assertiva e ainda gerar a sensação adequada para o momento - coisa que, por mais que não aparente, é difícil de ser bem feita e exige uma série de fatores, como bom timing e qualidade na produção.
A trilha sonora também merece um destaque, pois é excelente e consegue cumprir a contento aquilo que se propõe a fazer, gerando um clima que vai da calmaria a tensão nos momentos certos. É uma soma de acertos que gera um resultado final que encanta ao público que se dispõe a assistir.

Afinal, vale a pena?

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Acredito que, justiça seja feita, essa é uma obra que merece atenção de todos que procuram uma animação que fuja do óbvio e que possua a qualidade que prega desde seu primeiro momento. The Promised Neverland cumpre bem as expectativas que gera e, de quebra, nos entrega um episódio de estreia que consegue nos tirar daquela sensação de mais um animê, conseguindo ter seu brilho e um destaque que já era esperado desde que tivemos as primeiras informações do animê.
O estúdio responsável conseguiu por a disposição uma equipe que funciona e está em perfeita sincronia para entregar algo satisfatório e com grande potencial para ser um verdadeiro sucesso, trazendo aquela responsabilidade de mostrar que animês podem trabalhar com enredos fora da caixinha. Claro que não irei cravar a série como melhor da temporada, ou do ano, contudo posso dizer que é primeiro lançamento do ano que assisto e conseguiu me prender o suficiente para que eu siga acompanhando.

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