Resenha - Hotarubi no Mori E


Gênero: Animação/Romance/Drama

Produção: Shuko Yokoyama

Estúdio: Brain's Bee

Música: Makoto Yoshimori

Duração: 45 min.

Admito desde já que sempre tive problemas com filmes de animação japonesa, pois poucas conseguem cumprir o que prometem; Quer seja culpa de um roteiro simples demais, ou da curta duração, eles sempre acabam por me frustrar um pouco. Mas o que dizer quando a animação é curta, quase um OVA e ainda sim te cativa e surpreende pela beleza de roteiro dela? Pois bem, hoje vou falar para vocês sobre um animê que é exatamente assim. Hoje vamos falar de Hotarubi no Mori e.

Sinopse: 

A história se foca em uma pequena garota chamada Hotaru. Ela se perde em uma floresta que popularmente é dita como um lugar em que residem vários espíritos. Na floresta Hotaru se depara com um jovem utilizando uma máscara de raposa. Ele diz ser um espírito amaldiçoado e no momento em que um humano tocá-lo ele desaparecerá.


Comentários Gerais:



Hotarubi no Mori E (Ou, Dentro da Floresta de Luz dos Vaga-lumes, em português) foi publicado, originalmente, publicado em formato one-shot com autoria de Yuki Midorikawa (autora de Natsume Yuujinchou) e foi lançada em mangá pela Lala DX em Julho de 2002. Em setembro de 2002 foi lançado um encadernado de One-shots da autora, esse encadernado recebeu o título de Hotarubi no Mori E Tokubetsuhen.

A animação ficou a cargo do estúdio Brain's Bee e foi lançada em 17 de Setembro de 2011 em território nipônico. Além do Japão, a animação foi exibida na Scotland Loves Animation da Europa em 8 de outubro de 2011. Ela saiu em DVD & Blu Ray em 22 de fevereiro de 2012. Um fato a mencionar é que a obra, que possuí apenas 45 minutos, é muito elogiada por onde é exibida e isso já rendeu alguns prêmios; contudo há justificativa por toda premiação recebida e carinho de seu público, pois há um real empenho e sutileza na construção de tudo que envolve o filme, desde seu roteiro até sua animação.

Creio que o primeiro ponto no qual devo me centrar é, justamente, o roteiro. Todos sabem que é deveras difícil se adaptar filmes em tempo curto de tempo, e isso é um problema natural das animações japonesas, pois poucas são aquelas que com tempo curto de tempo conseguem construir algo que te prenda. E é justamente isso que ocorre quando falamos de Hotarubi; aqui é provado que dá, sim, para se fazer uma história adaptada envolvente e fofa para cinema. Tudo aqui é pensado com carisma e feito de um modo que te prende do começo ao fim e quando acaba você fica se sentindo pensativo e vendo o quão bonito um filme pode ser quando sabem desenvolve-lo. Claro que isso pode ser apenas meu observar, mas toda construção do filme funciona e encanta.


Sem dar spoilers ou, até mesmo, entrar em detalhes da trama (não quero estragar a diversão de quem assistir, e qualquer ponto que eu toque aqui, podem e será um possível spoiler) posso dizer que a Hotaru é uma personagem que, dentro do proposto, tem um desenvolvimento bem feito, pois a conhecemos com seus 6 anos de idade e a acompanhamos até sua adolescência no ensino médio. Conseguimos ver o quanto ela amadurece, assim como conseguimos notar o quanto ela se apega ao Gin, fazendo isso gerar um romance bonito e muito gostoso. Por falar no Gin, devo dizer que achei bem legal a explicação para o fato dele não poder ser tocado, pode ser um motivo que muitos pensem que é algo bobo, mas dentro da proposta, ele justifica e ajuda a trama. 

Quanto à trilha sonora, devo dizer que ela é bem enquadrada e simples, na medida do possível, pois ela combina bem com os momentos e te faz emergir, mais ainda no que é proposto, ponto para o compositor Makoto Yoshimori por essas músicas tão gostosas e tão únicas. 

Sem me estender muito, até para evitar spoilers (já disse isso ~), esse é um daqueles filmes que mesmo curto valem muito a pena, merece ser visto, revisto e ainda sim você será cativado pelo que é proposto. Óbvio que também deixo como recomendação o mangá, por ter outras one-shots, e isso deixa um pouco mais evidente o estilo de narrativa curta da autora do mangá. No fim, eu recomendo a todos que, após lerem a resenha, assistam ao filme, garanto que você vai se encantar com a obra.


Obs: Esse texto, originalmente, é de 2014.

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